O corpo que habitamos tem mecanismos criados para mantê-lo em uma zona de conforto, enclausurado em seu próprio mundo. Ignorantes à nossa própria natureza, permitimos que ele nos induzisse a satisfazer suas vontades e vícios, mesmo isso significando problemas ao longo prazo. Sem controle, construímos uma realidade claustrofóbica, nos prendendo em hábitos que, num primeiro momento, nos dão prazer, mas que se mostram nocivos com o passar do tempo.
Abdicamos de deveres na tentativa de usufruir mais dos direitos, inconscientes de que eles estão ligados, e que ao abrirmos mão de um, também o fazemos com o outro. Nos prendemos em um sistema econômico dependente, onde somos obrigados a criar tarefas fúteis para mantê-lo funcionando ao custo de milhões de vidas. A cultura da superficialidade resultante de tais ações nos deixa estagnados em uma Era de opressão, onde nós mesmos somos os responsáveis por incentivar o consumo demasiado e destrutivo do planeta.
Incapazes de reconhecer os objetivos que precisamos alcançar, usamos nossas habilidades para o deleite do Ego, sem considerar a degradação social consequente. Concedemos espaço para que os males tomassem conta das comunidades, desprezando o papel de cidadãos, para nos tornarmos meros consumidores. Sem uma mudança de mentalidade, abandonaremos os sonhos que temos, e continuaremos comprando os pesadelos em pele de cordeiro que nos vendem em cada anúncio.
:-)
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
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