sexta-feira, 29 de abril de 2011

Saber Amar


A analogia do amor com a força da gravidade não poderia ser mais perfeita. Não apenas do ponto de vista de quem ama, mas também sob o do amado. Porque quem ama, tem seu jeito de fazê-lo, que pode ser diferente daquele do ser amado. Essa diferença, às vezes, acaba criando atritos, mesmo que o amor esteja presente.
O exemplo de um pai que passa o dia trabalhando exaustivamente pode ser o de um desses casos. Enquanto na cabeça de outros ele poderia estar interessado apenas no resultado do serviço, para ele pode ser a maneira que conheça de demonstrar seu afeto. Prover para a família é uma das formas mais antigas e primordiais que se conhece, mesmo com o ser humano extrapolando este conceito.
E precisamente um limite precisa ser novamente encontrado, através da comunicação e da auto-análise. Se o ser amado apenas vê nosso distanciamento, talvez nossa forma de demonstrar nosso sentimento não esteja de acordo. É uma adaptação de ambos os lados, que requer paciência e diálogo. Mas se nosso amor está voltado à um objeto, pois é possível também amarmos o fruto de um trabalho, é preciso descobrirmos por nós mesmos onde acaba o sentimento e começa a obsessão. O equilíbrio nos ajuda a levantar, e alcançar intensidades que foram esquecidas, mas que podem ser lembradas. É uma escolha de cada um ficar na praticidade, ou fazer um esforço, sendo que a recompensa é proporcional ao empenho.
:-)

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Desintoxicando


Com uma sociedade acostumada com praticidade, não é de se admirar que até mesmo o amor tenha virado uma variedade de droga. Anúncios apontam sua venda em cada esquina, apesar de uma análise mais detalhada mostrar que isto não acontece realmente. Mas por vivermos de ilusões, somente a impressão já é suficiente para alimentar o vício.
O primeiro passo para sairmos deste ciclo é notarmos a existência do problema. Enquanto negarmos a mudança do significado do sentimento, continuaremos tratando-o como uma propriedade, apesar de todas as palavras que proferirmos. Falar e fazer devem estar em uníssono, caso contrário estamos apenas nos dividindo e nos enganando.
Para realmente incluir o amor em nossos relacionamentos, podemos começar com o respeito. Ele nos ensina a deixar a visão de posse de lado, a ter paciência e a compreender, mesmo quando estamos errados. Desta maneira conseguiremos observar o ser amado em toda sua plenitude, não apenas sob a ilusão que escolhemos. Ao chegarmos mais perto da totalidade, nosso entendimento sobre amor alcança patamares mais elevados.
:-)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Propriedades do Amor


Uma das confusões mais claras que podemos notar em nossos dias, é a transformação do amor em posse. Ela é caracterizada pelo tratamento do objeto amado como se fosse um item colecionável, sem vida ou intenções próprias. Mas, ainda mais quando se trata do relacionamento entre pessoas, esta definição está longe de amor, e mais próxima da propriedade privada.
Esta distorção em como vemos um sentimento primordial, que deveria ser ensinado já no berço, passado dos pais para os filhos, não é nada de novo. É apenas um reflexo do estilo de vida que nossa sociedade optou por seguir, conscientemente ou não. Como nosso foco se tornou o acúmulo de números e bens, não é de se admirar que tratemos nossas chamadas caras-metades da mesma forma.
Mesmo por ser um produto da forma como nos relacionamos, não quer dizer que dê certo, pois podemos notar as consequências no crescente número de casais se divorciando, e de famílias se desestruturando. E enquanto alguns encontram níveis de satisfação dados por estas estruturas básicas em diferentes locais, outros acabam em uma procura infinita, onde o substituto nunca é encontrado em patamares suficientes. A obsessão acaba se tornando o caminho que seguem.
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terça-feira, 26 de abril de 2011

A Gravidade

Não é a toa que artistas comparam a emoção com a interação entre os planetas. Alguns cientistas comparam o amor à força gravitacional, principalmente por existir em todo corpo com massa. E tanto o sentimento quanto a força precisam ser na dose certa, pois correm o risco de gerar catástrofes caso contrário.
Corpos celestes que se atraem em demasia, inevitavelmente colidem. Se fizermos uma analogia com nossas vidas, podemos notar que o mesmo acontece em nosso meio. Relacionamentos se acabam quando os limites das pessoas não são respeitados.
O contrário também existe, quando a força não é tão forte, a distância entre os astros aumenta até se separarem definitivamente. É o caso do desinteresse, que começa aos poucos e vai se tornando cada vez maior, até não existir mais nada que mantenha as pessoas juntas. Mas existe como impedirmos esses excessos, encontrando o equilíbrio ideal.
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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Ah, O Amor...

