sexta-feira, 29 de julho de 2011

Vislumbrando o abismo

Desde a Revolução Industrial, quando descobrimos como utilizar tecnologia para criar abundância, o sistema monetário ficou fadado ao colapso. Ele não ruiu anteriormente porque a população estava sendo mantida na ignorância, iludida por propostas de remendo de uma ferramenta que não tinha mais propósito de existir, e portanto, não funcionava mais. Mas com a Internet e sua inundação de dados, somos capazes de aumentar nosso conhecimento, e ver mais adiante no caminho que estamos trilhando.
A troca de funcionários por máquinas aumentou os níveis de desemprego, mas mas também aumentou os níveis de produção, nos dando a capacidade de suprir as necessidades básicas de todos. Isto não acontece porque o sistema econômico atual não leva em conta os benefícios sociais, apenas os monetários, criando uma barreira para o desenvolvimento, e uma via expressa para a violência e o caos. Para aqueles que não conhecem outra forma de sustento sem ser a assalariada, ter sua fonte de sobrevivência abalada em qualquer grau representa uma ameaça a ser removida.
As revoltas que estão acontecendo ao redor do mundo ilustram claramente as primeiras consequências deste fato, pois daqui a pouco, o colapso das moedas mais usadas internacionalmente irão afetar as outras, em um efeito dominó. Como lidaremos com esta crise que está em nossa porta definirá o tempo de sobrevivência da humanidade neste planeta. Podemos persistir com a antiga prática, mantendo o caminho rumo à segregração, mantido pelo sistema de trocas; ou podemos nos unir e criar tamanha abundância que jamais veremos um sinal de crise deste tipo novamente.
:-)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Batalha épica

Por sermos seres dualistas, não criamos apenas as ferramentas da destruição, mas também as da construção, mesmo que não notamos à primeira vista. Enquanto o sistema de trocas nos auxiliava a tirar proveito de outros para nosso benefício em uma época de escassez, a tecnologia se encontrava presa à ele, sendo utilizada apenas como um utensílio para alcançar este fim. Mas desde a revolução industrial ela tem crescido mais do que seu irmão, pois se propósito é o de auxiliar o ser humano a transpor qualquer barreira, inclusive as criadas por ele mesmo.
Desta maneira, vemos diariamente uma grande batalha sendo travada, da qual somos parte sem perceber, nos tornando peões quando deveríamos ser os jogadores. De um lado temos a tecnologia, criando os meios para termos abundância de recursos e de tempo, nos livrando de tarefas repetitivas, nos auxiliando a compreender e conhecer mais nosso próprio mundo. De outro temos o sistema monetário, nos iludindo com promessas vazias, nos aprisionando em antigos paradigmas para que consiga sobreviver por mais um tempo.
Nesta batalha de titãs, em que um está fadado à cair, fazendo o planeta estremecer no processo, parte da população ainda não está ciente de que se tornaram soldados involuntários. Ainda vivem na ignorância, sendo manipulados constantemente, achando que nada vai acontecer e que o mundo será o mesmo de quando nasceram, mesmo ele provando a cada dia o quanto estão enganadas. Se manter desta maneira pode ser uma benção, mas ter conhecimento certamente ajuda a prolongar e melhorar a vida.
:-)

