sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Armas à disposição

Ao tomarmos conhecimento das estratégias que são usadas contra nós, para nos manter em cativeiro, reconhecemos mais facilmente as armadilhas. Nos sentimos capazes de tomar conta de nosso destino, ajustando os atos do presente para moldar o futuro da maneira que quisermos. Abandonamos a ilusão que nos foi vendida com o intuito de nos aprisionar, para que nos tornassemos dóceis e manuseáveis.
Entendemos que a democracia ficou esquecida no tempo, uma vez que deixamos de ser consultados sobre as decisões relevantes para nossa vida. Compreendemos que a economia nada mais é do que uma prisão perpétua, onde já nascemos individados, e passamos a vida pagando por algo que nem sabemos o que é. Observamos que somos as vítimas e os carrascos da cultura, perpetuando o que nos oprime, incapazes de mudar os hábitos para nos libertarmos.
Em nome de um lucro que nunca é suficiente, abdicamos das virtudes que auxiliavam nossa evolução, nos levando a patamares cada vez mais altos. Estamos estagnados no mesmo degrau por séculos, esperando por uma utopia que está sempre no amanhã, esperando darmos o primeiro passo em sua direção. Sabemos de sua existência e de onde se encontra, falta apenas encontrarmos a vontade para irmos em seu encontro, e mudarmos nossa realidade.
:-)

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Ataque em grupo

Ao procurarmos por alternativas em nosso estilo de vida, criamos as rachaduras que irão fazer desmoronar o sistema opressivo que temos hoje. A cooperação entre as pessoas é onde se encontra o maior poder de nossa espécie, que deixamos nas mãos de gananciosos preocupados com lucro. As segregações com que nos acostumamos são ilusórias, pois todos fazemos parte do mesmo ecosistema, seja em nível continental ou planetário.
Preconceitos são criados como forma de separação, para nos colocar uns contra os outros, nos tornando vulneráveis à ataques de propaganda. Diferenças ideológicas existem como forma de nos ensinar a respeitar opiniões alheias, e encontrar um meio termo onde todos possam se sentir satisfeitos. Fomos ensinados a focar nas diferenças, quando deveríamos procurar pelas semelhanças, capazes de unificar o que foi dividido.
Nações nada mais são do que o mesmo povo separado por ideais de conquista e ganância, em tempos onde nada se sabia sobre o mundo. Vivemos como em fazendas de gado de abate, agrupados em rebanhos que, estrategicamente, são enviados para o abatedouro quando perdem a utilidade. Mas somos muito mais do que isto, e apesar de esquecidos, temos a nosso alcance todas as ferramentas para modificarmos este mapa, transformando a realidade.
:-)

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Milícia social

Incentivamos o fascínio por espalhar boatos prejudiciais ao nos entregarmos à mercê da grande mídia, sem pesquisar o que nos é passado. Além de um entretenimento fútil, as poucas informações anunciadas possuem uma visão que dificilmente irá contra seus patrocinadores e anunciantes. Vivemos a moral do lucro e do acúmulo, onde a ignorância se torna rei em uma terra que esqueceu de suas virtudes, para apaziguar o Ego.
Perdemos o precioso tempo com programas que nada auxiliam na coesão social ou psicológica, denegrindo a habilidade de pensar criticamente sobre um tema. Abandonamos a prática de questionar, nos tornando os perfeitos escravos modernos, incapazes de tomar alguma decisão por si mesmo. Abdicamos de direitos para nos ver livres de deveres, iludidos que ainda existe algum tipo de liberdade que podemos usufruir, sem o consentimento daqueles que planejam nossos dias.
Acreditamos na fantasia de que dinheiro é poder, e moldamos toda a sociedade sobre essa base, esquecendo que o controle está em nossas mãos. Sem o trabalho que realizamos diariamente e, principalmente, sem as transações monetárias com que nos acostumamos a realizar, dirigentes ficam de mãos abanando. Ao procurarmos por alternativas às ações que realizamos todos os dias, por menores que sejam, criamos uma revolução nunca vista antes, onde cada um é o líder de seu próprio nariz.
:-)

