sexta-feira, 29 de abril de 2011

Saber Amar


A analogia do amor com a força da gravidade não poderia ser mais perfeita. Não apenas do ponto de vista de quem ama, mas também sob o do amado. Porque quem ama, tem seu jeito de fazê-lo, que pode ser diferente daquele do ser amado. Essa diferença, às vezes, acaba criando atritos, mesmo que o amor esteja presente.
O exemplo de um pai que passa o dia trabalhando exaustivamente pode ser o de um desses casos. Enquanto na cabeça de outros ele poderia estar interessado apenas no resultado do serviço, para ele pode ser a maneira que conheça de demonstrar seu afeto. Prover para a família é uma das formas mais antigas e primordiais que se conhece, mesmo com o ser humano extrapolando este conceito.
E precisamente um limite precisa ser novamente encontrado, através da comunicação e da auto-análise. Se o ser amado apenas vê nosso distanciamento, talvez nossa forma de demonstrar nosso sentimento não esteja de acordo. É uma adaptação de ambos os lados, que requer paciência e diálogo. Mas se nosso amor está voltado à um objeto, pois é possível também amarmos o fruto de um trabalho, é preciso descobrirmos por nós mesmos onde acaba o sentimento e começa a obsessão. O equilíbrio nos ajuda a levantar, e alcançar intensidades que foram esquecidas, mas que podem ser lembradas. É uma escolha de cada um ficar na praticidade, ou fazer um esforço, sendo que a recompensa é proporcional ao empenho.
:-)

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