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Conflitos naturais

Agora que temos mais informações do que acontece pelo mundo, conseguimos ver com mais clareza as consequências de certos atos que antes estavam escondidos de nós. Podemos ver, por exemplo, o que acontece quando uma crise chega em alguns países, onde indústrias são expulsas do local e saem em busca de mão de obra e recursos mais baratos. Em comunidades desavisadas, que não tem conhecimento do que pode acontecer em sua região, elas criam uma relação parasitária, e acabam destruindo o meio ambiente.
Nossa economia é voltada para o máximo lucro com o menor custo, o que faz com que ferramentas obsoletas ainda sejam mais atrativas em locais sem legislação, do que tecnologia de ponta que não degrada a natureza. Multar e colocar leis de nada adiantam, pois o próprio sistema monetário oferece os meios para a empresa passar por cima destes obstáculos, seja comprando um juiz, deputado, jornal ou a própria população carente ao redor dela. E enquanto existirem recursos naturais e, principalmente, humanos para serem explorados, este sistema irá se manter e perpetuar.
Ele é auto-destrutivo, pois depende de cada pessoa no planeta para sobreviver, sugando a sanidade de cada um, nos iludindo com promessas vazias para se fortalecer. Seu benefício é apenas para poucos, que utiliza de cenoura para fazer o resto da população andar eternamente à seu encontro, sem nunca conseguir alcançar. E quando finalmente tivermos nossas forças exauridas de puxar uma carroça que só enche, o prêmio máximo irá seguir seu curso natural, e apodrecer sem recursos para sustentá-lo.
:-)

terça-feira, 26 de julho de 2011

Objetivo econômico

A economia foi criada como uma ferramenta para o ser humano conseguir se relacionar em um período de escassez, onde as informações não eram tão abundantes, dificultando a criação e extração de recursos. Esta época passou a muito tempo, e apesar de nossa tecnologia ter avançado, nos levando cada vez mais além das fronteiras que tínhamos, nossa estrutura social não acompanhou esta evolução. Desta forma, o que antes servia para poucos convivendo com limites reais, agora causa problemas para muitos, que são impedidos de alcançar uma vida de abundância por causa desta barreira.
Acostumados com a falta de recursos, nosso objetivo se mantém o mesmo, focando na sobrevivência individual, deixando o desenvolvimento da espécie em segundo plano. Ainda não aprendemos que temos as condições de criar abundância com nossa tecnologia, livrando o ser humano de trabalhos repetitivos, que apenas servem para roubar talentos de nosso meio. E por isto, ainda utilizamos os antigos métodos, invadindo e pilhando quando vemos vantagem, largando outros homens, mulheres e crianças morrendo de fome e sede, se não for lucrativo.
Enquanto não enxergarmos que uma economia que prega o crescimento infinito não é compatível com um planeta finito, iremos manter o ciclo de destruição que ela requer para continuar. Como o crescimento populacional é exponencial, assim é o consumo de nossos recursos, fazendo com que o abismo chegue cada vez mais rapidamente perto de nós. Podemos mudar a direção, mas precisamos acordar rapidamente para a cratera que está se abrindo sob nossos pés, se não quisermos cair nela.
:-)

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Economia Mundial

Embora os acontecimentos recentes do mundo apontem para um colapso do sistema monetário, existem aqueles que não enxergam esta possibilidade. Mas o que já era inevitável desde a teoria, agora começa a tomar forma prática, mostrando as consequências do que criamos, mesmo para aqueles que não querem ver. Os países europeus tem mostrado o começo do que esta por vir, e os Estados Unidos está se preparando para o impacto da onda, que arrebentará diretamente em suas praias.
O que os consumidores não conseguem entender é como sua simples rotina de compras e trabalho podem ser afetadas por esta última bolha a ser estourada, e, principalmente, porque ela seria. É mais do que passada a hora de fazermos as perguntas pertinentes, e ligarmos nossa vida com o resto do planeta, de uma forma real, não teoricamente “econômica”. Por termos ficado nesta ilusão à tanto tempo, o tapa em nossos rostos agora será mais doloridos, pois nos pegará totalmente de surpresa.
Resgatarmos nossa conexão com o globo é um ótimo primeiro passo, que precisa ser acelerado se quisermos diminuir o baque que nos aguarda. Aqueles que ficam dependendo apenas dos grandes meios de comunicação estão fadados à sucumbir com eles, enfeitiçados demais com o brilho emanado, cegos por ele. Mas existem os que estão vendo a onda já à algum tempo, e que já tem seus barcos, e até navios, prontos para irem onde a maré lhes levar, conscientes do seu papel no mundo.
:-)