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Juntando as forças

A maior defesa que existe contra os ataques diários que sofremos é a informação, pois ela nos mostra as barbaridades cometidas em nosso nome. Os gananciosos procuram, a todo instante, por brechas em nosso conhecimento, para serem capazes de nos enganar e vender seus produtos. Inconsciente e voluntariamente, como moscas rondando uma lâmpada, abandonamos nossa humanidade para virarmos ignorantes fanáticos.
Preferimos manter a rotina imposta por uma sociedade doente, do que fazer as mudanças necessárias em nossa vida. Aceitamos leis que nos são empurradas, deixando de exercer nosso dever como cidadãos, nos tornando meros consumidores sem poder algum. Esquecemos que as comunidades funcionam como resultado de nossas ações, e que temos influência direta na construção da cultura que queremos para nós e nossos filhos.
Tentamos escapar das obrigações, olvidando que são elas as responsáveis por nos transformar em seres mais sábios e pacientes. Também nos auxiliam a nos unirmos, nos elevando além das segregações criadas para nos manter afastados de nosso real poder. Ao deixarmos os desejos infatis de lado, descobrimos o que é preciso ser feito, e encontramos as forças que nem imaginávamos existirem.
:-)

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Defesa pessoal

Nos acostumamos a procurar causas externas por situações onde sofremos, sem querer observar os nossos próprios passos. Deixamos que nos iludam, considerando que a ignorância é uma benção, ou que é tarefa de outros nos manter informados sobre os avanços do mundo. Longe de nos prevenirmos de infortúnios, dedicamos o tempo à satisfação do Ego, entregues ao entretenimento fútil.
Abdicamos das decisões relevantes à vida, terceirizando deveres e direitos, sendo guiados como gado para o abatedouro, notando apenas quando é tarde. Participamos de uma econômia imposta por reis e ditadores, criada para manter e ampliar as diferenças sociais, nos separando ao contrário de unir. Negamos as mudanças sociais necessárias por estarmos enraizados em uma zona de conforto que, no longo prazo, tende a nos destruir.
Perdemos a moral de nos chamarmos de civilizados, pois para saciar desejos infantis, ajudamos na aniquilação do planeta. Abandonamos o contato com quem somos, passando a viver uma ilusão de liberdade e saúde, quando estamos longe de qualquer uma das duas. Ao largarmos as virtudes que todos temos dentro de nós, auxiliamos na construção de um estilo de vida decadente, onde ficaremos presos até o momento final.
:-)

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Traídos pelo Sonho

Propagandas tendem a nos vender desejos em forma de sonhos, clamando ser a resposta final de nossa insatisfação. Mas ideais deixam de existir quando são negociados, pois o sonhador se torna consumidor, e o vendedor, mercenário. Também deixamos de prestar atenção nos detalhes, até ser tarde demais, e estarmos sofrendo com as consequências que nós mesmos criamos para nós.
Aqueles que consideram que a felicidade é abrir uma garrafa deveriam pesquisar um pouco sobre o conteúdo da mesma, e sobre o resultado dela no corpo. A extração de recursos enterrados a milhões de anos pode trazer alegria para alguns, mas a um preço que talvez custe a vida de todos. Consideramos liberdade como fazer o que queremos, mas desprezamos que sem responsabilidade, somos alvo fácil do fruto da insentatez com que nos acostumamos.
Temos a visão de nos libertar de trabalhos manuais e repetitivos, mas nos mantemos estagnados por ganância e ignorância. Permitimos que atrocidades sejam cometidas em nosso nome, para que os desejos do Ego possam ser satisfeitos sem interrupção. Sem uma mudança de mentalidade seguida do comportamento, deixamos de ter moral para encontrar culpados pela nossa situação, além de nós mesmos.
:-)

