sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Damos crédito ao trabalho?

Nossa sociedade vende, em cada esquina, a promessa do enriquecimento rápido, da vida fácil e de um mundo de prazeres. Para ter acesso a tudo isto, basta comprarmos um bilhete que, certamente, e contra todas probabilidades, será o premiado da vez. Enquanto damos o tempo, nosso mais precioso recurso, em troca de esperanças vazias, poderíamos ter construído diversos planetas cheios do que desejamos.
Perdemos séculos em debates sobre o que é normal e que deveria ser aceito, esquecendo que vivemos no meio de uma diversidade, e que tal conceito serve apenas para segregar. Abdicamos de vidas para entender que, enquanto existir uma criança passando fome no mundo, ninguém será capaz de conhecer a verdadeira paz. Ainda estamos na etapa onde imaginamos que sem saúde, seja física ou mental, conseguiremos usufruir do que quer que o dinheiro possa comprar, quando o tivermos.
Perdemos o costume de arregaçar as mangas para construir o que queremos, esperando como tolos por alguém que venda algo semelhante e barato. Nos perdemos em promessas que nunca chegam na luz do dia, ao menos por inteiro ou pelo custo inicial, seja monetário ou da sanidade do povo. Compramos sem pensamento crítico, iludidos por propagandas feitas em laboratório, carregando um sorriso no rosto por que motivo mesmo?
:-)

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Aceitamos a culpa?

Desmond Tutu já disse que, para que o mal triunfe, basta que os bons fiquem de braços cruzados; e adiciono: como cúmplices de uma tragédia. Justificamos a falta de ação, primeiro com a ignorância, depois com o conformismo, como se houvesse explicação para tamanho menosprezo. Rapidamente nos desculpamos, procurando outros para onde apontar o dedo, na busca de uma alívio para a consciência criminosa.
Abdicamos dos direitos de cidadãos, sendo rebaixados a consumidores, considerando normal sermos excluídos das decisões que regem a sociedade. Com a felicidade estampada no rosto, participamos de campanhas publicitárias, consumindo o que nos ordenam, por mais venenoso que seja. Vivemos em uma realidade de competição, sendo capazes de apenas compartilhar as paredes de uma cela, e os grilhões que nos prendem a ela.
Caçamos incansavelmente por uma absolvição ou um motivo que afaste o foco sobre os atos que geramos, ou a falta constante deles. Negligenciamos o futuro da espécie em prol de outro que, ilusóriamente, imaginamos que poderemos ter sozinhos, segregados dos outros. Neste sonho que compramos, até onde nos imaginamos sermos servidos por outros, sem que eles também reivindiquem daquilo que usufruimos?
:-)

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Empurramos com a barriga?

Ainda trazemos muitos conceitos do tempo das cavernas, fazendo barbaridades com o que deveria nos diferenciar. Um exemplo disto é a definição de justiça, que remete, ainda em nossos dias, à vingança, seja legalizada pelo estado, seja feita pelas próprias mãos. Deixamos de mudar a mentalidade, seja por preguiça ou por medo, e sofremos com a modernidade dos jogos do Coliseu, que deixaram a arena para se tornarem reais.
Damos mais audiência para notícias de tragédia, mostrando que ainda mantemos uma paixão secreta pela violência. Esquecendo que ele tem seu tempo e serventia, procuramos o ócio como uma recompensa a ser usufruída eternamente, danificando o corpo e a mente com seu exagero. Deixamos de trabalhar para construir a sociedade que queremos por esperarmos pela criatura mágica que irá, com um gesto, criar uma utopia para cada indivíduo, por mais insana que seja.
Apostamos nossas fichas em bilhetes de loteria que são sorteados a cada quatro anos, e que nos desapontam à séculos. Enquanto estivermos respirando, veremos propagandas sobre as maravilhas que acontecerão, se conseguirmos tirar o cupom premiado. E enquanto estivermos respirando, conseguiremos encontrar a sapiência de guardar o dinheiro, e deixar de arriscar em um jogo de azar, cujas probabilidades estão contra a gente?
:-)

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Assumimos alguma responsabilidade?

