sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Levantar a bunda

Vi uma palestra no TED esses dias, onde uma professora começa falando da evolução na educação. Ela compara os tempos de seus pais e avós, onde eles precisavam sair de casa para ir atrás do único local que tinha informação, até os dias dela, onde já possuia enciclopédia em casa, e a atualidade, onde os dados correm livres pelo mundo e inundam nossa casa. Isto me fez notar que hoje estamos nos instruindo tanto, que em certos casos não sabemos como lidar com o que aprendemos.
Para começar, devemos transformar o pensamento em ação e colocá-lo em prática. Podemos tentar as formas clássicas de voluntariado e ativismo, mas podemos também usar sua forma mais simples e menos conhecida, que é simplesmente passar o que conhecemos adiante. Escrever um blog, filmar um vídeozinho com o celular e colocar na Internet, ter uma conversa sobre o assunto que aprendemos com aqueles que conhecemos: tudo isto são formas mais singelas, mas tão importantes quanto qualquer grande projeto. E tudo isto contribui para transformar a realidade em algo diferente.
Minha noiva conta, do tempo que passou em Vancouver no Canadá, que eles tem o hábito de, quando terminam de ler um livro, deixarem em algum lugar público, para que outras pessoas tenham a oportunidade de apreciar a obra. É como ter uma biblioteca a céu aberto, onde pode-se andar no meio do conhecimento, colhendo-o como se fossem flores. Atitudes deste tipo, por mais simples que pareçam, tem um grande impacto na sociedade, e talvez seja justamente o que estamos precisando.
Feliz ano-novo a todos!
:-)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Sorrir ainda é o melhor remédio

Apesar de todos os benefícios para o nosso próprio corpo, sorrir tem um efeito social tão grande quanto. Nosso cérebro, em sua busca por aceitação dentro do grupo em que estamos inseridos, seja no trabalho, na rua ou em casa, imita certos comportamentos que vê. Portanto, ao sorrirmos para outra pessoa, ainda mais para um estranho, passamos uma sensação de conforto e alegria, e estamos estimulando o mesmo processo que acontece em nós naquele indivíduo.
Por vivermos em sociedade, esta pequena diferença no comportamento de cada um pode levar a uma grande mudança do coletivo. Desde a maneira como vemos aqueles que não conhecemos, nos deixando mais à vontade em sua presença, até nossas espectativas da sociedade, nos levando para um novo caminho. Isto pode levar a uma maior aproximação de classes separadas pela antiga estrutura social, o que nos levaria a rever certos hábitos e conceitos que temos.
Hoje temos uma cultura baseada em medo e desconfiança, que esta sendo mudada aos poucos pela Internet. No mundo virtual, estranhos cada vez mais fazem negócios sem saber quem está do outro lado, baseados apenas em reputação dadas pelo resto da comunidade. Estamos descobrindo que as pessoas não são tão agressivas ou violentas como certos instituições passam, o que tira certas barreiras de nosso caminho. E isto já é um motivo muito bom para começarmos a sorrir.
:-)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Mais que ouvir: Escutar


"Você tem dois ouvidos e uma boca, use-os na mesma proporção". Quando ouvi esta frase pela primeira vez, fiquei rindo por algum tempo, pois achei-a genial. A partir de então, comecei a prestar mais atenção nas pessoas à minha volta, e percebi que algumas também praticavam esta filosofia. Mas um número dessas não parecia saber a diferença entre ouvir e escutar, o que não é de se admirar, já que alguns dicionários não fazem uma distinção clara entre estes dois verbos.
Ouvir é quando se reconhecem os sons emitidos pelo ambiente, sem tentar distinguir o que é cada um deles. Ouvir é o nível mais básico da nossa função de audição, pois é apenas a captação do barulho pelo nosso cérebro. É quando sabemos que que tem algo acontecendo, mas não deciframos ainda o que é. Escutar, portanto, requer um nível mais elevado de atenção, pois é quando entendemos o que estamos ouvindo. É quando interpretamos e consideramos o que está sendo transmitido.
Podemos notar, então, que apesar de estarmos constantemente ouvindo, escutar, de fato, é algo que requer um pouco mais de esforço por parte de nosso cérebro. Mas podemos ir além, e não só compreender o que está entrando em nossos ouvidos, mas também ponderar conscientemente sobre o seu significado, ainda mais se vai contra nossas idéias. Desta maneira, aprenderemos efetivamente novos pontos de vista, que serão úteis em nossa jornada nesse planeta. Assim, além de exercitar nossa massa cinzenta, ainda estamos nos instruindo sobre aqueles com quem nos relacionamos, pois o manual de instruções de cada um está na forma como nos expressamos.
:-)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Respirar Fundo

Talvez uma das ações que mais faltem no mundo, principalmente quando nos deparamos com nossa própria teimosia, expressada por outra pessoa. Em um mundo em que tempo é dinheiro, e dinheiro é a única forma de sobrevivência, acabamos esquecendo até mesmo de encher os pulmões de ar, e descarregamos nossas frustrações no primeiro que passar perto. Podemos nos espelhar no que fazemos com as instituições que regem nossa realidade, e trazer esta infinita paciência para os relacionamentos com que temos mais contato em nossa rotina.
Algumas vezes, nosso sentimento de fracasso tem uma maneira explosiva de ser expressado. Um exemplo clássico é o de tentar passar uma idéia para alguém que pensa exatamente o oposto. Tentamos usar toda nossa habilidade de comunicação, onde expressamos todos os pontos de vista que nós conhecemos. Mas falhamos ao encontrar a perspectiva que a outra pessoa está enxergando, e com isto estouramos, descarregando esses nossos sentimentos nela.
Ao aprendermos a respirar fundo novamente, damos uma calibrada de oxigênio no cérebro e no corpo, o que nos acalma e nos deixa melhor preparados para entender o outro indivíduo. Com o aumento de nossa tolerância, também nós começamos a descobrir novos aspectos do planeta, que não percebíamos antes. Talvez para o próximo ano, podemos tentar lembrar mais desta arte antiga, que nos ajuda a relaxar e não custa nada.
:-)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Corrente do Bem

Junto com a chegada do ano novo, vem todo um clima de renovação que nos leva, muitas vezes, a prometer mudanças em nosso comportamento. Por estarmos doutrinados com o antigo paradigma criado por nossos antepassados, nosso escopo ao fazer esta escolha se restringe à um nível mais simples da lei da ação e reação da física. Vemos apenas as conseqüências diretas de nossos atos, deixando de ver todo o cenário que nos envolve e da qual somos parte.
Ao deixarmos de fumar, por exemplo, focamos na melhoria em nossa saúde, mas não vemos que isto também serve para enfraquecer o mercado tabagista no mundo. Sem perceber, ao mudarmos algo em nossa rotina, acabamos tendo uma influência no resto do mundo, até mesmo em lugares onde mal ouvimos falar. Mas esta é uma via de duas mãos, que raramente notamos por estarmos ocupados demais com nosso próprio mundo.
Por isto, vou aproveitar que revi o filme recentemente e a data que se aproxima, para sugerir algumas mudanças que podemos ter em nosso comportamento, mas que funcionam exatamente na direção contrária. São ações que iremos fazer para o mundo que refletirão na vida de todos, e como conseqüência, na nossa própria. Desta maneira podemos efetivamente deixar esta realidade baseada em instintos para trás, e criar uma nova, baseada em consciência.
:-)