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Armas do futuro

Sem educação e um sistema que nos suporte com abundância, que não se preocupe com contribuições feitas ou a utilidade de uma pessoa na comunidade, continuaremos com armas para nos preocupar. Estejam elas nas mãos de toda população ou somente do exército e da polícia, sejam elas de fogo ou brancas, criadas à séculos ou recentemente, elas estarão entre nós, aumentando a barreira construída por nossos antepassados em um período de escassez e egoísmo. Um obstáculo que já transpomos tecnologicamente, mas que socialmente ainda não aceitamos sua implementação por ganância e comodidade.
As escolhas que fazemos diariamente tem grande influência no rumo que a sociedade segue, embora somos levados a acreditar que isto não acontece. Se cada indivíduo tivesse consciência do poder que tem em mãos, dificilmente teríamos que nos preocupar com questões que já deveriam ter sido respondidas à tempos, de forma pacífica e definitiva. À cada passo que damos sem ter consciência, alguém toma a decisão por nós, e consegue manipular toda uma realidade com isto, em alguns casos indo contra nossa própria vontade.
Precisamos acordar para as questões que realmente interessam, não tendo medo de fazer as perguntas e sendo persistentes para encontrar as respostas. Não podemos nos satisfazer enquanto não entendermos completamente como o mundo funciona, e precisamos ter uma mente aberta para nos adaptarmos à medida que fazemos novas descobertas. Caso contrário, iremos chegar à um ponto onde armas não serão mais o problema, pois já terão sido todas usadas.
:-)

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Armas Brancas


Com casos como o da Inglaterra para ilustrar, onde a venda de armas de fogo é proibida para civis, podemos observar que, quando existe a necessidade, a criatividade entra em ação para suprir a demanda. Por lá, casos em que armas de ar comprimido foram modificados para serem letais não pararam de crescer, mesmo com o aumento da idade para compra destes artefatos. Nos últimos anos, o que mais se via nos noticiários eram os episódios onde facas de cozinha estavam sendo utilizadas no lugar das proibidas armas de fogo, e estas agora estavam sendo alvo de conversas sobre a restrição de vendas.
Pode-se concluir com experiências como esta que, enquanto tivermos um sistema exclusivo, que cria “criminosos” diariamente, marginalizando aqueles que não fazem parte do grupo consumidor, podemos banir até os dentes da boca, pois eles serão utilizados de forma letal se forem o único meio de sustento dessas pessoas. Quem transforma uma ferramenta em uma ameaça à vida é o próprio ser humano, não o objeto inanimado, e por conta disto precisamos entender o funcionamento de nossa mente e colocar em contraste com o funcionamento de nossa sociedade. Ter milhares de propagandas bombardeando-nos a todo instante com conceitos do que deveríamos ter, como deveríamos agir, e como deveríamos ser e não esperar o crescimento da inveja acaba se tornando irracional; da mesma forma, não damos educação, saúde ou moradia de qualidade para os menos favorecidos, e temos a ousadia de achar que é falha deles não entrar no mercado de trabalho; e ainda pior, unimos a inveja gerada pela propaganda com os salários risórios dos empregos mais básicos, e nos questionamos o porque existe um aumento no tráfico e consumo de drogas.
Enquanto não acharmos as respostas para as perguntas mais relevantes que guiam nossa sociedade, continuaremos a utilizar soluções arcaicas que já provaram inúmeras vezes suas ineficiência e ineficácia. Todo cidadão precisa aprender sobre isto e transformar seu estilo de vida para que, assim, a comunidade em que vive acabe se modificando também, mudando a realidade em que vivemos. Enquanto não estendermos a mão para os necessitados que estão em nossa calçada, iremos continuar estendendo a carteira e outros bens para aqueles que não encontram outra alternativa.
:-)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Governo X População