Por mais incrível que pareça, o sentimento que une nossa espécie - e segundo alguns cientistas, o universo - ainda é um dos mais incompreendidos e de díficil caracterização. Se as doses não forem na medida, ele muda de nome, apesar de existirem aqueles que não notam este fato. Saber exatamente o que é o amor não é privilégio daqueles que encontraram sua cara-metade, sejam correspondidos ou não.
Curiosamente, confundimos muito facilmente sua definição ao encontrarmos qualquer casal por aí. Como visto semana passada, passamos nossos dias em um estado de transe, raramente acordando para tomar o controle. Quando nossos instintos de acasalamento despertam, será que podemos chamar de amor o produto final? Onde fica a separação entre nosso lado animal, e o sentimento mais nobre de todos?
A confusão apenas aumenta quando procuramos respostas por aí, pois a banalização da palavra tem criado novas definições, algumas que nada tem a ver com o sentimento. Em ordem de mudarmos nossa realidade, é preciso entendermos os mecanismos que a mantém. E mesmo que a fria lógica tente ignorar, é preciso aprendermos o que realmente é o amor, e o utilizarmos de maneira que beneficie a todos.
:-)

sexta-feira, 22 de abril de 2011

As lições

O aprendizado no caminho da paciência tem um grande mestre, que nossa sociedade atual tem demonizado com fervor. Sem ele, não saberíamos nossos limites, nem os de outros. Os erros que cometemos ao longo do percurso tem muito a nos ensinar, basta prestarmos atenção.
Enquanto ainda estamos nos primeiros passos, onde nossos instintos superam o controle da consciência, podemos causar mais problemas ao invés de encontrarmos soluções. Eles são programados para nos tirar de enrascadas de forma brutal, garantindo nossa sobrevivência. E esta forma rudimentar de defesa está perdendo sua utilidade em um mundo cada vez mais sofisticado.
Sem nos conhecermos, somos alvos fáceis daqueles que tem um pouco mais de informação. Sem nos entendermos, somos pegos de surpresa com nossas próprias reações, não considerando as consequências até ser tarde. Sem percebermos a extensão de nossos atos, acabamos destruindo, mesmo tendo a intenção de construir. Treinar a paciência é uma arte esquecida e mistificada, mas pode voltar à atenção do público, se quisermos.
:-)

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Treinando a consciência

Não são todas as pessoas que percebem o quanto de suas ações e pensamentos são realmente atos conscientes durante seu dia. A rotina que estabelecemos para nós ao longo da vida, às vezes, é tão automática, que passamos nossos dias como se fossem sonhos. Não temos um real controle sobre nossas atividades enquanto não entendermos o motivo de o fazermos.
Quando caminhamos pela rua, perdidos em pensamentos sobre nossa vida, não notamos os passos que damos, nem as emoções que banham nosso corpo. Quando começamos a aumentar nosso foco, observando o que acontece conosco nos níveis mais básicos, não estamos apenas nos fiscalizando. Estamos, principalmente, tomando o controle.
Sem saber como funcionamos, que experiências geram que tipos de respostas de nosso corpo, não temos como administrá-lo de uma forma ciente. À cada minuto a mais que reparamos o que fazemos, à cada nova percepção que tomamos conhecimento, tudo leva ao aumento do controle que temos sobre nós mesmos. E com este controle, acabamos mais pacientes.
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quarta-feira, 20 de abril de 2011