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Ludibriados pela Cultura

Abraçamos a cultura da futilidade como se fosse a resposta para todos os problemas pessoais e comunitárias, e passamos a viver na negligência. Abandonamos as responsabilidades que temos como seres sociais, ingenuamente imaginando que elas iriam sumir com o tempo. Além de terem aumentado sua carga, elas passaram a ser usadas contra nós mesmos, ironicamente, por aqueles que escolhemos para nos representar, seja constitucional ou comercialmente.
Deixamos de nos interessar pela vida em comunidade, preferindo ficar entretidos na frente de uma tela, reclamando do sofá. Nos admiramos quando somos assaltados, mesmo vivendo em um mundo onde o consumo é incentivado, mas as oportunidades para tal ato são suprimidas. Nos espantamos com a ganância e a conduta capazes de vender veneno como se fosse alimento, mas nos mantemos comprando mesmo que inconscientemente.
Somos surpreendidos pelas consequências de nossas ações, inclusive quando somos avisados e desconsideramos tais notícias. Esperamos respostas prontas, esquecendo que viver é o inifnito esforço de encontrar as suas próprias, pois dependem de cada um, e de quanta energia gastamos com elas. E a cada novo patamar alcançado, somos contemplados com um novo horizonte, que nos indica que devemos seguir em frente, procurando novos degraus a cada dia.
:-)

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Equivocados pela Lógica

Ainda usamos a lógica das cavernas para viver em dias modernos, usando como base da sociedade uma economia de acúmulo. Desprezamos as informações que conseguimos para realizar os avanços sociais necessários, nos mantendo estagnados na tentativa de satisfazer o Ego. Resistimos em sair de nossa zona de conforto, ignorando que ela se encontra em um risco maior por nos mantermos presos na ganância e ignorância.
Permitimos uma desigualdade entre as classes cada vez maior, e nos admiramos quando a violência toma conta da rotina. Na procura por uma fonte de energia barata, deixamos de lado soluções sustentáveis, preferindo destruir nascentes de água e lencóis freáticos inteiros. Sem saber o que fazer com tanto lixo gerado por um estilo de vida consumista desenfreado, criamos ilhas de resíduos tóxicos em alto mar, terminando com um sustento que nos manteve por milhões de anos.
Nos condicionamos a ver o mundo como uma fonte de recursos escassos, que precisam ser conquistados com a força bruta e acumulados para tempos de carência. Renunciamos o potencial das inovações, transformando pessoas em escravos modernos, confinados em empregos sem sentido, manuais e repetitivos, em troca de subsistência. Ao mudarmos o raciocínio que tivemos até hoje, atualizando-o para refletir o que sabemos, seremos capazes de criar uma nova era, realmente moderna e civilizada.
:-)

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Iludidos pela Individualidade

Desde a Revolução Industrial consideramos que nos conhecemos, pois obtivemos acesso à uma abundância de recursos inimagináveis para as gerações anteriores. Mas, ao analisarmos, podemos notar que focamos no Ego, satisfazendo seus desejos, criando uma devastação que abrange desde a cultura até o próprio planeta. Apenas agora estamos começando a compreender a extensão do estrago causado por ele, com informações que, antes, eram um privilégio de poucos.
Descobrimos que, ao terceirizar os direitos, abdicamos também dos deveres, deixando de ser cidadãos e nos tornando consumidores. Deixamos de reconhecer a causa dos problemas que enfrentamos por estarmos embriagados pela superficialidade da grande mídia. Esquecemos o que é pensar de maneira crítica, questionando o que nos é passado, ao invés de engolir tudo de uma vez.
Nos afastamos da comunidade onde vivemos, da qual somos dependentes e que depende de nós, para saciarmos vícios sem sentido. Confundimos individualidade com egocentrismo, desprezando o ambiente, desmerecendo as conexões que compartilhamos com ele. Vemos as consequências das decisões que tomamos na rotina que vivemos, desprezando o fato de que podemos modificá-la começando a mudar nossa mente.
:-)