Por ter o comando do exército e da polícia, o governo detém o monopólio da força bruta, e faz uso dele da forma que bem entender, principalmente por ser aquele que cria e modifica as leis. No caso de existir alguma disparidade entre a população e aqueles que deveriam representá-la, o cidadão tem mais chances de se ver marginalizado do que amparado, e tem poucos recursos à qual recorrer. Sem a ajuda daqueles que deveriam estar do seu lado, o resto da nação irá optar por se submeter à uma vontade contrária à sua, ou firmar seu pé e se impor.
Ambas as alternativas tem suas consequências, e em qualquer que seja o caso, ele irá transformar o país e seus habitantes, retirando a inocência que outrora nublava sua visão. A confiança do povo em si mesmo também passará por uma metamorfose, que definirá a geração atual. Ela pode sair tanto mais forte quanto mais fraca, dependendo de muitas variáveis, que vão desde a união da população até a aceitação de membros das forças armadas de ordens contra o povo que juraram defender.
Em casos como este se ouve muito falar em “golpe de estado”, “inimigos da democracia” ou, mais popular em nossos dias, “terroristas”, quando estas expressões, por sua definição, acabam justamente se encaixando no próprio governo. Quando a grande mídia deixa os interesses do povo de lado, deixando de ser a sua voz, como acontece em vários países europeus atualmente, a única saída que a massa encontra é de gritar mais alto. Esta, ao se unir, acaba descobrindo que certas estruturas que viam como básicas, se tornam obsoletas e vistas como obstáculos a serem ultrapassados.
:-)

terça-feira, 19 de julho de 2011

A lógica da proibição

Partindo do ponto de vista do desarmamento voluntário, podemos constatar que apenas o cidadão comum irá participar de tal ato. Aquele que já está marginalizado pela sociedade, e que encontra no uso da arma o seu ganha-pão, dificilmente irá dispor do seu único meio de sustento em troca de uma remuneração mais baixa do que aquela que ele tira em seu dia-a-dia. Como o governo oferece apenas uma quantia fixa, sem oferecer outros programas de inclusão deste indivíduo na força de trabalho, as chances são ainda menores de algum “bandido” se desfazer de seu utensílio de trabalho.
Supondo que tivêssemos uma proibição, novamente iríamos ver apenas o cidadão comum sendo afetado pela lei, deixando o marginalizado de fora. Este não deixará de conseguir seu armamento no mercado negro, que tenderá a crescer com a demanda criada pela proibição. É isto que acontece com as músicas e filmes piratas, drogas e demais aspectos de consumo da sociedade que a legalidade falha em atender, e não será diferente com as armas.
Enquanto mantivermos um sistema econômico que tende a marginalizar as pessoas, baseado mais em chances do que oportunidades, não resolveremos o problema da violência. Uma proibição apenas irá aumentar o mercado alternativo, seja ele internacional ou interno, e irá levar mais pessoas para a ilegalidade. Sem educação e sem estrutura social para tratar de seus cidadãos, o estado cada vez mais mostra seu despreparo em lidar com as questões sérias, se preocupando em ficar eternamente tapando buracos para benefício próprio.
:-)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Armas

Novamente o governo brasileiro volta com a questão do desarmamento da população, mesmo após um plebiscito que rejeitou sua proibição em 2005. Em uma sociedade justa, igualitária e educada, a pergunta da proibição das armas não seria feita, mas como estamos longe disto, ela reaparece. A população irá passar mais uma vez pela mira da propaganda, tanto do lado armamentista quanto do proibicionista.
As distorções dos dados que aparecerão em ambos os lados irão, como da outra vez, passar longe das perguntas relevantes, pois seu único objetivo é o de conseguirem mais votos. Rios de dinheiro, que poderiam ser melhor utilizados em projetos sociais, inundarão empresas de publicidade, ilustrando ainda mais o descaso com a real causa do problema. Novamente, tentaremos tratar dos sintomas, na esperança de que esta resposta seja a final, e que os resultados sejam os esperados.
Sem abordarmos a base do que causa a violência em nossa sociedade, questões como esta acabam sendo irrelevantes no que se refere à segurança pública. Assim sendo, a conclusão que se chega é a de que existem outros motivos para trazê-la de volta à tona, escondidos da população para ganho próprio. Com as informações que temos hoje em dia, podemos dar uma resposta mais definitiva à esta e outras questões.
:-)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Pensamento Livre

