Apesar de todas as diferenças, uma das coisas que todas religiões, e até ateístas, concordam, é que desta vida nada se leva, ao menos na parte material. É irônico vermos, então, o aumento no acumulo de bens durante nossas vidas. Começamos juntando aqueles que nos fazem sentir melhor, até chegarmos ao ponto culminante, onde o ato de adquirir, em si, se torna uma obcessão. Inclusive mudamos certas nomenclaturas para que elas possam ser passíveis de coleta, forçando algumas pessoas que antes aproveitavam um recurso da natureza de graça, à agora comprarem um bem processado.
Assim como os senhores feudais fizerem com terrenos, proclamando sua posse até onde conseguiam ver, banindo os nativos que antes viviam livremente por lá, agora grandes empresas fazem o mesmo com a água. Em algumas regiões do planeta, o simples ato de coletar a água da chuva para seu próprio sustento passou a ser visto como um ato criminoso, assim como construir cisternas e lagos artificiais para o mesmo fim. Essas pessoas, que antes tinham a liberdade de ver a natureza como um recurso e direito de todos, estão sendo forçadas a tomar uma nova postura, passando a pagar por um produto que nem sempre é mais saudável.
Além disto, acumulamos bens materiais pelo simples motivo de tê-los. Assim, transformamos nossas próprias casas em armazéns, cheios de objetos que nem sempre utilizamos, e que poderiam muito bem estar em algum centro público, disponível para todos, economizando recursos do planeta. Mas nossa mentalidade de posse mostra que nos importamos mais com objetos em si do que com as relações que ele pode trazer ao compartilharmos. Nossa visão é tão curta que, além de não ver muito para frente no futuro, não conseguimos observar nem os nossos aredores. Preferimos deixar nosso vizinho passando fome do que compartilhar com ele nossos bens.
Enquanto mantivermos essa mentalidade de um senhor feudal, vamos continuar vivendo como um: dentro de um monte de pedras, chamando de castelo, com medo de sair sem cavaleiros, suspeitos de que vamos ser roubados a todo momento, tendo desafetos por todos os lados, e vivendo a ilusão de que somos livres, e pior, deuses. Apenas alcançaremos nossa verdadeira divindade quando soubermos compartilhar, pois somente assim seremos capazes de criar as condições para que vida floresça ao nosso redor.
:-)
Assim como os senhores feudais fizerem com terrenos, proclamando sua posse até onde conseguiam ver, banindo os nativos que antes viviam livremente por lá, agora grandes empresas fazem o mesmo com a água. Em algumas regiões do planeta, o simples ato de coletar a água da chuva para seu próprio sustento passou a ser visto como um ato criminoso, assim como construir cisternas e lagos artificiais para o mesmo fim. Essas pessoas, que antes tinham a liberdade de ver a natureza como um recurso e direito de todos, estão sendo forçadas a tomar uma nova postura, passando a pagar por um produto que nem sempre é mais saudável.
Além disto, acumulamos bens materiais pelo simples motivo de tê-los. Assim, transformamos nossas próprias casas em armazéns, cheios de objetos que nem sempre utilizamos, e que poderiam muito bem estar em algum centro público, disponível para todos, economizando recursos do planeta. Mas nossa mentalidade de posse mostra que nos importamos mais com objetos em si do que com as relações que ele pode trazer ao compartilharmos. Nossa visão é tão curta que, além de não ver muito para frente no futuro, não conseguimos observar nem os nossos aredores. Preferimos deixar nosso vizinho passando fome do que compartilhar com ele nossos bens.
Enquanto mantivermos essa mentalidade de um senhor feudal, vamos continuar vivendo como um: dentro de um monte de pedras, chamando de castelo, com medo de sair sem cavaleiros, suspeitos de que vamos ser roubados a todo momento, tendo desafetos por todos os lados, e vivendo a ilusão de que somos livres, e pior, deuses. Apenas alcançaremos nossa verdadeira divindade quando soubermos compartilhar, pois somente assim seremos capazes de criar as condições para que vida floresça ao nosso redor.
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