A cada dia somos requeridos a interagir com o universo, e depende de nós a maneira como respondemos aos estímulos externos. Esquecemos que temos o poder de controlar o que mandamos para ele, e que, invariavelmente, vai retornar para nós, mais cedo ou mais tarde. Agimos inconscientemente, deixando que o Ego comande nossas vidas, deixando o mundo individualista, ignorante e fútil.
Agimos como robôs em nossos empregos, ficando sem questionar o que, para quem, e, principalmente, o porque fazemos o que fazemos. Nos acostumamos com a servitude de apenas cumprir ordens, encontrando conforto no que antes repudiávamos, deixando de ser humanos. Encontramos orgulho em métodos arcaicos, justificando comportamentos abusivos e descontrolados com lógica medieval.
Para fundamentar a situação em que nos encontramos, facilmente apontamos dedos para todos os lados, deixando de lado o fato de que somos os responsáveis diretos por nossas mazelas. Somos coniventes com uma sociedade abusiva ao fazermos parte da cultura segregadora que ela prolifera, seja conscientemente ou iludidos por propagandas. Sem estendermos a mão para aqueles que necessitam, como esperamos criar uma realidade de prosperidade, igualdade e justiça?
:-)

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Jeitinho brasileiro?

Mantemos uma realidade onde nos tornamos a própria parede da prisão, onde devemos nos confrontar para encontrar a liberdade. Estamos estagnados, impedidos de evoluir por vivermos na esperança de que iremos tirar o bilhete premiado, e misticamente seremos transformados. Nos guardamos para este momento mágico, ignorando que a o tempo passa e, com ele, também se vai a vida.
Ficamos de braços cruzados enquanto temos pão e circo, mesmo com os direitos sendo retirados constantemente de nosso alcance. Procuramos por terceiros que possam tirar os pesos dos deveres de nossas costas, sem nos incomodarmos com os custos que serão cobrados. Fazemos o possível para tirarmos proveito de outros, inconscientes de que somos os mais afetados, pois agem da mesma forma conosco, nos deixando em um infinito ciclo.
O que vemos nos representantes do povo são exatamente as características de que a população mais se orgulha, menos quando são usadas contra ela. Ainda agimos como crianças, na infantilidade da lei de Talião, iludidos por uma vaidade que nos prejudica mais do que beneficia. Na procura por um equilíbrio na vida, seremos capazes de abandonar a inocência sobre nossos próprios atos, assumindo o erro que causamos?
:-)

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Vivemos presos por opção?

Criamos o hábito de colocar a culpa das mazelas que sofremos em outros, esquecendo que nos deixamos influenciar por livre e, principalmente, espontânea vontade. Desconhecemos quem somos, e das habilidades que temos para controlar o próprio destino, perdendo a autoridade sobre as emoções. Desinformados, compramos qualquer resposta que apareça em nossa frente sem um pensamento crítico, amargurando o preço que é cobrado no futuro.
Enaltecemos um sistema econômico de acúmulo, na esperança de tirarmos o bilhete premiado, ignorando que as chances são cada vez menores. Participamos voluntariamente de campanhas publicitárias, indiferentes aos prejuízos que elas possam trazer para nossa saúde ou da comunidade. Nos separamos inconscientemente, baseando nossas escolhas em preconceitos antigos, espalhados por aqueles que queriam conquistar.
Nos transformamos em consumidores, abdicando da posição de cidadãos, incapazes de manejar a própria vida. Reclamamos do rumo que estamos seguindo, mas somos inaptos de parar e mudar de direção, mesmo ao custo de nossa sanidade. Teremos a coragem de tomar as rédeas que passamos adiante, e criar uma realidade que possa satisfazer a todos?
:-)

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Sabemos agradecer?

Nos acostumamos a satisfazer os desejos mais imediatos, e nos irritamos quando eles deixam de ser atendidos prontamente. Esquecemos o que é agradecer pelo que temos, mesmo que seja pouco, dando uma outra perspectiva para vida que levamos. Vemos nos representantes do povo e nas maiores instituições o ápice deste tipo de cultura, que refletem os hábitos criados pela população.
Empresas tomam posse de recursos naturais, que pertenceram à humanidade por milênios, com autorização de governos cúmplices, para aumentarem seus lucros. Políticos fazem promessas que são esquecidas cada vez mais rápido, em nome de favores que os mantenham eleitos e encham seus bolsos. Indivíduos tentam levar vantagens em cada transação que fazem, se orgulhando de um jeitinho que pode, facilmente, ser voltado contra eles.
Procuramos a ostentação como forma de mostrar o que somos, abandonando os atos para o controle de emoções descontroladas. Deixamos de nos tornar peças de um mundo que queremos ver, para nos transformarmos em exemplos de um planeta caótico e destruído. Saberemos como nos transformar em modelos de uma nova realidade, deixando para trás o orgulho e a ira, e abraçando a paz e a humildade?
:-)

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Transformamos hábitos em vícios?