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal

Inicialmente um rito pagão para celebrar o solstício de inverno, o Natal passou a ser visto da forma como é hoje a pouco tempo. Depois de ser popularmente celebrado por pagões por séculos antes do nascimento do Cristo, no século IV a igreja romana decidiu cristianizá-la. Apesar do sentido religioso daquele tempo, a figura do Papai Noel surgiu mais tarde, e de uma maneira diferente do que é hoje.
No começo ele talvez fosse um bispo, bem diferente da forma como o conhecemos hoje. Apenas no século XIX é que ele surgiu com as roupas que vemos nas ruas atualmente. Mas naquela época, as cores de suas vestimentas eram diversas, onde predominava o verde, pois ainda representavam o inverno. Apenas em 1931, em uma campanha publicitária da Coca-Cola, que a cor "oficial" se tornou o vermelho.
Conhecendo mais a fundo a origem de alguns de nossos feriados, observando a mistura de tradições que existe nestas datas, podemos perceber o quanto o ser humano consegue conviver com seus semelhantes, mesmo sendo de culturas completamente diferentes. A dualidade do certo/errado e do novo/velho perdem o significado, ao notarmos que nossos antepassados podem ter lutado para ter o domínio de uma cultura sobre a outra, mas nós escolhemos celebrá-las todas juntas.
Ótimas festas para todos!
:-)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Páscoa

Assim como outras datas, a Páscoa celebrada atualmente reúne elementos de várias religiões. Algumas delas, inclusive, que o público em geral nem ouviu falar, embora, mesmo sem conhecer sua origem, passe o costume adiante. E o mais irônico é que, em um país predominantemente católico, é mais publicado os hábitos pagãos que a própria igreja tentou remover da história.
A história da tradição é bem conhecida por duas das influentes religiões do oeste: o judaísmo e o cristianismo. Para os judeus, a páscoa representa a fuga do Egito, um momento de libertação, onde foram auxiliados pela ira divina. Para os cristãos significa o nascer de novo, baseado no episódio da ressureição de Jesus. Já para os pagão, representa a passagem, a renovação, que é quando o inverno se transforma em primavera, no hemisfério norte.
"Mas de onde saiu a história do coelhinho e dos ovos?", alguns devem estar se perguntando. Segundo a tradição pagã, a lebre representa deuses da fertilidade e do renascimento em várias mitologias, assim como os ovos pintados com runas. Com a comercialização destes costumes, os ovos se tornaram de chocolate e as lebres, que antes eram sacrificadas, se tornaram personagens de desenho.
:-)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Dia dos Namorados


O dia dos namorados ao redor do mundo é comemorado no dia 14 de fevereiro, diferente do 12 de junho daqui do Brasil, por isto é o segundo da lista. A origem dos dois, no entanto, vem do início do período romano, e naquele tempo, era uma festa de final de ano, já que o ano deles começava em março. Esta celebração tinha como finalidade principal a purificação, onde as pessoas se preparavam para a primavera. Era também uma cerimônia para exaltar a saúde e a fertilidade.
Por ser uma festa pagã, o papa Gelásio I a condenou e tentou proibí-la, em 494. Talvez não tenha dado muito certo, pois logo em seguida o dia de São Valentim foi instituído na mesma data da Lupercalia. Com tanta pressão de orgãos oficiais, aos poucos esta data também foi se convertendo no que conhecemos hoje, deixando suas origens em livros de história.
No Brasil, a data é diferente do resto do planeta por causa de Santo Antônio, que é um santo Português e padroeiro do casamento. Em Portugal, a data passou a ser a mesma do globo recentemente. Curiosamente, foi um publicitário que trouxe essa data para a terra tupiniquim, com a missão de aquecer as vendas no mês de junho, que eram mais fracas. O primeiro dia dos namorados celebrado em por aqui foi em 1949. Mais novo que algumas pessoas por aí, não?
:-)

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Ano Novo

Nada mais lógico do que começar os estudos de datas comemorativas do ano pelo seu começo. As festividades que temos hoje entre o último dia de dezembro e o primeiro de janeiro nem sempre ocorreram neste período e pelo único motivo da passagem do ano. Em sua origem, esta celebração tinha um motivo e momento bem diferentes do que conhecemos hoje.
Em seus primórdios, a passagem de ano era sincronizada com a primavera, por ser a estação onde as plantas voltavam à vida e, assim, garantia a sobrevivência de todos. No hemisfério norte, isto se dava no dia 23 de março ou aredores, e a festa durava vários dias, pois eram feitos os plantios nos campos. Em um cenário destes, pode-se ver claramente de onde veio a idéia do renascimento e começo de uma vida nova.
Por decreto do imperador Júlio César, em 46 A.C., o calendário juliano modificou a data do ano novo para primeiro de janeiro, perdendo a sincronia com as estações. Mas foi só em 1582 que ele passou a ser mundialmente usado, quando o papa Gregório XIII ordenou que o calendário gregoriano fosse o oficial dos países católicos. Sem o alinhamento com as estações, deixamos de olhar para a natureza e fazer parte dela. Talvez por isto, a cada ano, aumenta-se a quantidade de fogos de artifício: é uma tentativa de buscar a antiga magia. Felizmente, a história nos mostra onde começar a olhar.
:-)

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Ritos Passados

Com as festas de final de ano chegando, também veio o momento de fazer um estudo sobre algumas datas comemorativas que festejamos. Para os mais novos, é uma maneira de descobrir de onde vem os hábitos e manias que temos como sociedade, para poderem avaliar se vale a pena passar adiante estas tradições. Para os mais velhos, talvez seja uma maneira de relembrar os tempos da juventude, pois alguns ritos não são tão antigos assim. Ao menos não da forma como os celebramos hoje.
Certas cerimônias que temos em nossa cultura atualmente, e que são enfaticamente anunciados pela mídia, tiveram uma origem diferente, e em alguns casos, até mesmo a data era outra. Com o passar do tempo, certas alegorias foram criadas, outras perdidas, retirando alguns aspectos e focando em poucos pontos de vista. A influência disto se vê na estrutura social atual, que é voltada para a padronização, e não para a diversificação.
Ao relembrarmos de onde surgiram alguns costumes, notamos mais claramente o quanto nossa civilização mudou, e podemos usar como marco de referência para analisar onde estamos agora e para onde estamos indo. Podemos nos impressionar com a experiência, descobrindo curiosidades de nossos antepassados que nem imaginávamos. Talvez até mudemos alguns conceitos, aprendendo mais sobre o que significavam em seu início.
:-)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Virtualidade Brasileira

Assim como o resto do mundo, o Brasil está criando legislações para regulamentar o uso da Internet. Apesar de todos os debates, poucos perceberam que a maior dificuldade será levar para um mundo virtual as leis do plano físico, com as quais estamos acostumados. Ao se analisar a questão da rede mundial, é necessário uma nova mentalidade, que esteja em harmonia com esta nova realidade.
Usar as regras do antigo e dominante paradigma nada mais farão do que tornar esta nova experiência uma cópia da velha. Isto significa que nunca conheceremos de fato toda a extensão do termo liberdade de expressão, o que nos impedirá de crescer. Também nos limitará ao número de identidades que podemos ter, privando-nos de ser o resultado da vivência com o ambiente, e de analisar cada caso isoladamente.
Já temos este tipo de restrições em nosso dia-a-dia, que como conseqüência, nos deixa com uma insatisfação insaciável. Enquanto não percebermos que as causas são justamente estas reduções do nosso potencial, vamos continuar agindo de acordo com elas, nos tornando simples animais de abate. Com a Internet, temos a chance de descobrir as respostas de perguntas que existem a milênios, algumas que até estamos esquecendo de fazer em nossos dias. Isto se ainda tivermos o interesse, claro.
:-)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Anonimato

