A economia foi criada como uma ferramenta para o ser humano conseguir se relacionar em um período de escassez, onde as informações não eram tão abundantes, dificultando a criação e extração de recursos. Esta época passou a muito tempo, e apesar de nossa tecnologia ter avançado, nos levando cada vez mais além das fronteiras que tínhamos, nossa estrutura social não acompanhou esta evolução. Desta forma, o que antes servia para poucos convivendo com limites reais, agora causa problemas para muitos, que são impedidos de alcançar uma vida de abundância por causa desta barreira.Acostumados com a falta de recursos, nosso objetivo se mantém o mesmo, focando na sobrevivência individual, deixando o desenvolvimento da espécie em segundo plano. Ainda não aprendemos que temos as condições de criar abundância com nossa tecnologia, livrando o ser humano de trabalhos repetitivos, que apenas servem para roubar talentos de nosso meio. E por isto, ainda utilizamos os antigos métodos, invadindo e pilhando quando vemos vantagem, largando outros homens, mulheres e crianças morrendo de fome e sede, se não for lucrativo.
Enquanto não enxergarmos que uma economia que prega o crescimento infinito não é compatível com um planeta finito, iremos manter o ciclo de destruição que ela requer para continuar. Como o crescimento populacional é exponencial, assim é o consumo de nossos recursos, fazendo com que o abismo chegue cada vez mais rapidamente perto de nós. Podemos mudar a direção, mas precisamos acordar rapidamente para a cratera que está se abrindo sob nossos pés, se não quisermos cair nela.
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