Mantemos uma realidade onde nos tornamos a própria parede da prisão, onde devemos nos confrontar para encontrar a liberdade. Estamos estagnados, impedidos de evoluir por vivermos na esperança de que iremos tirar o bilhete premiado, e misticamente seremos transformados. Nos guardamos para este momento mágico, ignorando que a o tempo passa e, com ele, também se vai a vida.
Ficamos de braços cruzados enquanto temos pão e circo, mesmo com os direitos sendo retirados constantemente de nosso alcance. Procuramos por terceiros que possam tirar os pesos dos deveres de nossas costas, sem nos incomodarmos com os custos que serão cobrados. Fazemos o possível para tirarmos proveito de outros, inconscientes de que somos os mais afetados, pois agem da mesma forma conosco, nos deixando em um infinito ciclo.
O que vemos nos representantes do povo são exatamente as características de que a população mais se orgulha, menos quando são usadas contra ela. Ainda agimos como crianças, na infantilidade da lei de Talião, iludidos por uma vaidade que nos prejudica mais do que beneficia. Na procura por um equilíbrio na vida, seremos capazes de abandonar a inocência sobre nossos próprios atos, assumindo o erro que causamos?
:-)
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
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