Apesar da Wikileaks nem tomar conhecimento de quem são suas fontes, por colocar seus jornalistas na linha de frente, não é este o tipo de tópico abordado quando se fala de sigilo de identidade na Internet. Apesar de comparado inúmeras vezes com a vida real, o anonimato dos usuários da rede mundial tem incomodado algumas pessoas desde sua criação, mas está longe de ser a mesma coisa. Pintado como um assaltante entrando encapuzado em um estabalecimento quando conveniente, esquece-se o outro lado da moeda, que curiosamente é brandido aos quatro ventos constantemente.
Para os fãs da democracia, que melhor forma de executá-la, do que em um ambiente onde não se sabe nada sobre o indivíduo, realmente deixando todos no mesmo nível? Na realidade cibernética, onde somente aqueles que querem tem um nome, políticos e povo se misturam, assim como policiais e criminosos. Em um cenário destes, onde as idéias valem mais do que a identidade, a dinâmica de grupo muda, e vemos a verdadeira forma da sociedade. Ao invés de uma pirâmide, temos um organismo vivo, em constante mudança, evoluindo com cada informação encontrada.
Não é de se espantar, então, que existam certas instituições interessadas em acabar com esta opção dos usuários. Por se verem obsoletas e perdendo seu poder, incitam o medo da população com o lado maléfico, para ter sua vontade realizada e se manter no domínio por mais tempo. Nesta realidade dualística que vivemos, esta é uma arma eficaz, pois representa metade das opções que temos. Entretanto, quando notamos a ilusão que vivemos, que temos uma infinidade de perspectivas para analisar, esta possibilidade se torna tão pequena que, na prática, não influência nossas vidas tanto quanto alguns querem.
:-)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Hérois, vilões ou Humanos?

Utilizando o caso recente do Wikileaks como exemplo, podemos notar como ainda somos influenciados pela dualidade que rege nossa realidade. De um lado, temos algumas pessoas considerando o pessoal do site como vilões, pois estão divulgando material considerado secreto. Por outro lado, existem aqueles que aplaudem de pé o que estão fazendo, partindo da premissa de que o público merece saber o que seus governantes, e bancos, tratam por trás de portas fechadas. Menos considerado, temos também o lado de que são pessoas apenas se divertindo, fazendo o que gostam e acham interessante. Mas também podemos ver sob a ótica de que são caçadores de confusão, que só querem ver o circo pegar fogo.
Por esquecermos de que existem infinitos aspectos na qual podemos analisar o que está acontecendo, ignoramos o que os protagonistas realmente são (humanos), e os vemos como anunciados (heróis ou vilões). Ao fazermos isto, não notamos a barreira que criamos entre eles e nós, a distância que nos afastamos. E justamente por colocarmos este tipo de obstáculo em nosso meio, ficamos presos, estagnados em uma realidade comandada justamente por aqueles que não tem esse tipo de empecilho em suas vidas. E esses são poucos quando comparados com a totalidade da população humana neste planeta, e fazem do resto o que quiserem.
Ainda cultivamos a ilusão de que estamos livres, quando o medo nos restringe de alcançar todo nosso potencial. Ainda não nos acostumamos com a idéia de que todos tem medo, sejam quem forem. O que fazem em relação à ele é que faz toda a diferença. As lições que tiram dos erros que cometem é o que os impulsiona, o que os faz tentarem de novo. Por isto são os protagonistas deste nosso mundo de faz de conta, e não apenas espectadores. Mas é fácil mudar isto, com um pouco de vontade pode-se dar o primeiro passo.
:-)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Wikileaks

Na guerra virtual, atualmente, o Wikileaks se tornou o combatente da vez. Assim como seus predecessores, trouxe para o mundo cibernético algo conhecido e muito usado no mundo real, com um toque digital em sua atualização. Desta forma, o jornalismo de denúncias renasceu em uma escala proporcional ao tamanho da rede mundial, despejando milhares de documentos considerados secretos. Eles estão mudando a forma como alguns políticos são vistos, pois suas palavras não condizem com o conteúdo destes arquivos.
O site, aparentemente, não se preocupa com sua fonte, mas apenas com a veracidade do material que recebe. Isto estimula a ação daqueles que tem algo que consideram ser de conhecimento público, mas que temem por sua vida, ou de entes queridos. Neste ambiente, eles podem apresentar suas provas sem preocupações, ficando protegidos por serem desconhecidos até pelos jornalistas da página. Quem fica na linha de frente são os jornalistas, que ficam sujeitos à todo tipo de represálias.
O trabalho da Wikileaks, assim como todos aqueles que tem contribuído com a Internet, enfatizam a vontade de união e compartilhamento das pessoas. Mesmo sem se conhecerem e sem nenhum retorno financeiro, o trabalho voluntário está tomando uma nova forma no mundo digital. Com uma abrangência global, esta possivelmente não será a última batalha cibernética que veremos. Ainda mais por, em alguns casos, não termos decidido se esses ativistas são heróis, vilões ou algo mais.
:-)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Força Virtual

Aqueles que tem acompanhado o blog já devem estar familiarizados com a importância dada na distribuição da informação. Esta insistência é para lembrar as pessoas de que "quem não se comunica, se trumbica", ou seja, sem comunicação, temos menos entendimentos entre os indivíduos, o que gera mais atrito e separações. Podemos ver isto mais claramente quando analisamos os meios de comunicação criados, e a mudança que geraram no mundo. Foi assim com a escrita, prensa móvel, telefone, rádio e televisão.
Com a Internet não seria diferente, ainda mais com o que ela oferece. De uma hora pra outra, as pessoas deixaram de ser apenas consumidores e passaram a ser redatores. E em escala global. Mas nem tudo é um mar-de-rosas, pois como seus precursores, este meio de comunicação também está criando conflitos. Por dar novas opções de informação e interação à população, uma colisão com as instituições dominantes era inevitável. A influência e lucros delas diminuem, e seus atos são expostos e questionados mais facilmente. O episódio com o Napster, onde o programa trouxe para a era digital a funçao de fitas K7 e de vídeo, foi o começo de uma guerra cibernética.
No mundo virtual, onde cópias são feitas com um clique de mouse, o paradigma do acúmulo de bens perde o sentido, fazendo com que o sistema monetário enfrente um grande rival. Enquanto no passado se dizia que "tempo é dinheiro", agora esta ficando cada vez mais claro que informação é poder. E quando os assuntos tratados atrás de portas guardadas por seguranças se torna público, vemos qual é a real hierarquia que rege nossa sociedade. Os soldados mais rasos apareceram primeiro, lutando contra a popularização de programas de compartilhamento. Depois certos governos mostraram seu verdadeiro entendimento sobre diplomacia e democracia, surpreendendo alguns conspiradores. O espanto, no entanto, não foi pela perspectiva demonstrada, mas por não terem sido ainda o topo esperado. Aparentemente, ainda existem algumas instituições acima de governos, que estão se mostrando agora. Se elas são a cabeça da sociedade, ou se estamos apenas começando a ver a realidade, somente o tempo dirá.
:-)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Alternativa ao Crime

Para acabar com o crime, é necessário primeiramente vê-lo como realmente é: um produto do sistema monetário. Ele não é uma falha propriamente dita, mas resultado de um regime que concentra muitos recursos na mão de poucos, deixando muitos com pouco. Esta marginalização faz com que as pessoas sejam forçadas a viver de maneiras diferentes do que é idealizado, e em alguns casos isto significa ignorar as leis da sociedade, se elas não trazem benefícios.
Enquanto não se mudar a regra principal, que é de concentrar a renda, quaisquer outras que se mudem, criem ou sumam, serão em vão. A sociedade é um espelho do tipo de economia usado e, portanto, para mudar a sociedade atual é necessário mudar o tipo de economia que temos. Se o fizermos agora, sem educação nem conscientização, os antigos paradigmas da força bruta e da acumulação de recursos continuarão dominantes, fazendo com que os mesmos problemas logo reapareçam.
À medida que entendemos melhor o mundo em que vivemos, encontramos dúvidas e respostas mais pertinentes com o tipo de vida que levamos e vemos ao nosso redor. Ao mudarmos os assuntos de nossas conversar com nossos conhecidos, de maneira gradual para que também vejam a realidade como ela realmente é, criamos as oportunidades necessárias para uma mudança de paradigma. Com oportunidades suficientes, poderemos deixar de ser, ao mesmo tempo, bandidos e mocinhos de algum filme de segunda, e vivermos nossa vida com toda qualidade que temos direito.
:-)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Conseqüências Criminosas