Vivemos na era do Ego, onde a satisfação de desejos imediatos se tornou mais importante do que sonhos de uma vida. Esquecemos que temos controle sobre as emoções, deixando que corressem livres na direção de qualquer armadilha feita para nos aprisionar. Ao permitirmos que, repetidamente, elas se alimentem da mesma fonte, vemos hábitos se transformarem em vícios, causando destruição e sofrimento.
Observamos a ganância de banqueiros que cobram taxas e juros cada vez mais altos, fazendo transbordar bolsos já cheios. Entendemos a cobiça de governadores, capazes de trair o povo que os elegeu na esperança de receberem migalhas de corporações abusivas. Compreendemos o motivo de ainda termos um sistema econômico de acúmulo, que tira dos que tem menos para dar a quem já tem tudo.
Sem vermos que somos parte da sociedade, e que nossos atos tem repercussões além de nossa imaginação, poderemos culpar apenas a nós mesmos pelas consequências. Somos nós que criamos atos que passam a ser hábitos e acabam em vícios, cada vez mais difíceis de interromper ou mudar. Mas ao despertarmos a consciência, conseguiremos ter uma visão sobre nossas vidas, de tal maneira que nos tornaremos os guias conscientes dela?
:-)

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Aprendemos a respirar?

Criamos um ritmo de vida tão corrido, que por vezes somos capazes de esquecer que estamos respirando, entregando tal ato ao inconsciente. Mas ao notarmos o que estamos fazendo, e prestarmos atenção em cada movimento que o corpo realiza, descobrimos e desenvolvemos a paciência esquecida. Uma habilidade, tão necessária hoje em dia, que sua falta transformou a maneira como interagimos nos relacionamentos, e mudou a realidade.
Vivemos em prédios cada vez mais aglomerados, mas somos incapazes de conhecer aqueles que moram ao nosso redor, seus gostos e necessidades. Perdemos o prazer da qualidade, aceitando qualquer descartável que satisfaça o desejo do momento, incapaz de realizar o sonho do futuro. Nos alimentamos na afobação, sem querer saber de onde vem o mantimento, impossibilitados de sentir o gosto dele, apenas dos extremos do sal e açúcar.
Deixamos de lado a sapiência da conversa com o outro humano, resumindo a relação à uma cada vez mais comercial. Paramos de entender como as pessoas pensam para descobrir como elas funcionam, procurando impor nossa limitada visão de mundo. Com uma perspectiva tão obtusa, deixamos de perceber que estamos indo para um canto de onde teremos apenas uma saída, que é virar de costas e fazer o caminho contrário?
:-)

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Controlamos ou somos controlados?

Quando pensamos em controle, imaginamos forças externas agindo sobre nossas vidas, influenciando cada segundo dela. Mas na realidade, observamos que a autoridade se dá dentro de nós, quando nos deixamos ser guiados por emoções descontroladas. Nos acostumamos a abdicar do poder sobre nós mesmos, induzidos a terceirizá-lo, para aqueles que nem sempre tem o nosso bem-estar como interesse.
Nos rendemos à vaidade e a inveja ao comprar produtos que oferecem o destaque social, e incentivamos o mesmo em outros. Somos vencidos pela gula e luxúria ao consumirmos alimentos cada vez mais processados, que ao contrário de nos ajudar, nos envenenam cada vez mais. Abraçamos a ganância e a preguiça adotando um sistema econômico baseado em chances e acúmulo, quando poderíamos mudar os hábitos.
Vivemos em fúria, frustados, sendo comandados por sentimentos que estão em nós, mas que perdemos o contato por desconhecermos quem somos. Esquecidos, mandam e desmandam em nossas vidas, pois largamos as armas contra estes estranhos que se tornaram misteriosos para nós. Ao tomarmos conhecimento das nossas habilidades, seremos capazes de encontrar a Vontade, única capaz de controlar tais feras?
:-)

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Cumprimos as obrigações?

