sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Damos crédito ao trabalho?

Nossa sociedade vende, em cada esquina, a promessa do enriquecimento rápido, da vida fácil e de um mundo de prazeres. Para ter acesso a tudo isto, basta comprarmos um bilhete que, certamente, e contra todas probabilidades, será o premiado da vez. Enquanto damos o tempo, nosso mais precioso recurso, em troca de esperanças vazias, poderíamos ter construído diversos planetas cheios do que desejamos.
Perdemos séculos em debates sobre o que é normal e que deveria ser aceito, esquecendo que vivemos no meio de uma diversidade, e que tal conceito serve apenas para segregar. Abdicamos de vidas para entender que, enquanto existir uma criança passando fome no mundo, ninguém será capaz de conhecer a verdadeira paz. Ainda estamos na etapa onde imaginamos que sem saúde, seja física ou mental, conseguiremos usufruir do que quer que o dinheiro possa comprar, quando o tivermos.
Perdemos o costume de arregaçar as mangas para construir o que queremos, esperando como tolos por alguém que venda algo semelhante e barato. Nos perdemos em promessas que nunca chegam na luz do dia, ao menos por inteiro ou pelo custo inicial, seja monetário ou da sanidade do povo. Compramos sem pensamento crítico, iludidos por propagandas feitas em laboratório, carregando um sorriso no rosto por que motivo mesmo?
:-)

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