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Enganados pelo Ego

De todas informações que nos atingem atualmente, podemos considerar que as mais transformadoras delas sejam referentes a quem somos. Ao tomarmos conhecimento de como nosso próprio corpo funciona, descobrimos as armadilhas em que caímos rotineira e inconscientemente. Começamos a ver até mesmo as bases da sociedade com outros olhos, ansiosos por mudanças tão rápidas quanto as do pensamento, mas que encontram barreiras na ignorância e na ganância.
Mantemos uma economia baseada em acúmulo infinito, apesar de sabermos que isto é insustentável em um planeta finito. Aplicamos o modelo industrial desde a educação até a produção de alimentos, mesmo sofrendo com os efeitos negativos da padronização. Criamos funções inúteis que, ao contrário de contribuir para o desenvolvimento pessoal e social, deixa-o estagnado e, em certos casos, o retraí.
Consideramos qualquer ato nosso justificável e necessário, usando a lógica do Ego como desculpa para as atrocidades que cometemos. Desprezamos outros pontos de vista, nos trancando em uma realidade onde o compartilhamento se torna cada vez mais inexistente, nos separando da fonte da própria vida. O despertar para uma nova realidade começa com a mudança de mentalidade, onde enxergamos os demais, e se realiza completamente ao modificarmos nossas ações para condizer com tal transformação.
:-)

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Renascer das cinzas

Com a Internet, temos acesso a todo tipo de informação, algo que, até agora, ainda era escasso para a população de qualquer classe social. O que faremos com esta enxurrada de novos dados irá definir o futuro que teremos, e que iremos deixar para as próximas gerações. E enquanto alguns procuram por notícias relevantes, outros procuram em manter a satisfação do Ego, com futilidades para nos manter presos a ele.
Permitimos que a destruição ocorrida em outros lugares sejam repetidas pelo planeta em nome de um lucro que nunca é suficiente. Abraçamos causas que criam as condições para a decadência do ser humano, sem pesquisar sobre elas, observando apenas sua propaganda. Incentivamos a ignorância ao darmos audiência para programas fúteis, onde a superficialidade se tornou uma norma assim como o desrespeito e a crueldade.
Vivemos em uma Era transformadora, onde temos a oportunidade de criarmos uma realidade de acordo com o que precisamos. Mas para tal, é preciso tirar a cabeça do umbigo e olhar para a frente, observando os perigos que já são conhecidos, e aprender a contorná-los. Deixando de repetir os erros do passado, saímos da inércia em que nos colocamos, e somos capazes de voar mais alto do que já sonhamos até agora.
:-)

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Despertar coletivo

Desprezamos as informações sobre o planeta para acreditar em acionistas de empresas, interessados apenas em ver grandes números em suas contas. Desconsideramos as ligações profissionais das pessoas, apesar de vivermos em uma realidade regida por um sistema econômico dependente de acúmulo. E por ignorarmos a base na qual a sociedade é construída, sofremos das consequências que tentamos separar dela, procurando em vão por outra resposta.
Demos poderes totais sobre os rumos da nação para grupos seletos, desatentos à corrupção inerente de uma estrutura de concentração. Separamos o suborno do desvio de recursos que deveriam ser destinados à melhoria da qualidade de vida de todos, aceitando o aumento abusivo e constante de impostos. Negamos que a violência seja resultado desta falha, apesar de, além de renegarmos os direitos básicos para a população, ainda a tratarmos como criminosos, apenas por viverem na miséria criada por esta ordem.
Desde a Revolução Industrial, o objetivo social tem sido a multiplicação de bens, mas por ser de uma forma hierarquizada, onde poucos tem muito, e muitos tem pouco, vemos as classes sociais cada vez mais distantes umas das outras. Com a chegada da Internet, alguns daqueles que acreditavam que tudo sempre foi assim, estão descobrindo que existem outros meios, e que nem tudo que brilha realmente é ouro. O despertar da população está começando a acontecer, de uma forma tímida ainda, mas que tem muito potencial para se transformar em algo que nunca vimos antes.
:-)