Raramente notamos quem são os beneficiados com o crime, seja ele organizado ou não. Procuramos por todos os lados, sem notar que, com nossas ações diárias, acabamos absorvidos por este conceito. Enquanto alguns saciam seu instinto selvagem e sede de sangue, ao ser audiência de espetáculos de coliseu, outros tem suas vontades satisfeitas de outras maneiras, tão sutis que nem parecem fazer parte deste cenário.
Enquanto ainda utilizarmos um sistema monetário como economia, ainda iremos fazer parte deste quadro. Um regime deste tipo concentra os recursos na mão de poucos, criando as condições para que muitos se tornem renegados e, conseqüentemente, cometam crimes. Pois quanto maior a diferença social, maior são os problemas encontrados na sociedade. Leis e regras nada significam se as condições básicas para uma pessoa se sentir humana não são atendidas.
E como as condições são estabelecidas por anunciantes, a vida fica distorcida para aqueles que os seguem. Assim, é possível ver pessoas possuindo carros quando nem tem uma garagem ou mesmo uma cama, ou que tem um aparelho de televisão quando lhes falta uma geladeira ou saneamento básico. A lógica perde seu sentido quando não existe educação, criando uma ordem que poucos entendem, chamando-a de caos. Mas longe disto, é apenas um produto do sistema, escondido na visão romantizada que temos da nossa sociedade.
:-)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Causas Criminais

Apesar de, à muitos séculos, procurarmos por anomalias no cérebro, que expliquem o porque algumas pessoas cometem crimes e outras não, a resposta é bem simples. Ela é tão primordial que podemos ver o mesmo tipo de comportamento em animais, mas descartamos este tipo de conclusão por vergonha ou arrogância. E quando notamos porque agimos desta maneira e em que ambiente estamos inseridos, conectamos os pontos e vemos a trágica figura que nossos ancestrais pintaram para nós, baseados em sua ignorância.
Em sua maioria, crimes são instigados por instintos, onde o de sobrevivência tem um papel muito importante. Em um mundo onde os meios de comunicação nos bombardeiam com propagandas de como somos defeituosos, apresentando as mais mirabolantes soluções para corrigirmos estas falhas, é inevitável que as mentes mais influenciáveis comprem esta farsa. Sem uma educação própria, temos gerações e classes sociais sendo educadas pela mídia. Não é de se admirar, então, que nossa realidade tenha se tornado um reflexo do que é anunciado. Seus alunos aprendem bem, e o valor das necessidades básicas é esquecido no meio de tanto brilho e glamour.
Presos à um sistema que sobrevive apenas com o consumo irrestrito e perpétuo, onde se vê aqueles que distorcem as regras subindo mais rápido do que outros, infalivelmente teremos indivíduos seguindo este tipo de caminho. As conseqüências, entretanto, vão além do que é mostrado, pois os beneficiários de um sistema deste tipo são muitos, alguns que nem imaginamos. E eles não estão escondidos, podem ser vistos em praticamente todos os locais. Basta prestarmos atenção.
:-)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Domínio da Chance

À milhares de anos, nossos antepassados basearam suas comunidades no que eles sabiam. Por não terem tanto conhecimento sobre o mundo e seus habitantes, estabeleceram pilares que beneficiavam mais aos próprios, diretamente, do que desconhecidos. Desta forma, criou-se o acúmulo de bens e recursos, pois era a única forma conhecida de sobrevivência. Sem saber das conseqüências, fundaram um sistema social mais baseado em chances do que oportunidades.
Isto pode ser mais claramente visto quando analisamos a forma como a renda está distribuída pela sociedade, já que é o principal meio de sobrevivência utilizado atualmente. Mesmo aqueles que atribuem o molde piramidal ao esforço pessoal irão concordar que, quando levamos em conta outros dados, como educação, sexo, raça e classe social no nascimento do indivíduo, um padrão que mais remete à sorte é revelado. Ou seja, dependendo onde, em que família, com qual sexo e raça a pessoa nasceu, irá determinar em grande parte o quanto poderá ascender na hierarquia social. O que ela aprende durante a vida é o que fará com que ela seja satisfeita com o que tem, ou tenha ambições para conseguir algo mais, seja material ou não.
Por sermos humanos, estamos sujeitos à todos os tipos de experiências em nossas vidas, algumas que ainda nem compreendemos ou imaginamos. Por isto, enquanto alguns se mantém no caminho ditado como certo, outros procuram o chamado de errado. Sabe-se o destino de ambos, e depende de cada um fazer a escolha de qual irá seguir. Para aqueles informados, esta escolha é consciente, e pode transcender a simples dualidade. Para os outros, as circunstâncias decidirão por eles, e ditarão seu futuro.
:-)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Crime Organizado

Com as notícias sendo inundadas pela ação policial no Rio de Janeiro nas últimas semanas, voltou à tona o assunto do crime organizado. O ênfoque dado pela mídia favorece a ação policial e política, ao mesmo tempo em que exagera o envolvimento de residentes de morros e favelas com traficantes. Mas existe uma outra forma de ver este episódio, que não é tão divulgado.
Para entender melhor esta outra perspectiva, é preciso fazer uma análise sobre as origens do que vemos como crime, seja ele organizado ou não. Ao compreendermos melhor de onde ele vem, podemos observar que certas ações que estamos acostumados a utilizar desde tempos remotos podem não ser as mais indicadas. E ao notarmos que este conhecimento é antigo, vemos também que, em certos casos, não existe um interesse em realmente se acabar com esta faceta da sociedade.
Enquanto tivermos certos pilares como base para nossa estrutura social, precisamos ter consciência do que eles sustentam. Estar consciente e informado sobre o mundo em que se vive pode fazer uma grande diferença na vida pessoal. Ir além da visão romantizada, pregada constantemente por aqueles que tem interesse em manter o conto de fadas, é uma opção de cada um.
:-)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Burocracia


Uma das criaturas mais novas criadas por nós, a burocracia se tornou uma maneira de forçarmos um controle sobre as interações humanas. Por não termos noção do que isto significa, não notamos o absurdo de tentar tal ato em algo tão complexo. Desta maneira, acabamos sacrificando até mesmo entes queridos na tentativa de manter o que entendemos como ordem.
Apesar da sensação de disciplina que ganhamos, onde imaginamos sermos capazes de prever qualquer evento, não notamos o que realmente está acontecendo. Esta criatura é capaz de nos iludir, dando ao nosso cérebro as substâncias que mais quer, enquanto o priva das que mais precisa. Desta maneira, ficamos insanos, repetindo eternamente os mesmos passos, mas esperando resultados diferentes, pois não sabemos distinguir realidade de ilusão.
Assim como com as outras criaturas, se quisermos mudar esta situação, é preciso mudar nossa postura. Depende apenas de cada um de nós, e por mais que tentemos, não existe como passar esta responsabilidade adiante. E para ter outra atitude perante o mundo, é necessário uma nova mentalidade. Uma que só será alcançada quando tivermos consciência de quem realmente somos.
:-)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Corporação

A corporação nasceu da necessidade de nos agruparmos para desenvolvermos idéias. Certos trabalhos necessitam mais do que apenas um indivíduo para ser realizado, e para tanto, criamos ambientes propícios para tais tarefas. Esta criatura, que antes se alimentava de inspiração e conhecimento, passou a ter uma dieta diferente quando experimentou a ganância.
Sua mudança foi radical, passando a incentivar a destruição de seu criador, ao invés do auxílio à seu desenvolvimento. Pela sociedade ainda ter uma grande esperança em sua reabilitação, inúmeros sacrifícios são feitos. Comunidades inteiras, às vezes, servem de alimentação para este ser faminto. Ele age como uma criança deixada solta em uma fábrica de chocolate.
Podemos recuperar nosso amigo, mudando novamente sua dieta. A tarefa não é fácil, e poderá trazer grandes problemas em seus primeiros passos. É como retirar a substância preferida de um viciado, onde ele pode chegar a causar graves ferimentos em si mesmo e outros. Como criadores, esta poderá ser uma decisão que teremos que fazer.
:-)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Economia

