Desejos são constantemente anunciados como sonhos, na esperança de que as pessoas ignorem a diferença e façam um acordo que pode custar sua alma. Vendemos a autonomia que temos, com o intuito de fazer parte de um sistema que sabemos pouco a respeito, pois as consequências são mascaradas como casos à parte, desprezando que tudo está conectado. Adentramos esta porta desconhecendo o que nos espera, iludidos pela imagem de um paraíso onde, misteriosamente, somos todos livres enquanto somos servidos.
Consumimos bens e serviços sem nos preocuparmos com sua origem, incentivando a escravidão moderna e a destruição dos recursos naturais. Evitamos analisar nossa própria rotina, vivendo na fantasia de que temos liberdade, apesar de sermos prisioneiros de nosso próprio Ego, seus vícios, e do sistema criado para mantê-lo satisfeito. Rejeitamos ver o declínio das virtudes, admitindo que nada mais somos do que crianças mimadas, longe do amadurecimento da qual tanto queremos ter orgulho.
Expomos brinquedos em uma competição tão inútil quanto a energia que gastamos para manter a ilusão de que podemos comprar um sonho. Aceitamos o prazer momentâneo como troca do nirvana eterno, felizes em nossa própria ingenuidade de que este é o ápice da condição humana. Esquecemos quem somos e nos convencemos de que uma vida como gado de abate é o suficiente para saciar nossa vontade, que teimosa, nos mostra um horizonte diferente a cada novo patamar atingido.
:-)
terça-feira, 12 de novembro de 2013
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