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Ingenuidade inabalável

Chegamos no fundo do poço quando entregamos até mesmo a tarefa de pensar para terceiros, abdicando de todo e qualquer controle sobre nossas vidas. Perdemos o contato com o mundo, renegando uma interação com algo que é parte de nós, mesmo sem termos noção disto. Além disto, damos espaço para aqueles mal intencionados a ter autoridade sobre as ações que praticamos, comandando a seu bel-prazer.
Vemos governos defendendo corporações enquanto oprime cidadãos, indicando com quem está sua real lealdade, e quem está no poder. Observamos a proliferação de alimentos sem nutrientes, criando doenças que poderiam ser facilmente resolvidas com uma nutrição balanceada. Entendemos o porque a educação recebe poucos recursos, pois sem conhecimento se torna mais fácil a aceitação de remédios cheios de efeitos colaterais e com baixa eficiência.
Terceirizar tarefas que consideramos chatas pode se tornar um tiro no pé, pois elas existem para nos fazer evoluir, descobrir habilidades que desconhecíamos antes. Nos fazem aprender mais sobre o que precisamos para sobreviver e prosperar de maneira saudável, tanto física quanto mental e espiritualmente. Nos mostra o mundo como ele realmente é, sem ilusões, fantasias ou armadilhas, nos devolvendo a possibilidade de modificá-lo como queremos, de acordo com nossas necessidades.
:-)

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Decline social

Desejos são constantemente anunciados como sonhos, na esperança de que as pessoas ignorem a diferença e façam um acordo que pode custar sua alma. Vendemos a autonomia que temos, com o intuito de fazer parte de um sistema que sabemos pouco a respeito, pois as consequências são mascaradas como casos à parte, desprezando que tudo está conectado. Adentramos esta porta desconhecendo o que nos espera, iludidos pela imagem de um paraíso onde, misteriosamente, somos todos livres enquanto somos servidos.
Consumimos bens e serviços sem nos preocuparmos com sua origem, incentivando a escravidão moderna e a destruição dos recursos naturais. Evitamos analisar nossa própria rotina, vivendo na fantasia de que temos liberdade, apesar de sermos prisioneiros de nosso próprio Ego, seus vícios, e do sistema criado para mantê-lo satisfeito. Rejeitamos ver o declínio das virtudes, admitindo que nada mais somos do que crianças mimadas, longe do amadurecimento da qual tanto queremos ter orgulho.
Expomos brinquedos em uma competição tão inútil quanto a energia que gastamos para manter a ilusão de que podemos comprar um sonho. Aceitamos o prazer momentâneo como troca do nirvana eterno, felizes em nossa própria ingenuidade de que este é o ápice da condição humana. Esquecemos quem somos e nos convencemos de que uma vida como gado de abate é o suficiente para saciar nossa vontade, que teimosa, nos mostra um horizonte diferente a cada novo patamar atingido.
:-)

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Ignorância pública

O corpo que habitamos tem mecanismos criados para mantê-lo em uma zona de conforto, enclausurado em seu próprio mundo. Ignorantes à nossa própria natureza, permitimos que ele nos induzisse a satisfazer suas vontades e vícios, mesmo isso significando problemas ao longo prazo. Sem controle, construímos uma realidade claustrofóbica, nos prendendo em hábitos que, num primeiro momento, nos dão prazer, mas que se mostram nocivos com o passar do tempo.
Abdicamos de deveres na tentativa de usufruir mais dos direitos, inconscientes de que eles estão ligados, e que ao abrirmos mão de um, também o fazemos com o outro. Nos prendemos em um sistema econômico dependente, onde somos obrigados a criar tarefas fúteis para mantê-lo funcionando ao custo de milhões de vidas. A cultura da superficialidade resultante de tais ações nos deixa estagnados em uma Era de opressão, onde nós mesmos somos os responsáveis por incentivar o consumo demasiado e destrutivo do planeta.
Incapazes de reconhecer os objetivos que precisamos alcançar, usamos nossas habilidades para o deleite do Ego, sem considerar a degradação social consequente. Concedemos espaço para que os males tomassem conta das comunidades, desprezando o papel de cidadãos, para nos tornarmos meros consumidores. Sem uma mudança de mentalidade, abandonaremos os sonhos que temos, e continuaremos comprando os pesadelos em pele de cordeiro que nos vendem em cada anúncio.
:-)