Mesmo sem saber a extensão do planeta, já tínhamos uma noção de que uma administração dos recursos era necessária. Assim nasceu a economia, que é uma das criaturas que mais passou por metamorfoses ao longo do tempo. A medida com que crescemos, ela também foi se adaptando aos tempos, se atualizando onde podia, mas sem perder seu conceito inicial.
Nós, os criadores, moldamos sua forma durante todo o tempo, sem perceber que o fazíamos inconscientemente. Por não saber do controle que exercemos sobre esta criatura, nos submetemos à suas manias, entregando cada vez mais pessoas para serem sacrificadas. Assim, pais, filhos e irmãos, acabam matando uns aos outros, na tentativa de saciar a fome deste ser.
É possível mudar a índole da criatura, mas precisamos ser firmes e fortes. Assim como se adestra qualquer outro animal, é necessário uma postura confiante por parte do dono. Claro que, para isto, precisamos nos ver em nosso papel de criadores e senhores. E assumir a responsabilidade que é oriunda destes cargos.
:-)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Patriotismo

Uma das primeiras criaturas nascidas, quando ainda engatinhávamos pelo mundo, sem saber seu tamanho. Em nossos primeiros passos, ao toparmos com mais alguém, apesar de nem saber direito onde estavámos e se existia algo melhor, moldamos este amigo para nos proteger. Ele ficou responsável por cuidar do espaço que demarcamos como nosso, e por punir aqueles que viviam em outro mundo, sem conseguir enxergá-lo.
Além da segurança, ele ainda possui uma outra função, que é a de dar uma identidade àqueles que não sabem quem são. Estes, inclusive, são o prato preferido desta criatura, pois se sacrificam de bom grado à ela. Por não notarem que são parte do ecosistema de um planeta inteiro, certos indivíduos são facilmente mantidos em um local virtualmente demarcado. Este limite, entretanto, se encontra apenas em suas cabeças, restringindo tanto a criatura quanto o criador.
Quando a mentalidade muda, todavia, e nota-se que não se faz parte de apenas um pedaço restrito de terra, e sim de toda uma bio-diversidade, ambos crescem. Seguindo o aprendizado constante, onde nos incluímos cada vez mais na infinidade do universo ao invés de lutarmos contra ela, descobrimos quem somos e aos poucos, talvez, teremos uma independência deste nosso amigo. Mas isto é algo que só o tempo poderá mostrar.
:-)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Criaturas


Ao longo de nossa história, nossa espécie deu luz a outras criaturas que, como qualquer outra, tendem a lutar pela própria sobrevivência quando ameaçadas. O curioso é que fizemos isto sem notar e, talvez por causa disto, nosso relacionamento com elas é de escravismo. Mas não se enganem, não somos nós que nos aproveitamos delas, é justamente o contrário. Como em um conto de seita religiosa antiga, diariamente nos oferecemos com orgulho e felicidade para sermos sacrificados em seu nome.
Apesar do tom maléfico, no passado elas nos ajudaram a evoluir e construir a sociedade que temos hoje. Agimos em uma forma de simbiose, oferecendo o que queriam, enquanto pegávamos o que precisávamos. Por sermos uma espécie nova no planeta, pode-se dizer que era até necessário termos estes "amigos imaginários" para nos ajudar a crescer. Em momentos de desespero, eles tiveram sua utilidade, nos apoiando e incentivando.
Por estarmos crescendo, estamos notando que essas criaturas são reflexos da mente de uma criança mimada e, até, esquizofrênica. Foram criadas com a finalidade de tentar controlar e punir aquilo que não nos agrada, mesmo sem termos o menor entendimento do que se trata, em alguns casos. A medida que aprendemos mais sobre elas, notamos que apenas saem do mundo da fantasia quando permitimos, e que ainda temos um certo controle, por mais que tentemos negar a responsabilidade. Como criadores, as escolhas que temos são inúmeras, podendo ir do extermínio delas até uma mudança e crescimento.
:-)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Mistérios da cabeça

Rico ou pobre, amor ou luxúria, gordo ou magro, certo ou errado. Vivemos em um mundo que reflete a mentalidade de nossos antepassados, e esta era baseada nos conceitos da dualidade. Perdidos entre o a realidade grosseira e física, e a realidade nobre e mental, uma combinação dos dois para eles, era difícil. Esta filosofia de vida tem sido perpetuada a um bom tempo, usada para o benefício de alguns e malefício de outros.
Por termos sido criados com esta mentalidade, negamos todo o mal, mesmo ele sendo necessário, em certos casos. Basta olharmos a história para sabermos que, apesar de todos os que morreram no passado, se algum fato fosse diferente, poderíamos não estar aqui hoje. Tentamos dar um sentido bom para nossas vidas, mesmo que inconscientemente, causamos o contrário as vezes. E em casos, mesmo sem percebermos, o que pode parecer ruim à princípio para alguns, pode se transformar em algo benéfico mais tarde para outros.
Estudamos o universo e nossas vidas em casos separados, sem vermos as infinitas conexões que existem. Estas separações não nos deixam ver todas as possibilidades do que a existência representa, pois a cada experiência, algo novo é aprendido. A palmada que doí hoje e nos faz chorar, pode ser o que irá nos salvar de uma catástrofe amanhã, acabando com o conceito de certo e errado. O quanto antes aprendermos isto, antes iremos dar nosso próximo passo evolutivo, para um novo mundo.
:-)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Mistérios do corpo

Nosso corpo é uma máquina tão incrível que ainda existem aspectos dela sendo estudados, pois não se sabem como funcionam. As teorias criadas a tempos atrás são derrubadas com novas descobertas, colocando em dúvida o que sabemos dele. Desde qual o melhor combustível até as reações que certas alterações no ambiente provocam em cada tipo de corpo, são praticamente infinitas as variáveis que temos para estudar, sem contar suas combinações.
Mesmo sendo uma quantia absurda de dados para serem analisados, ainda assim existem certas indústrias que tentam padronizar seus produtos, em tentativas de crescer na pirâmide financeira social. Apesar de existirem algumas soluções no meio de tantas ilusões vendidas, uma parte acaba criando problemas maiores do que existiam antes. Da obesidade à anorexia, de doenças simples à morte de pacientes, certos produtos e estilos de vida causam transtornos que são irreversíveis, em alguns casos.
Em busca de respostas cada vez mais simples, que podem ser conseguidas em qualquer loja da esquina, as vezes esquecemos que a resposta está na procura e não no resultado. Iludidos pela benefício da praticidade, ignoramos os malefícios causados pela prática. Pesquisas e estudos podem servir de solução para este mistério, mas devem ser aliados à paciência, sob pena de não termos o efeito esperado. Ou ter um tão temporário quanto um passe de mágica.
:-)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Mistério dos relacionamentos

