terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O domínio da sociedade

Mantemos a cultura de cuidar mais da vida pessoal das pessoas do que da sociedade em si, e ainda mais da dos outros do que a nossa própria. Deixamos de fazer a nossa parte esperando pelo próximo, ignorando a reação em cadeia que os atos individuais geram para o público. Mas pior que isto, é a mania que criamos de tentar estender os limites do domínio social no que se refere à privacidade de cada um.
Aceitamos que empresas usem e abusem de dados para seguir cada passo que damos, criando propagandas que são verdadeiras armas psicológicas. Admitimos que instituições gravem conversas íntimas e sigilosas, com a possibilidade de serem usadas em corte para nos incriminar. Incentivamos tudo isto quando colocamos em pauta as preferências particulares de cada um, julgando como se fossem os assuntos mais relevantes que temos para debater.
Temos uma civilização baseada em frivolidades por perdermos o respeito por nossos semelhantes, por mais diferentes que eles sejam. Sarcasticamente, esquecemos de olhar o nosso próprio umbigo apenas quando apontamos dedos para os demais, omitindo da atenção que vivemos no Ego da mesma maneira. Teremos, algum dia, a sapiência de observar o nosso meio para notar o que precisa ser feito, ou esperaremos eternamente por um ser místico que o faça?
:-)

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