Por necessidade de sobrevivência, por milênios assumimos o ego como identidade, pois ele é o tradutor das necessidades corporais para nós. Em decorrência deste fato, esquecemos quem realmente somos, passando a nos considerar uma máquina de desejos insaciável. Construímos uma sociedade baseada na satisfação destas vontades, incapazes de considerar as consequências de tais atos.
Criamos um sistema econômico baseado no acúmulo, para atender uma personalidade insegura de seu ambiente, ignorante aos avanços tecnológicos. Mantemos uma estrutura social com eleições baseadas em popularidade, inapta a prover as soluções necessárias, mas perfeita para o deleite das ambições pessoais. Sem se preocupar com os resultados, geramos processos focados no lucro, esquecendo as responsabilidades de cada ato concebido, destruindo o planeta em nome do “progresso”.
Independente da idade que temos, ao ignorarmos que somos mais do que o ego, continuamos a agir como crianças mimadas, entregues à uma infantilidade cada vez mais perigosa. Aprimoramos os brinquedos que temos, procuramos conquistar os mais caros, mas somos incompetentes para observar os efeitos que causamos, nos prendendo à uma lógica ultrapassada. Sem entender a diferença que existe dentro de nós, nos tornamos incapacitados para assumir seu controle, e saber o que realmente queremos.
:-)
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
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