
Uma das confusões mais claras que podemos notar em nossos dias, é a transformação do amor em posse. Ela é caracterizada pelo tratamento do objeto amado como se fosse um item colecionável, sem vida ou intenções próprias. Mas, ainda mais quando se trata do relacionamento entre pessoas, esta definição está longe de amor, e mais próxima da propriedade privada.
Esta distorção em como vemos um sentimento primordial, que deveria ser ensinado já no berço, passado dos pais para os filhos, não é nada de novo. É apenas um reflexo do estilo de vida que nossa sociedade optou por seguir, conscientemente ou não. Como nosso foco se tornou o acúmulo de números e bens, não é de se admirar que tratemos nossas chamadas caras-metades da mesma forma.
Mesmo por ser um produto da forma como nos relacionamos, não quer dizer que dê certo, pois podemos notar as consequências no crescente número de casais se divorciando, e de famílias se desestruturando. E enquanto alguns encontram níveis de satisfação dados por estas estruturas básicas em diferentes locais, outros acabam em uma procura infinita, onde o substituto nunca é encontrado em patamares suficientes. A obsessão acaba se tornando o caminho que seguem.
:-)
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