segunda-feira, 15 de julho de 2013

Esperança ou promessa?

Consideramos que vivemos de esperanças, mas, segundo o dicionário, é mais provável estarmos sobrevivendo de promessas. A diferença não parece ser grande à princípio, precisando de reflexão para ser entendida em toda sua complexidade. Afinal, estamos rodeados de juras que sempre encontram empecilhos para se tornarem realidade, a não ser quando o povo se compromete a fazer.
Temos governos oferecendo uma infra-estrutura milagrosa a milênios, enquanto filas apenas aumentam nos serviços públicos. Temos empresas exibindo soluções mirabolantes para as mais diversas irrelevâncias, deixando de lado os problemas básicos que sofremos. Temos uma mídia que oferta uma verdade corrompida, mostrando um único ponto de vista, que curiosamente beneficia seus anunciantes e patrocinadores, e não a sociedade em geral.
Depositamos toda esperança nas garantias que nos são dadas, para descobrir que elas tem data de validade e restrições apenas quando necessitadas. A confiança, que deveria manter nossa espécie unida e em harmonia, é direcionada para interesses próprios, servindo a poucos. Todavia, ao nos informarmos, somos capazes de achar um novo objetivo, que satisfaça as necessidades que tanto nos são negligenciadas.
:-)

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