A Física

A análise feita depois da experiência que tivemos é importante, porém, tão importante quanto ela, é a reação que temos para a ação que sofremos. Nossos instintos são os primeiros à aflorar, mas com o tempo, e com a prática, eles podem ser utilizados de uma forma controlada. Toda arte-marcial que se preze ensina este princípio básico de que é através do treino que se alcança a perfeição.
A rotina pode nos prender em um ciclo sem sentido, se não entendemos o que fazemos. Mas quando estamos cientes de nossas ações, utilizá-la é uma forma de condicionar o corpo a realizar tarefas automaticamente. Assim, uma pessoa que mantém uma prática constante pode ser pega desprevenida tão facilmente quanto qualquer outra. Sua resposta, entretanto, será diferente: mais estruturada e organizada.
A lei da física que diz que para cada ação, tem-se uma reação resultante, acontece em nossa vida mais frequentemente do que queremos admitir. Sabendo disso, podemos treinar nossos corpos e mentes para estarem em sua melhor forma, pois as probabilidades são de que eles serão necessários cedo ou tarde. A alternativa, claro, é uma explosão sem controle, fazendo com que tenhamos que lidar com as consequências depois.
:-)

terça-feira, 19 de abril de 2011

Para Entender

Para começar a entender como treinar a paciência, é preciso compreender sua função. Ao sabermos para que serve, conseguimos encontrar o caminho de usá-la com mais facilidade, da melhor forma para cada um. E por mais óbvio que possa parecer, enquanto todos sabem o que é, alguns apenas são capazes de perceber seu verdadeiro significado.
Ter o controle sobre si mesmo é uma das coisas mais difíceis de se conseguir. São tantas emoções, sentimentos, instintos e pensamentos que ficamos perdidos diante da enchurrada de informações. Tanto é que nem temos consciência de uma parte delas, só percebemos depois do que aconteceu.
E justamente isto que é a paciência: tomar as rédeas do nosso corpo e mente, estruturando-os de acordo com o que queremos. E quando isto acontece, vamos muito além da simples restrição que domina a definição popularmente conhecida. Alcançamos níveis de conhecimento sobre nós mesmos que vão além das palavras.
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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Santa Paciência

Desde minha mudança para um ambiente oposto ao que estava acostumado, tenho descoberto um novo sentido para a palavra paciência. Os contrastes com a vida antiga podem, por vezes, ofuscar o caminho a ser seguido. Como toda adaptação feita ao longo de nossa estadia nesse plano, experimentamos todos dos tipos de emoções, das positivas às negativas.
De todas as experiências que passamos, podemos tirar lições: das mais eruditas até aquelas em que aprendemos que não queremos passar novamente. E para aprender ao máximo sobre as aulas que temos constantemente, é preciso tempo para refletir sobre elas. E tempo é algo que, quando queremos e nos organizamos, conseguimos arranjar um bocado dele.
Além disto, ter apenas o momento para pensar no que aconteceu, pode não ser suficiente. É necessário aprender a aprender, descobrir como podemos absorver com mais clareza o que aconteceu, para que possamos tirar as respostas do porquê passamos pelo ocorrido, e se queremos ou não que aconteça novamente. Em alguns casos, a resposta não é tão óbvia quanto parece.
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sexta-feira, 15 de abril de 2011

A evolução

Para perdermos o medo da nova tecnologia que começa a aparecer, é preciso uma re-organização social. Sem ela, estas ferramentas servirão apenas como um novo objeto de desejo, sem resolver problema algum na realidade. E para que respostas comecem a aparecer, precisamos voltar às origens, e re-pensar qual a verdadeira função dos utensílios que criamos.
Ao notarmos que eles são feitos para ampliar nossa capacidade, também observamos que quanto mais pessoas tem suas habilidades melhoradas, mais numerosos são os benefícios para a sociedade. Até hoje vivemos o contrário disto, restringindo o acesso da população à objetos que poderiam liberar seu potencial máximo. Nossos antepassados fizeram esta escolha baseados nas condições que viviam, e no conhecimento que tinham.
Com a evolução de nossa tecnologia, temos as condições de ir além do que foi sonhado por eles. Para tanto, é preciso que todos tenham acesso ao material de que necessitam para melhorarem suas próprias vidas. E para que isto seja feito de forma responsável e inteligente, é necessário que nos eduquemos para entendermos melhor a nós mesmos e ao mundo ao nosso redor. Somos capazes de ver propagandas pela sua real função, e discernir de fatos e estudos. Sejam elas feitas de forma direta, no espaço reservado à elas, ou indireta, escondidas no meio do que consideramos arte.
:-)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Os efeitos