Por nascermos humanos, temos obrigações inerentes da espécie, da qual sofreremos consequências, se escolhermos ignorá-las. Um deles é o compromisso social, pois temos a necessidade de nos relacionarmos com as mais diferentes pessoas possíveis. O crescimento coletivo apenas acontece quando a média individual aumenta, sendo inútil mantermos um sistema que privilegia poucos ao custo de muitos.
Ter uma economia de acúmulo é contrária à noções como a cooperação e o compartilhamento, necessários para o progresso público. A distribuição de recursos relevantes e essenciais, especialmente informações, também vai na contramão da estrutura que temos hoje em dia. A dedicação em cuidar dos mais carentes ilustra o nível em que se encontra uma nação, sejam dela mesma ou de outra parte do mundo.
Ao desprezarmos o dever de cidadãos, perdemos a coesão civil, e nos tornamos alvos fáceis para qualquer campanha publicitária. Como consumidores, negociamos direitos que deveriam ser natos, mas que são priorizados à instituições mais do que pessoas. Com tantas barreiras e caçadores, teremos a Coragem de fazer o que é preciso, ou nos manteremos satisfeitos com o velho pão e circo dos Romanos?
:-)

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Aspiração inútil?

A barreira para mudarmos de comportamento é o medo de deixar a zona de conforto, mesmo que ela seja prejudicial no longo prazo. Enfrentar o que temos de invisível dentro de nós pode ser mais amedrontador do que encarar a ideia de ter uma vida de gado. Inconscientes ao que precisamos, aspiramos pelo que propagandas nos ordenam, vivendo uma existência de outros, criada em laboratório.
Em busca de aceitação social, nos entregamos à indústria da moda, independente de seus requisitos, por mais absurdos que sejam. Sem conseguir encontrar o equilíbrio, nos alistamos à indústria da guerra, seja dentro do próprio lar, ou espalhando suas normas nas ruas. Incapazes de controlar a ansiedade, abraçamos a indústria do consumo, infinitamente procurando fora o que existe em nós.
Nos sentimos inseguros quando estamos sozinhos por desconhecer quem somos, o potencial que temos e nossa relação com o mundo. Caçamos exaustivamente as iscas lançadas por instituições predatórias, até começarmos a pensar criticamente e encontrar o caminho das respostas. Teremos a Vontade de separar as futilidades da relevância, compreendendo a diferença entre o que queremos fazer, e o que precisa ser feito?
:-)

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

É necessário?

Na cultura atual, apenas nos perguntamos se algo é necessário quando temos uma restrição no orçamento, ignorando a questão em outros tempos. Da mesma maneira, mantemos o costume de fazer tal indagação para o consumo, deixando de lado quando é sobre o comportamento. Ao aplicarmos tal interrogação no dia a dia, podemos contestar os hábitos que mantemos por gerações, alguns que já perderam o sentido.
Preservamos empregos que nada contribuem para o desenvolvimento da sociedade, condicionando ela a uma estrutura bárbara. Damos audiência a programas que nos limitam, tanto intelectual quanto fisicamente, nos distraindo do que é relevante para a sobrevivência. Em nossas conversas, ironizamos assuntos pertinentes à convivência social, focando em futilidades sobre a vida dos outros.
Podemos começar a alterar a realidade com ações pequenas, de graça e que geram um grande impacto, se prestarmos atenção em nossas atitudes. Servimos de exemplo para outros ao tornarmos nossa rotina um modelo do que queremos ver acontecendo no mundo. Seremos capazes de conhecer a Vontade própria, nos transformando em criadores conscientes do que estamos fazendo?
:-)

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Desejo apenas?

