A última noite mostrou como o esforço coletivo pode render bons frutos. Apesar da chuva, as infiltrações foram mínimas, e até o fogo ficou acesso a maior parte do tempo. Conseguimos dormir por quase toda a noite, e acordamos todos descansados e ansiosos, o que fez as horas passarem mais rápido. Começando nas noções de navegação e terminando no desmanche das barracas, o último dia do curso passou em um piscar de olhos.Apenas o fato de voltarmos para a civilização depois de cinco dias no meio do mato já teve suas lições à serem tiradas. As comparações dos extremos eram inevitáveis, e imagino que até hoje as fazemos quando menos percebemos. Agora mais experientes, vemos com mais clareza o preço cobrado pelo estilo de vida na cidade e na floresta. Apesar de terem moedas de trocas diferentes, ambas cobram onde menos percebemos.
Se tiverem a oportunidade, eu recomendo fazer um curso de sobrevivência, ou até mesmo tirar o tempo para se integrar mais com a natureza. É uma experiência única, que mostra pontos de vista bem distintos sobre o mínimo que precisamos para estar por aqui. Enquanto a econômia força um crescimento e um consumo cada vez maior, um período destes tende a nos deixar mais agradecidos pelo pouco que temos. Nossa criatividade parece disparar quando nossos recursos são limitados, e nossos sentidos florecem na pele. A sensação de voltar para o básico e reaprender é inexplicavél.
:-)
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