Apesar de séculos terem se passado, incrivelmente, ainda temos uma visão romantizada do tempo medieval sobre relacionamentos. Esses contos passados de geração para geração, que podem ser vistas em novelas, filmes e revistas, mostram apenas parte de uma história, cheia de exageros para torná-la mais interessante. Deste pequeno relato criam-se fantasias que enchem nossa vida de mistérios, pois quando nos deparamos com a realidade, ela se apresenta de outros jeitos.
A idéia de um cavaleiro de armadura, salvando a donzela em apuros, tem se mantido em nossos dias. Apesar de ser apenas o início do relacionamento, muitas pessoas ficam com a ilusão de que, por terem se apaixonado à primeira vista, os problemas da vida estão solucionados. A convivência do dia-a-dia mostra que não é bem assim, e se considerarmos os números de divórcios, vemos que muitos não acharam a resposta deste mistério.
Em qualquer relacionamento, seja entre o casal ou até na família e amigos, é preciso paciência e tolerância, ou seja: trabalhar nele. Por mais afinidades que se encontrem entre duas pessoas, mesmo gêmeas, elas não são iguais. Cada uma tem uma identidade que vai certamente conflitar com a do outro, em certas ocasiões. Se realmente se quer manter o relacionamento, o melhor é respirar fundo e tentar entender o outro lado, pois as vezes, somos nós mesmos que agimos de forma que o outro considera inapropriada. Depois de esfriar a cabeça, nada melhor do que uma boa conversa para colocar a questão em pratos limpos. Sem uma boa comunicação, corre-se o risco de nunca se achar a resposta para esta charada.
:-)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Mistérios financeiros

Desde que passamos a utilizar trocas como principal método de interação e solução de problemas, passamos também a estruturar nossa sociedade em uma forma piramidal. O topo, representado pela menor parte dos cidadãos, tem chamado o interesse do restante da população, atiçando a imaginação de como chegar naquele patamar, e como seria a vida, uma vez lá. Em busca da resposta, criamos uma realidade que reflete o conflito entre a conclusão lógica e a visão romantizada destas questões.
Para alcançar tal nível na pirâmide social, é necessário o acúmulo de capital. Apesar de simples, tal tarefa tem sido uma das causas dos maiores problemas da sociedade, pois apesar das leis ampararem o lado nobre dos homens, pouco fazem para ajudarem a alcançar o objetivo. Desta forma, tem-se um atrito, pois o maior lucro vem da degradação e restrição da sociedade, e o que liberta e cria abundância na sociedade, não dão lucro.
A elite dificilmente enxerga esta discrepância, pois assim como aqueles que estão abaixo, nasceu e cresceu neste sistema. O que a maioria tende a esquecer, é que as preocupações e alegrias tendem a ser as mesmas, seja qual for o nível em que se encontram. O anunciado, no entanto, é apenas o lado positivo desta imagem, e com tantos exageros quanto possíveis. Afinal, a finalidade continua sendo subir na pirâmide, até mesmo para quem já está no topo. E que jeito mais lucrativo de se fazer isto do que vender ilusões?
:-)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Mistérios desvendados

Nossa espécie sempre teve uma grande curiosidade pelo desconhecido, e ao longo de nossa caminhada pelo planeta, conseguimos desvendar uma boa porção dos que apareceram em nossa frente. Mesmo assim, enquanto algo era decifrado e se tornava conhecido em um canto do mundo, em outro ainda era conhecido como mistério. Com a chegada da Internet, que possibilitou a transmissão ainda mais rápida de informações, o globo inteiro pôde usufruir do conhecimento adquirido em um local específico.
Mas juntamente com os dados consistentes e testados, também apareceram muitas brincadeiras e interpretações pessoais, dificultando a vida daqueles que procuram se informar. A confusão é tamanha que, em certos casos, mesmo informações provadas por fontes capacitadas podem ser vistas como piadas ou enganos. Assim, alguns assuntos continuam sendo vistos como quebra-cabeças indecifráveis, quando na realidade, já foram resolvidos séculos atrás.
Coincidentemente ou não, uma parte desses mistérios se referem à questões do nosso dia-a-dia, como relacionamentos, financeiro, físico e, até, o que se passa em nossa própria cabeça. Algumas das respostas nós já sabemos, mas não compreendemos, enquanto outras são tão óbvias que nem as consideramos. A cada questão respondida, mudamos a maneira como vemos o mundo, o que nos leva a mudar nossa postura em relação à ele. E quando mudamos nossas atitudes, mudamos nossa realidade, as vezes, de jeito nem sonhados antes.
:-)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Ilusões e Realidades

Toda vez que passamos por mudanças, crescemos, de uma forma ou de outra. Toda experiência de vida é válida, pois seja ela boa ou ruim, ensina algo novo sobre o universo. Algumas das lições são mais dolorosas enquanto outras são mais prazeirosas, mas ambas deixam suas marcas em nosso caminho, deixando para nós a decisão de seguir na mesma ou mudar a direção.
Apesar de alguns acharem impossível, nos criamos o mundo do jeito que imaginamos ele. Isto significa que o planeta que temos hoje em dia é fruto da imaginação de nossos antepassados, que queriam meios de locomoção mais rápidos, uma sociedade mais estruturada, em que uns governassem outros, que pudesse usufruir de mais conforto e tudo mais que vemos ao nosso redor. Somos descendentes deles e, portanto, fomos doutrinados na cultura criada por eles.
E enquanto isto pode ser ótimo em alguns aspectos, em outros é terrível. O preço que está sendo pago para manter esta estrutura tem custado cada vez mais liberdade e vidas. A cada dia temos a chance de mudar este paradigma, com decisões conscientes e ações diferentes em nossa rotina. Mas para isto, é preciso ver o mundo como ele é, e deixar as ilusões de lado. Apenas quando o vermos de forma crítica e imparcial, poderemos decidir se ele é um monstro que está nos devorando ou um anjo que está nos amparando. Citando uma frase conhecida: "Ninguém pode lhe dizer o que é. Você tem que ver por si mesmo".
:-)

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Estrutura Social

No passado, nosso ego ditou as transformações pelas quais passamos. Ao ouvi-lo, criamos um mundo onde a satisfação pessoal vem em primeiro lugar, não importando o custo, e portanto, acabamos nos separando cada vez mais. Com a explosão demográfica, este mundo entrou em colapso, pois o único modo de continuarmos nos separando é mandar parte da população para outros mundos. Se faremos isso literal ou metaforicamente, ainda está sendo decidido.
Nossa estrutura social irá sofrer, novamente, modificações, pois ela está em conflito com nossos avanços tecnológicos. Com eles, é possível produzir em abundância o que antes era raro, e em um sistema monetário, isto significa que este produto não tem mais valor comercial, pois é reduzido a praticamente zero. A única maneira de se manter o lucro, em um caso desses, é criar artificialmente uma restrição no acesso ao bem, tornando-o raro. Isto já existe a tempo, pode ser visto no quesito da alimentação mundial, onde metade do que se produz é jogado fora, enquanto um sexto da população passa fome, pelo simples motivo de não terem dinheiro.
Assim como no passado, existem aqueles que vêem as mudanças que estamos passando como apenas uma fase, e levam a vida do mesmo jeito que sempre fizeram. Outros, no entanto, estão cientes das características evolutivas e adaptativas do ser humano, e estão se preparando da melhor maneira que podem. As previsões do que pode acontecer são baseadas tanto em dados passados como visões místicas, deixando para cada um decidir qual delas seguir. Quanto mais estudos são feitos, mais exata pode ser a resposta encontrada.
:-)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Revolução Industrial

Outra transição que passamos, ainda mais recente, foi a Revolução Industrial. Como no caso do sedentarismo, existiram aqueles que olharam para máquinas e não viram futuro ou utilidade para elas. E mesmo hoje, quando somos rodeados por tanta tecnologia, ainda existem aqueles que optam por não usar, ou diminuir ao máximo o seu uso. E como no caso dos nômades, eles se tornaram uma minoria que quase sumiu do planeta.
Outras semelhanças podem ser encontradas com as demais transições que passamos. Uma delas é o motivo pela qual estas mudanças deram certo. Ao olharmos para o sedentarismo, vemos que era mais confortável seguirmos a nova maneira. No caso da Revolução Industrial, a ganância chamou a atenção da maioria, pois podia-se produzir muito mais de formas cada vez mais baratas, criando assim, cada vez mais lucros. Em ambos os casos, nossos antepassados foram guiados pelo ego, agindo mais por comodidade do que por lógica.
Hoje usufruimos dos benefícios criados por eles, tanto quanto dos malefícios. Se temos guerras por recursos e pessoas passando fome, também temos veículos para se locomover e comida criada o ano todo, que antes só existiam durante certas estações. Olhar para trás é bom para entender de onde viemos, e também para compreender que estamos sempre mudando, que nada está gravado em pedras. Mas também precisamos olhar ao redor, para notar onde estamos. E para frente, para ver que a decisão do próximo passo é nossa.
:-)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Sedentarismo