Ao analisarmos a maneira que vivemos, podemos concluir que, mais do que água e comida, vivemos de esperança. Levamos nossos dias na ilusão de que tudo irá mudar, apesar de mantermos os mesmos hábitos dos antepassados das cavernas. Compramos as fantasias das propagandas sem nenhum tipo de pensamento crítico, descobrindo o preço quando já estamos endividados até o pescoço.
Vemos o crescimento de doenças como a diabetes e o câncer, ignorando o aumento no consumo de alimentos cheios de agrotóxicos, açúcar e sal, e cada vez mais processados. Procuramos soluções rápidas em pílulas e procedimentos radioativos, alheios aos efeitos colaterais que cobram em vidas. Mutilamos o corpo em nome da indústria da moda, tentando se encaixar em um padrão de comportamento artificial e insustentável.
Procuramos o prazer imediato por esquecermos quem somos, deixando de ser humanos e nos tornando consumidores, tratados como gado. Procuramos no exterior as respostas que estão presas dentro de nós, desconhecendo o poder da Vontade, nos distraindo com qualquer coisa que brilhe. Com uma cultura voltada para o aproveitamento material, teremos a sapiência de encontrar o caminho do livre arbítrio?
:-)

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Queremos ou precisamos?

Sem saber a diferença entre sonhos e desejos, deixamos de distinguir o que realmente precisamos para nossa sobrevivência do que é supérfluo, e até inútil. Perdemos precioso tempo em questões que poderiam ficar de lado, enquanto perdemos de vista o que é relevante para nosso crescimento. Compramos a ideia de que a sociedade e sua estrutura são imutáveis, esquecendo que são criações nossas, e que podem ser transformados à nossa vontade.
Aceitamos a separação por classes sociais, nos ofendendo quando a diversidade mostra sua pluralidade em nossa rotina. Aplaudimos a escolha de representantes por popularidade, ignorando que temos problemas técnicos que precisam de soluções racionais. Usamos um sistema monetário para mudar recursos naturais do planeta em privados, e nos espantamos com o crescimento da pobreza, corrupção e violência.
Temos os meios de gerar abundância em tudo o que fazemos, mas preferimos nos acomodar em hábitos e pré-conceitos de um passado bárbaro. Exigimos mudanças, colocando a condição de que elas mantenham nosso estilo de vida do mesmo modo que se encontra. Vivemos uma insanidade tão grande que desconhecemos as contradições entre o que falamos e a maneira como agimos?
:-)

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Por que apontamos o dedo?

O desconhecimento que temos de nós mesmos deixa a convivência em sociedade mais difícil, pois temos aspectos que causam danos, e são incentivados pela cultura vigente. Um sistema econômico separatista, elitista e dominador é utilizado diariamente para nos lembrar o que existe de pior em nós. E incapazes de procurar pelas respostas para os problemas diários dentro de nós, compramos as que são vendidas nas esquinas, eternamente.
A ansiedade que sentimos, ao contrário de ser controlada por nós, é manipulada para se tornar consumo de bens descartáveis, e da doação de nosso tempo no planeta. A solidão que experimentamos nos leva para longe da contemplação, e à procura de relacionamentos abusivos e doentios. A estima é constantemente diminuída, com exemplos inatingíveis sendo exaltados, para sermos induzidos a nos tornarmos outros seres.
Todos temos defeitos que, para o mercado, são fontes inesgotáveis de renda, e são explorados sem o menor questionamento da nossa parte. Podemos encontrar a paz e a harmonia facilmente, ao deixarmos de ser influenciados pela cultura, e nos tornarmos influências dela. Deixaremos as diferenças de lado, para conseguirmos abraçar a igualdade que é base para toda a espécie, e construirmos uma nova realidade juntos?
:-)

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Como procuramos justiça?

Além de acharmos facilmente inimigos, mantemos o padrão de milênios ao tentar impedir os comportamentos com punições cada vez mais rígidas. Seja legitimado pelo estado, ou realizado pela própria mão, as penas à que recorremos servem para satisfazer o Ego, que procura vingança. Sem entender de absolvição, nos especializamos em repreensão, ignorando que nos tornamos vítimas de tal escolha.
Coibimos a liberdade de expressão nos baseando em conceitos antiquados e distorcidos de moral, que se aplicam para outros, mas que sempre tem justificativas para nós. Incentivamos a violência com comentários segregadores e punitivos, demonstrando que a agressão é aceitável quando parte de nós, mas repudiada quando nos tornamos o alvo. Reclamamos do abuso de poder, mas fazemos pleno uso quando temos a chance, procurando colher o máximo de benefícios possíveis, independente do prejuízo para outras partes.
Sem conceber o conflito que temos em nós, tentamos descontar nossa ansiedade naqueles que podemos ver, inconscientes de nossos atos. Ao acordarmos para os efeitos de nossas realizações, descobrimos que podemos manipular a realidade para o lado que quisermos, ao invês de sermos controlados. Encontraremos o caminho das ações conscientes, nos libertando das amarras que nos seguram estagnados em um patamar bárbaro?
:-)

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Quando nos revoltamos?

