Apesar daqueles que insistem em brandar que são livres, a soberania do próprio corpo é vetada a todos, em maior ou menor grau. Vivemos em uma ditadura de corporações, onde o dinheiro é capaz de comprar leis e governantes, transformando cidadãos em consumidores. A procura de alternativas de vida é proibida, ou tão coibida que se torna ilícita, mesmo sem existir nenhum parâmetro legal para suportar tal atitude.
Empréstimos para produtores rurais só são liberados após o comprometimento destes em usar adubos e herbicidas, reprimindo culturas orgânicas. Os custos para a produção independente de energia são taxados ao extremo, enquanto o antigo paradigma de destruição do ambiente recebe subsídios. Apesar de tratarmos instituições como pessoas, damos as primeiras descontos de impostos, enquanto as outras arcam com custos cada vez maiores.
Somos lembrados constantemente dos defeitos que a chamada “natureza humana” tem, mas misteriosamente, apenas somos lembrados das qualidades em campanhas publicitárias para angariar fundos. Recursos, estes, que passam necessariamente pelas mãos de uma empresa, que retém grande parte deles, antes de destiná-los a quem realmente precisa. Que sociedade teríamos, se fizêssemos o contrário, passando nossos dias trabalhando com as virtudes que temos, deixando para ocasiões especiais sermos lembrados das nossas deficiências, quando receberíamos dinheiro por causa delas?
:-)
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
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