Desde o nascimento, somos ensinados a depositar a esperança em terceiros, esquecendo de quem somos e nossa capacidade. Sem o foco do que é relevante, nos perdemos em promessas vazias, de idéias à produtos, anunciados como a solução definitiva de nossas angústias. Deixamos de lado o que é fundamental para a vida, acolhendo o prático como certo, ignorando suas consequências, por mais desastrosas que sejam.
Abdicamos de direitos, ao vendermos nossas responsabilidades para terceiros sem obrigatoriedade, a cada eleição. Abandonamos nossa saúde com produtos que não sabemos a procedência, por apelarem à emoções, e serem mais divulgados do que o essencial e gratuito. Desprezamos o recurso mais precioso que temos, o tempo, na aquisição de ilusões bem elaboradas, cada vez mais temporárias, como nossa memória.
Esperamos eternamente pelo cumprimento das juras feitas, esquecendo que somos capazes de criar, nós mesmos, o futuro que queremos. A expectativa nos prende, pois ficamos na impressão de que teremos tudo resolvido para logo, sem notar que o amanhã nunca chega, ele se torna o hoje. Ao entendermos que estamos em uma jornada e que cada passo depende de nosso esforço, nos libertamos de amarras que nos prendem, percebendo que, mais do que caminhar, podemos voar.
:-)
sexta-feira, 19 de julho de 2013
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