Uma das primeiras transições que a história registra foi quando paramos de vagar pelo planeta, sem rumo, e nos fixamos em um local. Apesar de hoje nos parecer lógico e inevitável, para aqueles que estavam vivos naquela época talvez não fosse. A regra, naquele tempo, era de ficar se locomovendo, procurando sempre por comida e abrigo.
Imaginem a cena: um nômade se encontra com um sedentário e começam a comparar suas sociedades. Penso que o primeiro iria rolar no chão de tanto rir ao saber que o segundo abdicou de tudo o que a natureza oferece para ter um pouco de segurança. Mas mal sabia ele que, por conta disto, nasceu a agricultura e as classes sociais. E por mais mal que se fale, foi o que deu condições para nossa espécie de se multiplicar em números nunca antes vistos.
Os nômades não sumiram completamente, e coexistem com o resto da sociedade até hoje. Atualizaram seus costumes, adquiriram novas formas de transporte, e apesar de serem barrados em muitos lugares, ainda podem ser encontrados. E se perguntarmos para eles o que acham do estilo de vida do resto da sociedade, talvez ainda se escute uma boa gargalhada.
:-)

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Zeitgeist: Futuro Agora

Esses tempos recebi no meu e-mail o trailer do novo filme do Peter Joseph. O terceiro da série Zeitgeist, que se chamará Zeitgeist: Futuro Agora em português (Zeitgeist: Moving Forward, no original), irá dar enfoque à transição que estamos passando e, se estou correto, integrará ainda mais as idéias do Projeto Vênus. O filme estará disponível gratuitamente na Internet no dia 15 de janeiro, e se os esforços do pessoal do Movimento derem certo, poderá ser assistido também em algumas salas de cinema.
Para aqueles que estão seguindo o trabalho destas pessoas (Movimento e Projeto Vênus), talvez não se fale de nenhum assunto novo, pois o próprio Peter já fez programas de rádio falando sobre a transição. Jacque e Roxane recentemente fizeram um tour ao redor do mundo, fazendo palestras para aumentar a conscientização, e em muitos casos tiveram a oportunidade de falar sobre seu ponto de vista do que está para acontecer. Mas ver as idéias em imagens trará uma perspectiva diferente do que ouvir em palavras, pois teremos um entendimento melhor do que eles querem passar.
Algumas pessoas que entram em contato com esta ideologia, ficam céticas ao imaginarem um mundo onde os relacionamentos humanos não dependam de um sistema de trocas. Indiferente ao que elas acreditam, é inegável as mudanças que estão vindo, e que talvez cheguem antes do que foi calculado. Afinal, esta não será a primeira, e possivelmente não será a última que iremos passar. Para entendermos melhor, o ideal é ver sua origem, à milhares de anos atrás.
:-)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Energia


Existem inúmeras formas de criação de eletricidade, que podem ser feitas utilizando vários tipos de materiais. Um deles, muito esquecido em nossos dias, é o da biodigestão. É uma das maneiras mais ecológica e simples de criação de energia, utilizando dejetos animais. Além disto, em propriedades que tem um córrego ou riacho, a utilização dos velhos moinhos pode parecer um passo para trás. Mas com uma modernização, torna-se uma fonte constante para o local.
Menos constante é a ação do vento, mas mesmo assim ela pode ser uma boa fonte de energia. Tão simples de ser feita quanto a hidroelétrica, ela pode ser adquirida de diversas formas. A criatividade pode dar bons frutos quando se alia o conhecimento de como realizar tal feito, com peças que podem estar atiradas ao redor da residência.
Outra fonte renovável de energia que pode ser usada em qualquer casa é a solar. Apesar de ser possível a confecção caseira das células fotovoltaicas, o processo é o mais complicados dos três descritos aqui, o que leva as pessoas a preferirem compra-las prontas. No território nacional, com a fartura de sol que temos, esta também é outra boa opção para aqueles que procuram uma independência maior de instituições.
:-)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Água

Para ser possível o plantio constante, é preciso ter as condições que mais favorecem as plantas. Terra ainda é mais fácil de se achar ao redor do mundo, mesmo com todo o asfaltamento que estamos fazendo. Ela pode ter inúmeras composições, sendo propícia para tipos mais específicos de vegetais. Mas algo que pode faltar em diversos locais, e que está sumindo cada vez mais com o avanço do progresso, é a água.
Com conhecimento, existe a possibilidade de se conseguir este recurso nos locais mais inóspitos. Um destes, conhecido à muito tempo por nossos ancestrais, é o solo. Em diversas regiões, uma boa escavada pode encontrar algo mais do que relíquias. É uma técnica milenar, mas que alguns povos ainda não aprenderam a dominar. Além disto, podemos também olhar para cima quando precisamos deste líquido precioso.
Armazenar a água da chuva é outra opção, ainda mais para locais onde se tem precipitação em parte do ano, e nada no resto. Ela pode ser colhida em cisternas ou lagos artificiais, dependendo da propriedade e da necessidade. Tecnologia para isto é o que não falta, sendo possível criar cisternas de baixo custo, ou ainda fazer barragens subterrâneas, que guardam a água de uma maneira mais eficiente. Desta forma, ao se administrar o consumo da água de forma responsável, é possível ver campos verdes o ano todo.
:-)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Plantas Companheiras

Quando se trata de plantações, um aspecto que é bastante esquecido é a alelopatia. Especial para aqueles que não tem muito espaço, e para os que querem se aproveitar das várias propriedades dos vegetais, este tipo de plantio requer um maior planejamento no começo, mas um menor trabalho para manter. Quando utilizado de maneira correta, o uso de pesticidas e fertilizantes pode ser eliminado completamente, pois cada planta se beneficia das propriedades de outras.
Com uma rápida pesquisa, é possível encontrar na Internet extensos exemplos de culturas com suas plantas companheiras e antagônicas. A utilização depende do resultado que se deseja alcançar: se quiser repelir o crescimento de ervas-daninhas, por exemplo, utiliza-se aquelas que liberam substâncias que evitam seu crescimento. Além de servirem para controle de pestes do reino vegetal, podem desempenhar a mesma função no reino animal, espantando insetos.
Com a rotação de culturas e o uso de adubos orgânicos, que podem ser produzidos em casa com dejetos, os nutrientes do solo são preservados. Desta maneira, em um espaço de terra pequeno, pode-se ter uma produção rica e constante. Exemplos do sucesso desta técnica mostram que com um pouco de estudo, pesquisa e dedicação, ela pode ser facilmente alcançada.
:-)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Plantando com a lua


Para quem lembra dos textos sobre calendários, principalmente o lunar, vai ver algumas aplicações práticas por aqui. No passado, eu dei o exemplo de que pescadores poderiam utilizar a lua para se guiar sobre mudanças nas marés, para otimizar suas técnicas. Desta vez, vou me aprofundar em um terreno mais seco, e mostrar como utilizar o astro para maximizar o resultado de plantações.
Quem quiser começar suar horta, seja ela em um amplo terreno, ou em vasos no parapeito da janela do apartamento, observar as fases da lua pode ajudar na obtenção de resultados positivos. Quanto mais iluminada a lua, maior sua influência sobre a seiva que circula no caule das plantas, favorecendo as que crescem acima do solo. O contrário também acontece, e utilizando as fases mais escuras da lua, pode-se ter um melhor desempenho de raízes, como batata, beterraba, cenoura e mandioca.
Utilizando-se este tipo de técnica, pode-se diminuir o uso de fertilizantes químicos, deixando que a própria natureza desempenhe este papel. Observar também a época ideal do ano para se plantar, observando o calendário solar, assim como dar preferência a espécies nativas, colaboram para que se tenha uma colheita com mais qualidade e um maior grau de acerto. Além disto, ao se diversificar a lavoura, colocando plantas que se beneficiam juntas, perde-se a necessidade de utilizar qualquer tipo de químicos.
:-)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Saindo da Rede

