segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Maior que a individualidade

Vivemos como tribos e clãs por milênios, e recentemente, na Revolução Industrial, adotamos uma postura individualista. Ao contrário de nos unirmos e experimentarmos os benefícios da unidade, preferimos nos segregar, procurando a satisfação no consumo. Como uma praga, passamos a devorar o planeta sem controle, criando situações que podem levar a nossa completa extinção.
O que no começo era uma escassez de informações e conhecimento, está se tornando uma de recursos reais, necessários para a sobrevivência. O que eram bens públicos, como a água, passaram a ser privatizados, criando uma dependência cada vez maior em um sistema de acúmulo. O que era sagrado e essencial para a vida, como florestas e vales, passaram a ser comercializados por Egos cada vez mais inflados.
Perdemos o contato com o que é relevante, base de nosso sustento, para mergulharmos em um mundo de fantasias, que irá custar mais do que imaginamos. Esquecemos da beleza da simplicidade, dos prazeres da troca de convivências, para nos entregarmos à prisão individual. Nos limitamos quando poderíamos voar livres, criando uma realidade utópica, onde as intenções se tornam atos, deixando de ser apenas pensamentos.
:-)

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