Desde que damos preferência para o ego, criamos a cultura do desperdício, com bens sendo trocados constantemente, mais por moda do que por necessidade. E fomos nós, antigos cidadãos, agora meros consumidores, que acolhemos a prática da compra fútil, iludidos por promessas de propaganda. Ignorantes ao real custo dos produtos, somos enganados por uma tarjeta com um número, considerando aquele ser o único preço a ser pago pelos nossos atos.
Incentivamos a criação de mercadorias descartáveis, cobrando de nós e da natureza um valor cada vez mais vital para a sobrevivência. Espalhamos a prática para outros aspectos da vida, terceirizando tarefas que outrora uniam famílias e comunidades, abdicando de direitos junto com deveres. Abandonamos questões relevantes para o cotidiano, nos focando no supérfluo, gerando funções que nada acrescentam para o desenvolvimento sadio da sociedade.
Vemos o reflexo disso em nossa própria alimentação, com nutrientes cada vez mais escassos, abrindo as portas para doenças físicas e mentais. Ingerimos o que mais satisfaz a individualidade, esquecendo que somos seres sociais, renegando funções capazes de saciar nosso ímpeto. Esta contrariedade está vindo à tona agora, nos mostrando que ainda temos muito que aprender sobre nós mesmos.
:-)
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
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