quinta-feira, 8 de julho de 2010

Nossa Segurança

Não é curioso como as vezes nossas soluções vão exatamente contra o que queremos fazer? Talvez por não termos informações suficientes, talvez por não percebermos isto no momento, o fato de que, às vezes, pioramos nossa situação ao tentar resolvê-la, permanece. Em alguns destes casos, entretanto, conseguimos nos recuperar ao perceber o erro e mudar. Em outros, infelizmente, seguimos o conceito de insanidade dado por Einstein. Um exemplo perfeito é justamente no que diz respeito à segurança.
Sem informação como temos hoje, nossos antepassados viam o que era diferente como algo ruim e perigoso, e preferiam se distanciar do que tentar conhecer. Por isso exploradores, durante nossa história, foram sempre celebrados. Eles tinham a consciência de se integrar com o que não conheciam, até conseguirem traduzir para nossa linguagem o que era, fazendo com que nosso medo sumisse. Mas incrivelmente, apesar de sempre aplaudir esse tipo de pessoa, dificilmente seguimos seu estilo de vida. Podemos ver isto na quantidade de cercas e grades que colocamos ao redor de nossas casas, e da quantidade de seguranças, policiais e soldados que temos em nosso meio.
Continuar na roda da competição, onde vemos outras pessoas como rivais, nos melhores casos, é insustentável, pois causa atritos desnecessários em nossos relacionamentos. As pessoas ao nosso redor, desde nossa casa, até o emprego, passando por taxistas e motoristas, cozinheiros e caixas, estão todos ligados à nós, em maior ou menor nível. Se podemos aprender algo com a natureza, é que tudo precisa se completar para existir equilíbrio. Em nossa ânsia para acabar com os predadores e tornarmos o mundo mais justo e seguro, estamos fazendo justamente o contrário, nos tornando os predadores e destruidores. Até mesmo o centro de segurança com que nos acostumamos, nossos empregos, nada mais são do que locais de abate, onde somos iludidos pelo sistema de que somos necessários, até termos nossa vida sugada e não precisarem mais de nós.
Enquanto continuarmos nos segregando de outros, afastando-os e tomando o que tem de valor, não podemos esperar outro tipo de comportamento além de retaliação. É necessário parar de correr na roda da competição e notar que, ao ajudar outras pessoas a fazer o mesmo, iremos muito mais longe cooperando uns com os outros. Podemos deixar a competição para quadras, campos, pistas e locais do genero, que é o lugar à que pertencem.
:-)

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