Nossa própria imaginação tem seus limites, pois ela projeta somente aquilo que conhecemos de diferentes modos. Por exemplo, os antigos egípcios, que ficavam apenas ao redor do Rio Nilo e tiravam seu sustento de acordo com as cheias dele, nunca tinham imaginado que a água pudesse vir do céu, pois não tinham o conhecimento de chuvas. Se ficamos em apenas um local, conhecendo um tipo de indivíduos, com uma cultura e linguagem específicas, ficamos limitados à estas condições.
À medida que vamos aumentando as informações que temos sobre o universo e nosso lugar nele, aumentamos os relacionamentos que nossa mente faz com os dados, e criamos novas realidades em nossa cabeça. Assim podemos construir outros estilos de vida, suprindo as deficiências do que já temos enquanto incrementa os benefícios que já colhemos. Por mais avançada que seja a tecnologia que utilizamos, ela de nada serve se não for distribuida para o uso de outros, que podem fazer novas ligações, renovando as possibilidades que não vemos.
Ao descobrirmos mais sobre o ambiente em que estamos, nosso estilo de vida e nossas ferramentas, podemos observar que estamos conectados em níveis que, às vezes, não compreendemos. Ao tentarmos influenciar nossos arredores, precisamos ter a consciência de criar utensílios que levem em conta estas conexões, ampliando elas, e não destruindo-as. Sem elas, acabamos isolados de nosso planeta, presos em um deserto infinito, achando que ter liberdade é poder vagar pela desolação que criamos.
:-)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Liberdade de expressão?


Nossa noção sobre liberdade é tão subjetiva que implicar sua existência em uma linguagem igualmente aberta à interpretações acaba sendo como tentar referenciar uma simples gota em algum oceano. O termo “liberdade de expressão” se dispersa em nossas mentes, criando ilusões que acabam distorcendo a realidade, e que acabam trazendo ainda mais conflitos para nossas vidas. Nossa imaginação acaba tomando conta, deixando a lógica em segundo plano e colocando em risco nossa convivência.
Enquanto existem aqueles que brigam pelo direito de falar o que pensam sobre política, também existem os que querem fazer piadas de certas religiões, classes ou raças. Nossa mente, em certos casos, acaba sendo tomada pelo calor de nossos sentimentos, deixando a fria realidade apenas para mostrar as consequências que não vimos antes. São brigas desnecessárias, criadas pela confusão de ter uma linguagem subjetiva, aliada à uma idéia mal definida.
Constantemente corremos o risco de sermos mal interpretados, por menor que seja a expressão que usamos. Ao unirmos este fato com um conceito amplo o suficiente para significar que podemos inflingir dor em alguém, precisamos redobrar nossa atenção com seu uso e, principalmente, a perseguição de seu objetivo. Sem este cuidado, podemos acabar cavando nossa própria cova, e notando somente quando já estão jogando terra para nos cobrir.
:-)

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A prisão que nos cerca


Enquanto o conceito de liberdade é inatingível, existem certas correntes que nos prendem e que podem ser removidas, redefinindo limites que nos mantém andando em círculos constantemente. O sistema social vigente atua é o maior exemplo disto, pois ele nos cerca em àreas sem necessidade, apenas para o benefício de uma minoria da população. Com ele, é preciso dedicar a maior parte de nosso tempo para seu sustento, nos impedindo de encontrar nosso verdadeiro lugar na natureza, mantendo uma ilusão baseada em mentiras e desentendimentos.
A economia que criamos não permite que ninguém sobreviva sem dar algo em troca primeiro, retirando o direito à vida que todos deveríamos ter. Sem dinheiro, não é possível conseguir comida, água ou abrigo, pois todas estas necessidades básicas estão privatizadas e são constantemente vigiadas. Mesmo que alguém consiga um pedaço de terra, ainda é preciso pagar impostos por ela, criando a obrigatoriedade de entrar neste sistema.
Além disto, os bens gerados atualmente já tem um tempo de vida pré-estipulado, pois é necessário que eles quebrem e se tornem obsoletos o mais rápido possível, para manter o consumo funcionando. Produtos com duração mínima de 100 anos e com funcionalidade máxima não representam um real lucro, e são, portanto, contra o objetivo que temos hoje. Com um tipo diferente de economia poderíamos remover essas amarras, criando formas abundantes de nos sustentar, deixando tempo livre para as questões relevantes, que ficaram em segundo plano em nossos dias.
:-)

