
Com casos como o da Inglaterra para ilustrar, onde a venda de armas de fogo é proibida para civis, podemos observar que, quando existe a necessidade, a criatividade entra em ação para suprir a demanda. Por lá, casos em que armas de ar comprimido foram modificados para serem letais não pararam de crescer, mesmo com o aumento da idade para compra destes artefatos. Nos últimos anos, o que mais se via nos noticiários eram os episódios onde facas de cozinha estavam sendo utilizadas no lugar das proibidas armas de fogo, e estas agora estavam sendo alvo de conversas sobre a restrição de vendas.
Pode-se concluir com experiências como esta que, enquanto tivermos um sistema exclusivo, que cria “criminosos” diariamente, marginalizando aqueles que não fazem parte do grupo consumidor, podemos banir até os dentes da boca, pois eles serão utilizados de forma letal se forem o único meio de sustento dessas pessoas. Quem transforma uma ferramenta em uma ameaça à vida é o próprio ser humano, não o objeto inanimado, e por conta disto precisamos entender o funcionamento de nossa mente e colocar em contraste com o funcionamento de nossa sociedade. Ter milhares de propagandas bombardeando-nos a todo instante com conceitos do que deveríamos ter, como deveríamos agir, e como deveríamos ser e não esperar o crescimento da inveja acaba se tornando irracional; da mesma forma, não damos educação, saúde ou moradia de qualidade para os menos favorecidos, e temos a ousadia de achar que é falha deles não entrar no mercado de trabalho; e ainda pior, unimos a inveja gerada pela propaganda com os salários risórios dos empregos mais básicos, e nos questionamos o porque existe um aumento no tráfico e consumo de drogas.
Enquanto não acharmos as respostas para as perguntas mais relevantes que guiam nossa sociedade, continuaremos a utilizar soluções arcaicas que já provaram inúmeras vezes suas ineficiência e ineficácia. Todo cidadão precisa aprender sobre isto e transformar seu estilo de vida para que, assim, a comunidade em que vive acabe se modificando também, mudando a realidade em que vivemos. Enquanto não estendermos a mão para os necessitados que estão em nossa calçada, iremos continuar estendendo a carteira e outros bens para aqueles que não encontram outra alternativa.
:-)
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