Nossa própria imaginação tem seus limites, pois ela projeta somente aquilo que conhecemos de diferentes modos. Por exemplo, os antigos egípcios, que ficavam apenas ao redor do Rio Nilo e tiravam seu sustento de acordo com as cheias dele, nunca tinham imaginado que a água pudesse vir do céu, pois não tinham o conhecimento de chuvas. Se ficamos em apenas um local, conhecendo um tipo de indivíduos, com uma cultura e linguagem específicas, ficamos limitados à estas condições.À medida que vamos aumentando as informações que temos sobre o universo e nosso lugar nele, aumentamos os relacionamentos que nossa mente faz com os dados, e criamos novas realidades em nossa cabeça. Assim podemos construir outros estilos de vida, suprindo as deficiências do que já temos enquanto incrementa os benefícios que já colhemos. Por mais avançada que seja a tecnologia que utilizamos, ela de nada serve se não for distribuida para o uso de outros, que podem fazer novas ligações, renovando as possibilidades que não vemos.
Ao descobrirmos mais sobre o ambiente em que estamos, nosso estilo de vida e nossas ferramentas, podemos observar que estamos conectados em níveis que, às vezes, não compreendemos. Ao tentarmos influenciar nossos arredores, precisamos ter a consciência de criar utensílios que levem em conta estas conexões, ampliando elas, e não destruindo-as. Sem elas, acabamos isolados de nosso planeta, presos em um deserto infinito, achando que ter liberdade é poder vagar pela desolação que criamos.
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