Ainda trazemos muitos conceitos do tempo das cavernas, fazendo barbaridades com o que deveria nos diferenciar. Um exemplo disto é a definição de justiça, que remete, ainda em nossos dias, à vingança, seja legalizada pelo estado, seja feita pelas próprias mãos. Deixamos de mudar a mentalidade, seja por preguiça ou por medo, e sofremos com a modernidade dos jogos do Coliseu, que deixaram a arena para se tornarem reais.
Damos mais audiência para notícias de tragédia, mostrando que ainda mantemos uma paixão secreta pela violência. Esquecendo que ele tem seu tempo e serventia, procuramos o ócio como uma recompensa a ser usufruída eternamente, danificando o corpo e a mente com seu exagero. Deixamos de trabalhar para construir a sociedade que queremos por esperarmos pela criatura mágica que irá, com um gesto, criar uma utopia para cada indivíduo, por mais insana que seja.
Apostamos nossas fichas em bilhetes de loteria que são sorteados a cada quatro anos, e que nos desapontam à séculos. Enquanto estivermos respirando, veremos propagandas sobre as maravilhas que acontecerão, se conseguirmos tirar o cupom premiado. E enquanto estivermos respirando, conseguiremos encontrar a sapiência de guardar o dinheiro, e deixar de arriscar em um jogo de azar, cujas probabilidades estão contra a gente?
:-)
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
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