terça-feira, 12 de julho de 2011

O que é liberdade


O conceito mais comum de liberdade remete à autonomia, à independência do ser humano. Este significado nos é vendido na esperança de que não utilizemos a lógica para analisá-lo, pois apela diretamente para nossos instintos e sentimentos. Nossa vontade primordial é a de nos vermos livres, pois imaginamos que assim nascemos, e assim devemos morrer.
Mas já ao nascer, somos nomeados e uma identidade é imposta, juntamente com uma linguagem e uma cultura, particulares de nossa família. Ao crescermos um pouco, somos inseridos mais profundamente em uma comunidade, com suas supertições e hábitos, na qual precisamos nos encaixar para sermos aceitos. Um pouco mais adiante, acabamos aceitando as regras que nos são empurradas, pois passamos a entender que obedecê-las é a única forma de sobrevivência neste mundo.
Por mais que nos libertemos da sociedade e de suas leis, ainda existem aquelas da natureza, que acabam provando que não existe algo como a independência do ser humano, ou sua autonomia. Ele sempre será dependente do ambiente ao seu redor, aprendendo e se adaptando à ele. E por viver em comunidades, podemos encontrar meios de tornar nossa convivência mais amigável, ao contrário de tentar, futilmente, nos libertarmos de nossos vizinhos.
:-)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Liberdade

Usada como o carro-chefe da propaganda do sistema democrático, a liberdade é uma palavra que nos faz sonhar, nos levando a realidades utópicas, diferentes das que vivemos em nosso dia-a-dia. Ela nos passa uma sensação de esperança, servindo de combustível para que lutemos contra as forças que nos aprisionam, sejam elas quais forem. Sua falta nos deixa angustiados, pois consideramos que nascemos livres, e que devemos manter esta característica por toda nosso tempo neste planeta.
Nosso entendimento sobre esta palavra, no entanto, não é claro o suficiente ao ponto de explicar o ponto exato onde devemos chegar, e quais as consequências de alcançar tal objetivo, com nossa compreensão atual. Sem uma definição mais específica sobre o que ela é, acabamos ficando como o termo, quando procuramos por ele: vagando sem rumo, em busca de um significado definido. Por não conceber o que realmente quer dizer ter liberdade, acabamos sendo consumidores de qualquer um que diz vendê-la.
Talvez, se tivêssemos uma maior noção dela, saberíamos o que realmente perseguir, parando de correr em círculos, como se caçando nosso próprio rabo. Até, quem sabe, pararíamos de correr atrás de uma cenoura que nunca ficará ao nosso alcance. Ao menos não enquanto não abrirmos nossa cabeça para o mundo ao nosso redor, aumentando nossa sabedoria para alcançar patamares impossíveis com a mentalidade atual.
:-)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Planejamento Social