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Renovação do conhecimento

Os protestos vão além das exigências feitas pelos seus integrantes, pois eles mostram a realidade sobre a sociedade ao nos relacionarmos com eles. Direitos básicos, como a liberdade de expressão, o de ir e vir, e até à vida, quando brutalmente ignorados, falam mais do que qualquer discurso. Mostram que ainda temos muito o que crescer, e que o título de “civilizados” deveria ser analisado, uma vez que nos comportamos de maneira mais cruel que selvagens.
Quando o governo coloca a força bruta contra seus cidadãos, para defender interesses comerciais de corporações, mostra onde reside sua lealdade. Quando funcionários passam a cumprir ordens sem questionamento, mesmo colocando em risco as pessoas de sua comunidade, vemos as consequências da falta de educação e oportunidades. Quando temos empresas que colocam seu lucro acima do bem estar da população, compreendemos que existe algo profundamente errado com o sistema econômico vigente.
Todos fazemos parte da cultura de nosso povo e, portanto, somos responsáveis pelo que acontece, seja em pequena ou grande escala. Enquanto mantivermos a mesma mentalidade, incentivando o famoso jeitinho, e idolatrando o supérfluo, podemos esperar apenas mais do que estamos acostumados a ver. Mas ao mudarmos a perspectiva, procurando por respostas dentro de nós, passando além do ego, seremos capazes de encontrar recursos que nos auxiliarão a criar um novo mundo, mais compatível com quem somos.
:-)

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Inovação social

Nós ansiamos por experiências de vida transformadoras, capazes tanto de saciar a curiosidade quanto aplacar o ímpeto que temos. Talvez por problemas de comunicação, entendemos os Grandes Mestres apenas superficialmente, levando no literal o que deveria ser compreendido como metáforas. Esta falta de percepção, aliada com outros problemas, tem criado uma separação entre nossa espécie e a natureza, quando deveria fazer o caminho contrário, unindo-nos cada vez mais com o planeta.
Buscamos a satisfação em supérfluos, aptos a cumprir tal tarefa temporariamente, incentivando o consumo demasiado e contínuo. Passamos a acreditar que a reforma é resultado de um segundo transcedental, ignorando as décadas de treinamento árduo que levaram àquele ápice. Vivemos no desleixo, procurando a esmo tal momento, contando mais com a sorte do que com as habilidades que temos, abandonando seu aprimoramento.
Temos à nossa disposição recursos mais adequados do que os materiais para o crescimento de nossa espécie, para alcançarmos a maturidade que precisamos. Tal patrimônio reside dentro de nós, um local onde a comercialização fica impraticável, pois se tratam de verificações pessoais, dependente de cada indivíduo. Esta riqueza foi soterrada por décadas de estímulo ao ego, que está sendo relembrada agora, ao nos unirmos por uma sociedade mais justa para todos.
:-)

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Reforma dos hábitos

Desde que damos preferência para o ego, criamos a cultura do desperdício, com bens sendo trocados constantemente, mais por moda do que por necessidade. E fomos nós, antigos cidadãos, agora meros consumidores, que acolhemos a prática da compra fútil, iludidos por promessas de propaganda. Ignorantes ao real custo dos produtos, somos enganados por uma tarjeta com um número, considerando aquele ser o único preço a ser pago pelos nossos atos.
Incentivamos a criação de mercadorias descartáveis, cobrando de nós e da natureza um valor cada vez mais vital para a sobrevivência. Espalhamos a prática para outros aspectos da vida, terceirizando tarefas que outrora uniam famílias e comunidades, abdicando de direitos junto com deveres. Abandonamos questões relevantes para o cotidiano, nos focando no supérfluo, gerando funções que nada acrescentam para o desenvolvimento sadio da sociedade.
Vemos o reflexo disso em nossa própria alimentação, com nutrientes cada vez mais escassos, abrindo as portas para doenças físicas e mentais. Ingerimos o que mais satisfaz a individualidade, esquecendo que somos seres sociais, renegando funções capazes de saciar nosso ímpeto. Esta contrariedade está vindo à tona agora, nos mostrando que ainda temos muito que aprender sobre nós mesmos.
:-)

