Antes mesmo de descobrirmos a agricultura, já havíamos criado um conceito de propriedade privada. Lanças e peles eram tão valiosas que carregavámos para todo lugar, pois éramos incapazes ainda de saber como criar as condições de criar comida e nos aquecer. Dependíamos muito destes artifícios, e fomos passando isto para as novas gerações, que foram dando sua contribuição para a lista de materiais que precisávamos para sobreviver, aumentando-a. Isto se tornou ainda mais evidente quando descobrimos o fogo e, principalmente, a agricultura.
Quando deixamos de ser nômades e descobrimos como criar nosso próprio alimento, apesar de termos as condições, não abrimos mão do que agora produzíamos mais facilmente. Seja por qual motivo for, continuamos acumulando bens, ainda mais que agora tínhamos uma moradia fixa onde podíamos estocar e defender, se necessário. Assim, o conceito de produção já nasceu sendo relacionado com a propriedade privada, criando problemas que enfrentamos até hoje. Além da desigualdade social, passamos a conhecer um outro tipo de escassez, que não era mais real, mas fabricada. Com recursos escassos valendo mais, aqueles que controlavam estoques de comida e água passaram a ver mais motivos em restringir o acesso do que liberar, em ordem de aumentar o poder que tinham nas comunidades.
Mesmo passando por diversas revoluções e modernizações, raramente paramos para se perguntar se realmente este é a resposta mais adequada para o problema. Por simplesmente aceitar o que nos é passado, não notamos que muito dos aspectos que temos medo ou não gostamos no mundo são frutos de nosso próprio estilo de vida. Acumulação de bens por parte de algumas poucas pessoas não é sábio nem prático, e apesar disto, mantemos esta mentalidade diariamente. Por sermos instruídos e adestrados nesta direção desde nossos primeiros passos, o medo de perder o que levamos anos para acumular se torna mais forte, nos impedindo de nos mexermos.
Mesmo passando por diversas revoluções e modernizações, raramente paramos para se perguntar se realmente este é a resposta mais adequada para o problema. Por simplesmente aceitar o que nos é passado, não notamos que muito dos aspectos que temos medo ou não gostamos no mundo são frutos de nosso próprio estilo de vida. Acumulação de bens por parte de algumas poucas pessoas não é sábio nem prático, e apesar disto, mantemos esta mentalidade diariamente. Por sermos instruídos e adestrados nesta direção desde nossos primeiros passos, o medo de perder o que levamos anos para acumular se torna mais forte, nos impedindo de nos mexermos.
Esta prática, agora que temos mais tecnologia e informação do que no passado, cria barreiras ainda maiores para o melhoramento de nossa sociedade. Apenas o fato de que precisamos fazer uma troca quando temos alguma necessidade, limita nossas opções, cortando aquelas que poderiam solucionar muitas questões. Além disto, nos sobrecarregamos com utensílios que foram utéis em um curto período de nossa vida, mas que continuam nela mesmo sem ter mais motivo. Ao libertarmos nossas propriedades para o mundo, estaremos fazendo o mesmo conosco, abrindo nossa mente para novas idéias e metodologias. Se quanto menos dependentes, mais livres somos, talvez assim consigamos dar o primeiro passo em direção à uma verdadeira liberdade, começando com o que usamos em nosso dia-a-dia.
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