Estamos tão acostumados a desconsiderar o resultado de nossos atos que mal percebemos a sútil diferença que eles causam no mundo. Por mais insignificante que cada um possa se considerar, o impacto da simples existência serve de exemplo para aqueles que estão ao redor, seja para o bem, ou para o mal. Moldamos a realidade que nos cerca com cada ação que executamos, desde a maneira como respiramos, passando por hábitos de consumo, até o modo como deixamos este plano.
Repetimos ou repelimos algumas manias se as vemos sendo realizadas por pessoas que idolatramos ou rejeitamos. E como uma onda, julgamos indivíduos de acordo com seu comportamento e postura, que possívelmente adaptaram de outros. Estudamos personagens considerados ilustres, enquanto ignoramos aqueles com uma experiência chamada de alternativa, mas que se encontram em maior número, debaixo de pontes e em terrenos abandonados.
Somos influenciados a observar apenas o topo da pirâmide social, almejando sermos os sorteados da vez, para usufruir de encantos inimagináveis. Mas esquecemos de olhar para a base dela, muito maior, que suporta todo o peso e pressão criados nos níveis mais altos, além de ser a responsável por movimentá-la para onde for. Ao compreendermos que temos o poder de levar a sociedade para onde quisermos, teremos a sabedoria de levá-la para onde é necessário, ou seremos guiados como mulas de carga, eternamente atrás da mísera cenoura colocada em nossa frente?
:-)
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
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