terça-feira, 19 de julho de 2011

A lógica da proibição

Partindo do ponto de vista do desarmamento voluntário, podemos constatar que apenas o cidadão comum irá participar de tal ato. Aquele que já está marginalizado pela sociedade, e que encontra no uso da arma o seu ganha-pão, dificilmente irá dispor do seu único meio de sustento em troca de uma remuneração mais baixa do que aquela que ele tira em seu dia-a-dia. Como o governo oferece apenas uma quantia fixa, sem oferecer outros programas de inclusão deste indivíduo na força de trabalho, as chances são ainda menores de algum “bandido” se desfazer de seu utensílio de trabalho.
Supondo que tivêssemos uma proibição, novamente iríamos ver apenas o cidadão comum sendo afetado pela lei, deixando o marginalizado de fora. Este não deixará de conseguir seu armamento no mercado negro, que tenderá a crescer com a demanda criada pela proibição. É isto que acontece com as músicas e filmes piratas, drogas e demais aspectos de consumo da sociedade que a legalidade falha em atender, e não será diferente com as armas.
Enquanto mantivermos um sistema econômico que tende a marginalizar as pessoas, baseado mais em chances do que oportunidades, não resolveremos o problema da violência. Uma proibição apenas irá aumentar o mercado alternativo, seja ele internacional ou interno, e irá levar mais pessoas para a ilegalidade. Sem educação e sem estrutura social para tratar de seus cidadãos, o estado cada vez mais mostra seu despreparo em lidar com as questões sérias, se preocupando em ficar eternamente tapando buracos para benefício próprio.
:-)

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