quarta-feira, 14 de julho de 2010

Economia baseada em Dinheiro

No começo eram conchas ou sal. Logo, materiais mais leves que pudessem servir de padrão para o antigo sistema de trocas surgiram de todos os lados, e eram os mais variados. Mas como muitos deles eram comuns, e qualquer um poderia se tornar um milionário facilmente, o consenso geral foi de dificultar a vida para todos e utilizar um material raro. Assim, o ouro e a prata logo se tornaram a primeira forma de dinheiro conhecida no mundo. Mas ainda assim eram materiais pesados para ficarmos levando de um lado para o outro. Pela necessidade de ter algo mais leve, surgiu os banqueiros.
Banqueiros nada mais eram do que guardiões da fortuna das pessoas, responsáveis por manter seus preciosos pertences seguros em troca de uma quantia. Com as pessoas preferindo seus "vales" para realizar as transações, o dinheiro real acabou ficando nos bancos, parado. A necessidade de ter constantes lucros para melhorar o padrão de vida, junto com a oportunidade de todo aquele montante sem utilização acabou criando os empréstimos, onde banqueiros cediam um montante, tendo como garantia a devolução total mais uma taxa pelos seus serviços. A regra se tornou, então, realizar um máximo de empréstimos com uma pequena porcentagem do ouro existente nos cofres, para o caso de muitas pessoas resolverem tirar tudo o que tinham de uma vez.
Quando, no século 20, o papel foi desatrelado do metal, não era mais necessário ter ouro, ou prata, para se fazer empréstimo de dinheiro. Desde então, tem-se imprimido cada vez mais notas para suprir a demanda. Algumas pessoas começaram a atribuir o desenvolvimento ao crescimento da "economia", mas raros virão que os recursos que antes eram proibidos ou difíceis de se conseguir, agora estavam se tornando mais acessíveis. Por ser uma evolução do sistema de trocas, o monetário ajudava nesta questão, mas não tardou para que ele passasse a ser parte do problema, ao invés da solução.
Com o crescimento tecnológico, passamos a produzir cada vez mais com cada vez menos horas trabalhadas. Em um sistema onde é necessário criar bens constantemente para que se possa sobreviver, a massa de pessoas que está perdendo o emprego por causa de máquinas aumenta constantemente. E sem o único método de sobrevivência que conheceram desde que nasceram, quando a necessidade aparecer, irão procurar as alternativas que são anunciadas diariamente na mídia. Além disto, outros problemas sociais criados pelo sistema, como destruição do ambiente e guerras, irão crescer proporcionalmente.
Se está realmente chegando a hora de uma nova atualização do sistema, ou de uma alternativa à ele, dependerá do que aprendemos até hoje. Apesar de termos inúmeros caminhos para seguir, dois lados estão se destacando cada vez mais. Ou tentamos novamente concertar a antiga metologia, e continuar com uma base de trocas, ou tentamos algo completamente novo, e mudamos radicalmente a maneira como nos relacionamos com nossa produção. Depende de cada pessoa escolher o que melhor lhe serve, com as informações que tem disponível.
:-)

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