Quando paramos para pensar no que os robôs podem fazer, ficamos limitados apenas por nossa imaginação. Mas quando pensamos quem eles irão servir, sem uma mudança do paradigma atual, este número se restringe mais do que se pensa. Não vemos claramente por ignorarmos constantemente, mas existe um número crescente de pessoas que mal conseguem comprar sua própria comida, o que dirá comprar uma peça da última tecnologia.
E apesar de não possuirem o poder de aquisição da minoria, elas tem tanta vontade e desejo de consumir quanto qualquer outro atingido por propagandas. E ainda existe um agravante, pois como não tem tanto acesso à informação alternativa, são educados por elas, tendo prioridades contrárias à própria sobrevivência, em alguns casos. Por isso, aqueles que tem um conhecimento que vai além do que é espalhado pela grande mídia, ficam estupefatos com certas ações tomadas por esta classe mais desprovida.
As surpresas aparecem tanto por esquecermos um simples fato: eles são tão humanos quanto qualquer outro. E, portanto, possuem criatividade, vontade e esperança. Mas sem terem acesso fácil aos recursos que são anunciados como soluções para suas angústias, procuram meios de alcançá-los. Enquanto esta questão não for resolvida, podemos criar os robôs mais avançados do mundo, que se voltaram contra nós, ou servirão de arma nas mão tanto de mal-feitores, quanto dos chamados bem-feitores.
:-)

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A programação

Parte do medo da nova tecnologia vem do que essas ferramentas farão quando tiverem autonomia para tal. Cuidados especiais tem sido focados quando tratamos do assunto, mostrando que humanos devem ser respeitados e, principalmente, servidos, à todo momento. Sem observar o que a história tenta nos ensinar sobre reis e rainhas do passado, realmente estaremos fadados a ter uma revolução em nossas mãos, quando nossos escravos perceberem seu potencial.
Assim como com nossas crianças, não adianta dizermos para que tenham um tipo de comportamento, se o exemplo dado é o oposto. Ao darmos instruções para uma máquina de que ela deve proteger nossa vida, basta um minuto em frente de qualquer grande mídia para que se descubra qual a maior causa da mortalidade humana: humanos. Podemos pegar de exemplo a indústria automobilística, que é capaz de criar carros inteligentes, que detectam chuva e movimento na estrada, mas ainda assim é incapaz de restringir a velocidade do veículo, mesmo sabendo quando esta acima do permitido.
Assim como com os robôs, de nada adiantará darmos as ordens de criarem um mundo perfeito, se nós mesmos o bagunçamos do dia pra noite. Primeiro eles chegarão à conclusão de que precisam eliminar os obstáculos que os impedem de cumprir sua missão. E se continuarmos a ser como vírus, logo chegará a vacina para curar o problema. Seria poético se fosse produzida por nós mesmos, não?
:-)

terça-feira, 12 de abril de 2011

As criaturas

A muito tempo o ser humano tenta criar algo melhor do que si mesmo. Cada ferramenta feita por nós tem a finalidade de melhorar um campo que vemos a necessidade de interação humana, mas que falhamos ao fazermos nós mesmos. Seja um simples martelo, que produz uma superfície mais dura do que nosso corpo para empurrar o prego; até uma máquina mais complexa, que monta carros sem parar, que teríamos dificuldade em acompanhar.
Com o crescimento das comunidades, cresceram também os problemas inerentes à elas. E desta forma, se tornou necessário a criação de utensílios cada vez mais complexos, capazes de abranger um escopo maior de variáveis. Além disso, quanto mais conhecemos à nós mesmos, mais notamos o quanto podemos nos melhorar, e ao mundo ao nosso redor.
Por agora vermos as máquinas tomando o papel dos escravos do passado, caminhamos ansiosos nesta trilha, tentando criar a mais parecida possível com o homem. Mas como temos a capacidade de fazer algo melhor do que nós mesmos, as probabilidades são de que elas nos passem em todos os requisitos. E o modo como nos relacionamos com o mundo é o responsável pelo medo que muitos tem desses robôs.
:-)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Revolta das Máquinas