Os limites de nossa tolerância são testados diariamente, em nosso convívio na sociedade, mas por razões que ignoramos. Ao contrário de entendermos o desconhecido, criamos pré-conceitos e pré-julgamos baseado em nossa própria experiência e consciência. Desprezamos os ensinamentos que podemos adquirir com os relacionamentos, focando no que podemos lucrar para nosso próprio benefício.
Vemos representantes do povo abusando de poderes conferidos, ignorando o lado corrupto de um sistema econômico que insistimos em manter. Observamos a veneração por uma cultura fútil e ignorante, mas deixamos que a mídia corporativa se torne os pais e professores de gerações a fio. Reclamamos da falta de segurança, nos tornando incapazes de auxiliar os que necessitam, e que sem nada a perder, estão a um passo de tomarem medidas desesperadas.
Desconsideramos que outros possam ser menos afortunados do que nós por acreditarmos ingenuamente que as oportunidades são as mesmas. Sem um conhecimento de quem somos, e de como interagimos com o mundo, vivemos em um mundo de fantasias, que aos poucos vai se desfazendo. Descobriremos o que se esconde por trás da cortina, observando os bastidores de um espetáculo que está se tornando cada vez mais macabro?
:-)

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Qual é a acusação?

Nos divertimos com programas que exploram a vida alheia, editados para demonstrar os níveis mais baixos que o ser humano pode chegar. Este sadismo revela uma sociedade que ainda está estagnada na barbárie, sem evoluir mentalmente dos padrões criados por aqueles que viviam na escassez, tanto de recursos, como de informações. Acusamos outros de cometerem os erros que, em diversas condições, pregamos a plenos pulmões, mas somos covardes de admitir para nós mesmos.
Tentamos esconder o quanto somos racistas, mas rimos de piadas que degradam outras culturas, além de fazer algumas, sem notar as consequências. Reclamamos da cultura fútil e ignorante que se espalha, mas damos audiência para apresentações e debates que apenas andam em círculos, sem acrescentar nada de relevante. Repudiamos as matanças sem sentido que ocorrem diariamente, mas apoiamos sentenças cada vez mais rígidas, em um sistema que lucra cada vez mais com a violência.
Gostamos de ver atrocidades acontecendo, porém apenas quando são longe de nós, desprezando que ela pode facilmente nos atingir quando menos esperamos. Ao apoiarmos esta insanidade, seja como uma platéia passiva, ou consumidores de produtos que passem esta ideia, nos tornamos cúmplices e alvos de tal demência. Teremos a vontade necessária para mudar nossos hábitos, procurando incentivar as atitudes que gostaríamos de ver a sociedade repetir?
:-)

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Quem é o inimigo?

Sem saber quem somos, tornamos a vida em sociedade mais difícil, prestando mais atenção nos erros dos outros do que nossas próprias falhas. Abraçamos atitudes egoístas que nos separam da comunidade, em prol de uma vivência supostamente mais tranquila, desprezando as consequências. Procuramos bodes expiatórios para as imperfeições que temos no caráter, subjugado por instintos e emoções que deveriam ser controlados.
Reclamamos da corrupção e violência, mas negamos os defeitos de uma economia de acúmulo, e brigamos para mantê-la vigente. Preferimos discutir as diferenças ideológicas regentes, incapazes de encontrar as semelhanças que poderiam tranquilamente nos unir. Tentamos empurrar as responsabilidades para terceiros, negando o papel que deveríamos desempenhar como cidadãos conscientes.
Dizem que vemos outras pessoas como espelhos: gostamos daquelas que destacam características nossas que apreciamos, e odiamos aquelas que agem com deficiências que escondemos ou ainda são incontroláveis para nós. Mas ao contrário de buscar as respostas dentro de nós, escolhemos o caminho mais fácil, e saímos apontando dedos para todos os lados. Seremos capazes de adquirir a sapiência para modificar nossa mentalidade, transformando nossa própria vida em exemplos a serem seguidos?
:-)