
Nossa noção sobre liberdade é tão subjetiva que implicar sua existência em uma linguagem igualmente aberta à interpretações acaba sendo como tentar referenciar uma simples gota em algum oceano. O termo “liberdade de expressão” se dispersa em nossas mentes, criando ilusões que acabam distorcendo a realidade, e que acabam trazendo ainda mais conflitos para nossas vidas. Nossa imaginação acaba tomando conta, deixando a lógica em segundo plano e colocando em risco nossa convivência.
Enquanto existem aqueles que brigam pelo direito de falar o que pensam sobre política, também existem os que querem fazer piadas de certas religiões, classes ou raças. Nossa mente, em certos casos, acaba sendo tomada pelo calor de nossos sentimentos, deixando a fria realidade apenas para mostrar as consequências que não vimos antes. São brigas desnecessárias, criadas pela confusão de ter uma linguagem subjetiva, aliada à uma idéia mal definida.
Constantemente corremos o risco de sermos mal interpretados, por menor que seja a expressão que usamos. Ao unirmos este fato com um conceito amplo o suficiente para significar que podemos inflingir dor em alguém, precisamos redobrar nossa atenção com seu uso e, principalmente, a perseguição de seu objetivo. Sem este cuidado, podemos acabar cavando nossa própria cova, e notando somente quando já estão jogando terra para nos cobrir.
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