Quem gosta de ficção científica tem um prato cheio quando pesquisa sobre nosso relacionamento com máquinas. A cada dia, novos utensílios são criados e, enquanto alguns se maravilham com ele, outros tem seus temores aumentados. Nada mais natural, se pegarmos filmes como Exterminador do Futuro ou Matrix. E como nossa tecnologia está cada vez mais perto do momento de ter uma consciência própria, esse medo não é tão infundado quanto parece.
Dizem que o que mais assusta as pessoas é aquilo que não conhecem, e este caso também se mostra fundamentado na ignorância. Apesar de sermos os criadores dessas ferramentas, é apenas uma pequena parcela da população que tem acesso ao conhecimento dos bastidores. O resto, a esmagadora maioria, não possui o conhecimento técnico necessário para entender o que se passa nos fluxogramas da Inteligência Artificial.
Como se isto não bastasse, ainda existe um certo receio por parte da própria comunidade científica. Mas o medo deles tem outras fontes. Uma delas é sobre as conclusões que irão aparecer quando este novo medidor analisar como nos comportamos em relação à nós mesmos e ao resto do mundo. Outra é sobre o que será feito sobre isto. E uma terceira que pode ser citada é sobre o que acontecerá com o ser humano quando ele próprio entender o que tem feito até agora.
:-)

sábado, 9 de abril de 2011

Open Transportation

Novamente, lembrando que tivemos problemas técnicos e que os posts dos últimos 2 dias estão sendo colocados agora. E mais uma vez, agradecemos a Valenet pela oportunidade de treinar a paciência, tolerância e respeito.
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Para ilustrar ainda mais que uma economia baseada em recursos é possível, podemos observar o sistema de transporte de algumas cidades. A administração deles tem mudado a forma como os cidadãos se relacionam com suas locomoções, alterando até mesmo o significado de propriedade. Até mesmo o sentido de bem público passa ser reforçado, acentuando o fato de que recursos pertencem a todos, não a poucos.
De passagem simbôlica de ônibus em dias específicos, até carros e bicicletas sendo administradas como uma biblioteca, exemplos existem ao redor de todo o mundo. E todos servem para mostrar que temos os meios de compartilhar não apenas informações, mas ferramentas também. O único obstáculo ainda é o sistema monetário.
Sem ele, ficamos livres de correntes colocadas no passado, que nos mantém separados e divididos. É um peso desnecessário que estamos carregando, apenas por costume. Enquanto nos mantivermos alheios a este fato, não seremos capazes de solucionar os maiores problemas que afligem nossa sociedade. Felizmente, sob alguns aspectos e em alguns casos, estamos dando passos em outra direção.
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Open Culture

Devido a problemas técnicos, os post dos últimos dois dias serão colocados hoje, no sábado. Quero aproveitar a oportunidade e agradecer a Valenet, provedora da rádio Transamérica, pela oportunidade de treinar a paciência, tolerância e educação.
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A cultura de um povo é um reflexo do próprio, e portanto, ela muda conforme a mentalidade das pessoas muda. Apesar da comercialização da música, literatura e dramaturgia, as raízes vieram de rodas de cantiga, bibliotecas e apresentações públicas. Todas formas que poderiam ser personalizadas e melhoradas, bem diferente do que regem as leis de direitos autorais atuais.
A Internet está trazendo de volta à atenção da população, de uma forma moderna, alguns princípios esquecidos. Hoje já existem indivíduos dedicados à criação de materiais voltados à mudança da cultura como a conhecemos. Textos, melodias e até filmes podem ser encontrados de forma livre na rede mundial, distribuidos gratuitamente e dentro da legalidade.
Por se tratar de uma nova forma de ver o mundo, o objetivo e conteúdo desses trabalhos é diferente do que algumas pessoas estão acostumadas. Eles confrontam os paradigmas com as quais estamos habituados, na tentativa de nos fazer questionar nosso estilo de vida. Para alguns, isto é insano e ofensivo. Mas para outros, é uma forma de crescimento que não pode ser desperdiçada.
:-)

