
Por ter o comando do exército e da polícia, o governo detém o monopólio da força bruta, e faz uso dele da forma que bem entender, principalmente por ser aquele que cria e modifica as leis. No caso de existir alguma disparidade entre a população e aqueles que deveriam representá-la, o cidadão tem mais chances de se ver marginalizado do que amparado, e tem poucos recursos à qual recorrer. Sem a ajuda daqueles que deveriam estar do seu lado, o resto da nação irá optar por se submeter à uma vontade contrária à sua, ou firmar seu pé e se impor.
Ambas as alternativas tem suas consequências, e em qualquer que seja o caso, ele irá transformar o país e seus habitantes, retirando a inocência que outrora nublava sua visão. A confiança do povo em si mesmo também passará por uma metamorfose, que definirá a geração atual. Ela pode sair tanto mais forte quanto mais fraca, dependendo de muitas variáveis, que vão desde a união da população até a aceitação de membros das forças armadas de ordens contra o povo que juraram defender.
Em casos como este se ouve muito falar em “golpe de estado”, “inimigos da democracia” ou, mais popular em nossos dias, “terroristas”, quando estas expressões, por sua definição, acabam justamente se encaixando no próprio governo. Quando a grande mídia deixa os interesses do povo de lado, deixando de ser a sua voz, como acontece em vários países europeus atualmente, a única saída que a massa encontra é de gritar mais alto. Esta, ao se unir, acaba descobrindo que certas estruturas que viam como básicas, se tornam obsoletas e vistas como obstáculos a serem ultrapassados.
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