A noite passada sozinho serviu para muita reflexão. Foram quase doze horas aprendendo sobre a importância que poucas chamas tem em uma noite fria, e como domá-las. Para um marinheiro de primeira viagem como eu, foi uma tarefa das mais interessantes, apesar de complicada no começo. Só o fato de não se usar fósforos ou isqueiros no início já tomou mais tempo de aprendizado e prática do que imaginava. Mas era uma habilidade que precisava ser aprendida, ainda mais com um desafio para o dia seguinte.Com muito sono, foi difícil se concentrar para aprender sobre nós e arapucas que poderiam ser usadas para conseguir alimentos. Aprendi bem somente na parte prática, pois a teorica dividi com sonhos que insistiam em aparecer no meio da explicação. Durante o meio dia consegui dar uma rápida descansada e fechar os olhos por alguns poucos minutos, mas que já serviram para que conseguisse entender um pouco mais sobre plantas, seus perigos e benefícios.
Quanto mais aprendemos sobre o que tínhamos ao nosso redor, mais nos questionávamos a necessidade de muitos apetrechos que estamos acostumados a ter ao nosso lado. Relógios e celulares, para terem um idéia, foram os primeiros a serem descartados já no primeiro dia. E a lista somente cresceu com o passar dos dias, pois mesmo sem as perguntas, algumas respostas que normalmente procuramos se fizeram presentes. O sentimento de compartilhamento era muito maior do que o de competição, mesmo com o instrutor dando maiores condições para que o segundo aparecesse. Nossa maior preocupação era mesmo de sobreviver, não de perder tempo com querelas artificiais que encontramos facilmente em nossas rotinas.
:-)
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