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Novidade cultural

Estamos desatentos para o fato de que a cultura está em constante mudança, pois com a experiência de vida de cada um, novos conhecimentos são gerados para a sociedade. As revoluções acontecem para aumentar a velocidade destas transformações, e trazer à tona o que tentamos empurrar para debaixo do tapete. Para evoluirmos é necessário encarar os problemas de frente, por mais que tentamos escondê-los ou ignorá-los, seja individualmente, como nações, ou espécie.
Deixar de lado consequências criadas por um sistema econômico de acúmulo e segregador apenas piorou questões como a violência e miséria. Abraçar um estilo de vida consumista tem criado efeitos catastróficos para inúmeros seres, desde o aumento da escravidão ao desaparecimento completo de possibilidades de existência. Permanecer na ilusão de que estamos separados do resto do planeta nos prejudica em níveis que ainda iremos descobrir a duras penas, talvez sem a esperança de retorno.
A cada dia, somos contemplados com novas informações capazes de transformar radicalmente o modo como nos relacionamos com o mundo. O que iremos fazer com estes novos dados é uma decisão de cada pessoa, que irá acontecer inconscientemente ou de forma lúcida. Ficarmos parados nunca foi uma opção, que estamos percebendo somente agora, mas que ainda faz toda a diferença para o amanhã.
:-)

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Revolução da mente

Os protestos que estão ocorrendo ao redor do mundo e, principalmente para nós, do Brasil, mostram que está ocorrendo uma revolução de mentalidades. As pessoas estão contemplando uma nova maneira de ver o planeta e seus habitantes, e estão sendo tomadas pela esperança de mudança. Motivos para tal transformação existem, assim como as maneiras de participar de tamanha reforma, que completam as marchas.
Ao questionar o real funcionamento do que temos como democracia, criamos a possibilidade de encontrar as respostas que sempre procuramos sobre os problemas sociais. Mudar de perspectiva viabiliza o entendimento de que o consumismo com a qual nos acostumamos seja apenas uma distração. Indagar, particularmente, o sistema econômico e seu impacto na natureza e na mente humana, nos capacitam a remover o véu da ilusão que fomos induzidos a comprar.
Aderir aos protestos é um passo que demonstra termos perdido o medo, que tanto nos impuseram para que ficássemos trancados em cúbiculos cada vez menores. Mudar os hábitos comprova que, apesar do pânico, somos donos de nossos corpos e mentes, senhores de nossas decisões. Transformar o mundo certifica que temos poderes inimagináveis, esquecidos em tempos imemoriais, mas que estão começando a ser relembrados.
:-)

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Analisando diversos ângulos

Desde cedo somos adestrados a observar o mundo sob uma única ótica, procurando um padrão com a qual devemos nos sentir confortáveis, e abandonando todo o resto. Raros são aqueles que aprimoram sua curiosidade, e procuram entender toda a diversidade com que o universo nos brinda constantemente. Quando damos um passo nesta direção, expandimos nossa mente, adicionando a ela novas informações e experiências, sem subtrair o que já tínhamos.
Ao questionarmos os motivos por trás de cada ação que realizamos, criamos um movimento de mudança e evolução, saindo da estagnação em que nos encontramos. Crescemos como indivíduos e nos tornamos capazes de contribuir mais para a comunidade, ativamente modelando o futuro de todos. Mantemos um ciclo de renovação capaz de expandir o potencial que temos dentro de nós, deixando de nos identificar com a constituição física, e nos aproximando mais das características divinas do espírito.
Ainda temos como padrão a resolução de conflitos e problemas pela força bruta, agindo como feras enjauladas, incapazes de raciocinar. Somos comandados pelo corpo, quando deveríamos ser capazes de enxergar através e além dele, nos livrando das ilusões que nos prendem. E a solução é simples na teoria, mas muito difícil na prática, pois requer algo que não treinamos há muito tempo: a vontade.
:-)