Os maiores problemas que existem no mundo não são relativos à indivíduos específicos, mas a toda a espécie humana. Apenas quando conseguirmos satisfazer as necessidades básicas de todas as pessoas é que iremos ver índices de violência e crimes diminuirem de forma significativa. Os recursos para alcançar tal objetivo existem, mas devido ao que chamamos de “economia”, eles tem sido desperdiçados em quantias cada vez maiores apenas para aumentar o lucro de poucos.
Em ordem de mudar este sistema, é preciso notar que todas as vidas no planeta estão conectadas, e que dependemos uns dos outros em graus que, às vezes, nem imaginamos que existem. Seremos capazes de alcançar nossa liberdade individual apenas quando estivermos livres como espécie, da prisão que nós mesmos criamos em tempos passados. Uma cadeia construída com pedras de ignorância e ganância, em uma época onde este era o único material abundante e de fácil extração.
Atualmente, entretanto, estamos cada vez mais armados com as ferramentas para derrubar esta barreira que existe entre nós. Nossos antepassados conseguiram retirar os grilhões físicos que nos prendiam, e é nossa vez de fazer o mesmo com os virtuais, aqueles que os olhos de nosso corpo não conseguem ver. É hora de re-descobrirmos antigas habilidades, adormecidas e esquecidas, e utilizá-las na construção de uma nova era para nossa espécie.
:-)

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Saindo da inércia


Saber qual seu destino e ter a trajetória em vista é um ótimo passo, mas ele continua sendo apenas virtual enquanto não o colocarmos em prática. E justamente nesta fase de transformação é quando nossa mente acaba se voltando contra nós, pois seu principal meio de defesa é nos manter em território conhecido e evitando novidades. Materializar uma idéia é uma das tarefas mais difíceis que se conhece, pois lutamos principalmente contra nossa própria cabeça.
Como pesquisar em uma biblioteca fechada fica difícil, precisamos aprender a abrir nossa visão para possíveis portas, pois elas podem aparecer de onde menos se espera. Podem ser o início que esperávamos para nosso caminho ou um trajeto alternativo, com uns desvios no início que nos levem ao mesmo lugar com uma sabedoria diferente. Descartar tais oportunidades podem ser pior do que tomá-las, pois como nosso cérebro prefere manter o corpo no comodismo por segurança, podemos estar perdendo a chance de uma vida.
Dizem que somos o que comemos, mas não é apenas isto, somos o que fazemos também, já que nossos atos irão definir como o mundo nos vê, e consequentemente, como nos tratará. Depende de cada um a posição que irá tomar de acordo com as dificuldades que enfrenta, já que as maiores limitações são impostas por nossa própria cabeça. Uma vez que conseguimos perceber isto, perdemos o maior peso que nos segura, e criamos a habilidade de voar para onde tivermos vontade.
:-)

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Traçando o plano


Quando desejamos um certo tipo de carro, talvez nossa vontade não seja o veículo em si, mas as comodidades que ele oferece como transporte. O mesmo pode ser visto em outros produtos, onde somos guiados à acreditar que queremos o glamour imbutido em seu consumo, quando na verdade é a praticidade que nos atrai. Saber esta diferença é essencial quando analisamos qual nosso real objetivo e que caminho devemos seguir para alcançá-lo.
Mas desejos materiais são apenas a menor parte do processo, pois satisfazê-las serve para dar suporte ao nosso corpo neste planeta, o que pode ser entendido como a ponta do iceberg. A outra grande parte, que está submergida, e que algumas pessoas não notam, é o que satisfaz nosso espírito. Enquanto não encontrarmos sua vontade para conseguirmos adestrá-la, podemos consumir todo o planeta que não apaziguaremos sua sede.
A maior diferença entre o ser humano e outras espécies é nossa capacidade de criação, que vai justamente contra a sociedade de consumo extremo que criamos ao longo do tempo. À medida que as pessoas vão acordando para este fato, nossa realidade muda para se ajustar às nossas novas mentalidades e rotinas. Assim, vamos descobrindo também que temos mais poder do que imaginamos, inclusive o de mudar o planeta inteiro.
:-)