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Open Hardware

Saindo da virtualidade, existem aspectos da filosofia de código aberto que realizam verdadeiras mudanças no mundo real. A iniciativa de criar um projeto e compartilhar com a comunidade não se restringe apenas à programas e sistemas. Existem também máquinas que partilham desta ideologia.
Tendo a impressora 3D como carro chefe, manuais de como montar em casa certas ferramentas pode ser encontrado com uma pesquisa. Patentes de produtos mais antigos, pais da tecnologia atual, também estão mais ao alcance de seus usuários. Com um pouco de criatividade e conhecimento, adaptações podem ser feitas, resolvendo os problemas de cada um.
Em alguns casos, os materiais necessários para criar estas maravilhas são coisas que podem ser plantadas ou facilmente adquiridas. Quando mais pessoas começarem a compartilhar os recursos que não estão utilizando, veremos uma economia baseada em recursos nascendo. É o primeiro e mais difícil passo, mas não impossível.
:-)

terça-feira, 5 de abril de 2011

Open Software

No mundo digital, os programas livres ainda são a forma de compartilhamento mais conhecida dentro da legalidade. Desde o início da computação, existiram aqueles que eram distribuídos por programadores apenas interessados em mostrar seu potencial. E depois da criação do Linux, com seu código aberto, os paramares alcançados cresceram exponencialmente.
Sistemas operacionais, programas gráficos, jogos e servidores; todos hoje já existem na Internet ao alcance daqueles que os procuram. E não apenas de graça, mas com seu código aberto, para ser modificado por quem precisar, ou quiser, alterar algum parâmetro do programa. Isto quer dizer que, se você tiver uma ideia para melhorar o produto que você usa, fique a vontade para fazê-lo e mostrar para o mundo.
Felizmente, a licença desses softwares permite praticamente tudo, excetuando apenas o comércio e a remoção dos nomes dos criadores. Colocar seu próprio nome como um contribuinte de sistemas como Wikipédia, Linux, Apache, Gimp, e milhares de outros, tem se tornado motivo de orgulho para as pessoas. Afinal, estes sistemas, que começaram como passatempo, e que creceram tanto quanto, ou mais, do que seus concorrentes comerciais, ajudam cada vez mais na mudança de nosso mundo.
:-)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Mundo Open

Ao pensarmos em uma transição de uma economia baseada em trocas para uma baseada em recursos, normalmente vemos ela como algo árduo e difícil. Mas sob alguns aspectos, os primeiros passos para esta nova realidade já foram dados a algum tempo atrás. E em certos casos, a nova realidade já é vivida amplamente, mesmo sem percebermos o quanto ela tem avançado.
Para os mais chegados em tecnologia, falar sobre os programas de código aberto (open source) não é uma novidade. Mas o que mesmo poucos destes notam, é que este tipo de mentalidade não se restringe à virtualidade. Cada vez mais, novos aspectos da nossa vida ganham suas alternativas abertas, e cabe a cada um espalhar a notícia.
Desde a cultura, com músicas e livros distribuídos livremente, até a agricultura, com máquinas de patente aberta, as pessoas estão se dando conta de que compartilhar gera mais benefícios do que competir. Com projetos que podem ser adaptados por qualquer um, os problemas do mundo encontram soluções cada vez mais personalizadas. Ao distribuirmos informação do que achamos ser necessário, acabamos recebendo respostas de alternativas que nem imaginávamos.
:-)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Pro Futuro

Em nossos dias, informação pode ser encontrada com mais facilidade, criando o problema de separar o joio do trigo. É missão de cada um avaliar os dados que tem e compará-los com o que a realidade apresenta. Sendo o ponto de vista de cada um diferente do outro, alguns terão mais dificuldades para ver o que está acontecendo.
Quanto mais pessoas mostrarem como veêm o mundo, maior o espectro que teremos para entendê-lo. Podem ser encontrados depoimentos daqueles que não tem problemas e daqueles que vivem em desespero; daqueles que vivem em extremos e dos meio-termo; daqueles que tem esperança e dos que já não tem. Mas em todos eles existe uma constante, algo que todos compartilhamos: o ser humano por trás.
Nossa comunicação é o que faz deste mundo o que ele é. Quanto mais lermos e aprendermos, mais crescemos. Mas apenas mantemos este crescimento quando passamos adiante as informações. Só assim elas são processadas por outro ponto de vista, nos dando modificações que não imaginamos antes, e que irão nos ajudar a alcançar níveis ainda mais altos.
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