Nesta preparação para mudar minha realidade, estou me deparando com algumas soluções interessantes para alguns problemas que temos. Elas são curiosas porque, em certos casos, remetem à técnicas antigas, mas que foram marginalizadas e esquecidas pela sociedade moderna. Hoje, vendo as consequências do caminho que tomamos, talvez seja o momento de resgatar o que antes funcionava muito bem, e que não destruia tanto nosso planeta.
Além disto, algumas novidades técnologicas podem facilitar a vida daqueles que querem se desligar um pouco da dependência criada pelo sistema. Esta rede, que está passando cada vez mais para o controle de empresas privadas, nos parece ser a única alternativa de sobrevivência. Mas apesar da propaganda, ela não é. Existem meios de se desligar dela, e se sustentar com as próprias pernas.
Na cidade, o trabalho para se alcançar este objetivo é maior, por um único detalhe. Por vivermos tão juntos nestes centros urbanos, nosso espaço é reduzido, e precisamos contar mais com a cooperação do vizinho. Em uma sociedade que se acostumou a viver o egocentrismo, sair dele é a maior barreira. Será um grande exercício de paciência e compreensão, mas não é impossível. Se começarmos logo, este será o menor preço que iremos pagar.
:-)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O Brasil na guerra

Apesar de todas as precauções, esta guerra cambial terá um impacto grande no Brasil também. Por termos um sistema monetário, estamos passivos à sofrer algumas das consequências do que está por vir. Leis e projetos pouco adiantam quando as feras do capitalismo selvagem são soltas. E possivelmente elas logo estarão batendo na nossa porta, e portanto, precisamos pensar e planejar para não sermos pegos desprevenidos quando isto acontecer. O que algumas pessoas estão prevendo é de que está crise aumente até o ponto em que as moedas do mundo todo não tenham valor nenhum (ou tenham o mesmo valor, dependendo do ponto de vista).
Quando isto acontecer, será sugerida uma única moeda global, juntamente com um único banco central, e possivelmente um único exército, única polícia e, claro, único governo. Esta sugestão será feita quando a situação estiver no fundo do poço, ou perto dele, para que ela seja aceita com mais facilidade. Uma solução deste tipo não irá mudar nada de fato, será como a mudança do Império para a República no Brasil, onde o povo apenas tomou conhecimento depois que aconteceu. E como aquele episódio também demonstrou, a qualidade de vida das pessoas é o preço a ser pago por manter um sistema que tem corrupção embutida nele. A diferença é que desta vez o escopo será global.
Para evitar que a história se repita, podemos começar a dar passos em outra direção agora. Quanto menos dependermos de um sistema monetário e quanto mais soubermos administrar os reais recursos de nossas terras, menos sentiremos o impacto da guerra. Além de ser necessário mudarmos nosso estilo de vida enquanto ainda temos tempo de faze-lo de uma forma suave, precisamos reestruturar nossa sociedade, mostrando ao povo que ele tem mais poder do que imagina. Mas para tudo isto funcionar, precisamos assumir a responsabilidade que negligenciamos quando escolhemos governantes. Esta nas mãos de cada um melhorar o planeta em que vive, não de apenas um grupo de pessoas.
:-)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Repercursões

Depois de usarem sua hegemonia para se aproveitar de países em desenvolvimento, as grandes potências mundiais não estão gostando de se ver no papel de subjugados. Ficarem à espera do que a China decidir não é bem a deles, e onde possível, já estão preparando contra-ataques. Mas a China também tem seus problemas, pois com as moedas sendo desvalorizadas, ela pode acabar com suas reservas virando pó e não valendo nada.
As consequências de uma guerra dessas já está fazendo vítimas ao redor do mundo todo. Aqueles que tem menos condições e estão mais despreparados estão vendo seu suado salário render cada vez menos. A separação entre as classes está aumentando cada vez mais, fazendo com que a classe média suma e a classe baixa caia para níveis abaixo da pobreza.
Enquanto alguns esperam por uma solução dos governantes, outros preferem tomar as ruas e arrancar respostas. Não é de se admirar, pois sem informação e conhecimento, recorremos àquilo que sabemos e estamos acostumados. Para aqueles que prestam atenção, o que está acontecendo é um reflexo do que é mostrado diariamente na grande mídia para a população. As alternativas à este tipo de comportamento raramente são mostradas, pois normalmente são contra o sistema. Mas elas existem, e talvez possam ser a solução para muitos dos problemas que enfrentamos à décadas.
:-)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Crise mundial

A crise financeira de 2008-2009, onde grandes bancos, empresas de seguro e montadoras de automóveis começaram a falir, e precisaram do resgate de governos do mundo todo, deixou suas sequelas. Se considerarmos que os problemas do sistema financeiro começaram ali, vemos com mais clareza como estamos caminhando rumo à uma guerra cambial mundial.
Naquela crise, os governos da Europa e Estados Unidos, se viram obrigados a pagar as dívidas de grandes empresas que se arriscaram demais em negociações e se deram mal. Isto significou que eles precisaram, em certos casos, imprimir mais dinheiro para tapar os buracos, criando uma dívida ainda maior, mas que seria paga pelos contribuintes. Podemos ver as ações que países como Inglaterra, Grécia, França, Espanha, tomaram, e suas repercursões. Além dos protestos e greves internas, o pagamento da dívida original pelos governos inundou o mercado com as moedas destas nações.
Além de desvaloriza-las, estes governos estão se vendo obrigados a vender títulos do governo para pagar parte da dívida. E aí entra a China, que comprou uma grande parte destes títulos, fazendo com que sua própria moeda tivesse uma desvalorização. Esta jogada chinesa garantiu que seus preços ficassem competitivos com o resto do mundo, chegando a aumentar suas exportações. Ótimo para a China, ruim para aqueles que precisam importar dela, pois a econômia interna da Europa e Estados Unidos tem ficado dependente do dragão oriental. E já sabemos o que acontece quando se está dependente de apenas um recurso, certo?
:-)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Câmbio, câmbio

Para entender a Guerra Cambial, é preciso entender o que é o câmbio (ou taxa de câmbio) e como ele funciona. No começo, quando o ouro era o padrão, ficava fácil de se saber o valor da moeda nacional, pois podia-se converter para o equivalente em ouro. Uma vez que as moedas mundiais foram desatreladas do metal, passou-se, em muitos casos, a basear o valor da moeda na lei da oferta e da procura: ela vale o que o mercado está disposto a pagar. Por isto ela é chamada de taxa de câmbio flutuante, e é utilizada atualmente por grande parte dos países com mercados econômicos ditos estáveis. O Brasil é um dos que utiliza esta técnica.
Em alguns casos, o governo controla o valor de sua moeda. Para fazer isto, ele normalmente compra/vende moedas estrangeiras, equilibrando o valor da nacional com as demais. Esta técnica é chamada de câmbio estável. Um exemplo atual de país que utiliza esta técnica é a China, que tem comprado muitas moedas estrangeiras, aumentando sua reserva.
Ambas as técnicas tem suas vantagens e desvantagens. Enquanto a técnica flutuante pode não atrair tantos investimentos em caso de problemas econômicos, a outra pode criar uma massiva desvalorização da moeda nacional. E justamente estão acontecendo os dois casos depois da crise mundial de 2008.
:-)