terça-feira, 5 de julho de 2011

Planejamento Pessoal


O primeiro passo antes de se conseguir mudar o mundo é tomar as rédeas do seu próprio destino e mudar sua própria mentalidade e vida. Por não sabermos dos fatos, somos facilmente manipulados, e acabamos escravos de nossas próprias criações. Precisamos, portanto, dedicar mais do nosso tempo à procura das reais repercursões de nossos atos, deixando de lado as ilusões da propaganda.
Informados, temos maior consciência do mundo ao nosso redor, do que realmente queremos e do que nos é empurrado por conveniência. De posse destes dados, temos mais capacidade de traçar nossos objetivos e, principalmente, de alcançá-los. As nuvens em nosso caminho começam a desaparecer, e conseguimos enxergar mais adiante na estrada, evitando surpresas que antes poderiam nos prejudicar enormemente.
Saber o que realmente se deseja, despindo-se completamente das influências externas, é uma tarefa complicada, e o ponto mais crucial da jornada de uma pessoa. Enquanto ela seguir um sonho que não é seu, ela seguirá passos de outros e verá apenas o que eles permitirem que veja. Mas se seguir sua verdadeira vocação, não existem limites para o que pode alcançar e onde conseguirá ir, por mais que a propaganda proclame o contrário.
:-)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Planejamento


Algumas pessoas reclamam de que, apesar das promessas feitas a cada dois anos, nossa sociedade continua seguindo seu rumo sem uma forma definida de planejamento. A repetição de atos do passado, com esperança de que os resultados sejam diferentes, já foi definida como insanidade, e, ainda assim, continuamos a utilizá-las em nosso dia-a-dia. O que falta notarmos é de que talvez exista sim, um plano, mas ele não tem o mesmo objetivo da população, apesar de ter sido criado por ela.
Atualmente, seguimos os planos da economia, que mesmo sem querermos admitir, é responsável pelo desemprego, fome, certas segregações e, consequentemente, violência. Por causa dela, temos limiações ilusórias, que apenas servem para nos controlar, enquanto nos alimentam imagens de liberdade. O que alguns não observam é que ela foi criada por pessoas, e so se mantém enquanto elas quiserem.
Com esta vantagem sobre o sistema, podemos facilmente mudar o destino de nossa sociedade, independente de quem esteja no governo e da política usada. Precisamos nos conscientizar de que juntos podemos transformar o mundo no que quisermos que ele seja, pois existe conhecimento e recursos para tal. Os velhos costumes irão lutar para não sumirem, mas com união e compreensão, este será seu fim.
:-)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Paradigma Monetário


Talvez o maior paradigma que estejamos acostumados, por ele ser visto justamente como a cola que une as pessoas, como o meio-termo entre o barbarismo e o pacifismo, como o motivador de se levantar da cama de manhã; é o monetário. Quando são sugeridas alternativas, a primeira coisa que aparece em nossas mentes é a volta a um primitivo costume, que na realidade não difere em nada do que temos atualmente, pois se usamos papel-moeda, sal, conchas, ouro ou digitos virtuais, acabamos sempre no escambo.E por mais que se pregue que este é um tipo de economia, as consequências de seu uso podem ser vistas claramente no que estamos fazendo com o planeta, transformando-a em uma anti-econômia.
Quando foi criado o sistema de trocas, no período de escassez de informações, pensava-se que era um sistema em que todos os participantes sairiam ganhando e satisfeitos, mas com o tempo se notou que é uma situação de ganho-perda, onde um lado sempre irá sair perdendo. Notamos isto mais claramente quando vemos que à medida que a quantia de dinheiro aumenta no mundo, proporcionalmente aumenta o número de pessoas vivendo na miséria, já que a concentração dele vira privilégio de uma diminuta classe. Outro ponto que podemos observar com esta prática é a segregação causada por ela, onde acabamos nos dividindo em classes que preferem culpar umas as outras pela situação mundial, sem cogitar a remoção desta barreira para o trabalho conjunto.
Com um sistema "econômico" que prega a competição e não a união, dificultamos nosso próprio caminho, ficando mais preocupados com os concorrentes do que com o trajeto que estamos fazendo. Como somos todos parte do mesmo planeta, da mesma biodiversidade, do mesmo organismo global, deveríamos ao menos considerar outros estilos de vida, que reflitam esta integração e que permitam que ela floresça e cresça. Temos as condições para isto, e quanto antes arregaçarmos as mangas para por em prática, antes veremos feito.
:-)