Sem saber quem somos, tornamos a vida em sociedade mais difícil, prestando mais atenção nos erros dos outros do que nossas próprias falhas. Abraçamos atitudes egoístas que nos separam da comunidade, em prol de uma vivência supostamente mais tranquila, desprezando as consequências. Procuramos bodes expiatórios para as imperfeições que temos no caráter, subjugado por instintos e emoções que deveriam ser controlados.
Reclamamos da corrupção e violência, mas negamos os defeitos de uma economia de acúmulo, e brigamos para mantê-la vigente. Preferimos discutir as diferenças ideológicas regentes, incapazes de encontrar as semelhanças que poderiam tranquilamente nos unir. Tentamos empurrar as responsabilidades para terceiros, negando o papel que deveríamos desempenhar como cidadãos conscientes.
Dizem que vemos outras pessoas como espelhos: gostamos daquelas que destacam características nossas que apreciamos, e odiamos aquelas que agem com deficiências que escondemos ou ainda são incontroláveis para nós. Mas ao contrário de buscar as respostas dentro de nós, escolhemos o caminho mais fácil, e saímos apontando dedos para todos os lados. Seremos capazes de adquirir a sapiência para modificar nossa mentalidade, transformando nossa própria vida em exemplos a serem seguidos?
:-)
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
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