Quando se está em um local remoto com grupo e um acidente acontece, aqueles que prestam primeiros socorros tendem a se encontrar em situações onde suas decisões podem significar a vida e morte de mais pessoas do que as vitimizadas. Como exemplo, nos foi contado o caso de dois guias que ficaram prestando socorros à uma vítima de infarto por quase duas horas, mesmo sabendo que as chances de sobrevivência dela eram inexistentes, para não acabar com a moral e esperança do resto do grupo. Se não tivessem feito isto, o número de fatalidades poderia ser bem maior, visto as condições em que se encontravam.Este tipo de decisão pode chegar ao ponto de ser necessário deixar a causalidade no local, para se conseguir acionar mais rapidamente à um resgate. Tudo depende das condições da vítima, do grupo e do ambiente onde estão. É necessário se fazer uma boa avaliação dos riscos para o grupo primeiro, mesmo que isto pareça desumano e cruel. Sem uma boa análise, os problemas podem aumentar consideravelmente, colocando mais vidas em jogo, as vezes sem uma real necessidade.
Claro que cada caso é um caso, e depende das pessoas envolvidas a fazerem um julgamento na hora. Nos casos de primeiros socorros em locais remotos, não existem regras realmente, mas guias de sobrevivência. Depende de cada um analisar seus limites, a situação em que se encontram e as possibilidades existentes. Quanto mais pessoas tiverem informações, mais precisa pode ser a decisão que pode salvar uma ou mais vidas.
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