segunda-feira, 26 de julho de 2010

Propriedade

De toda a herança passada por nossos antepassados, talvez nenhuma outra influencie tanto nossos dias quanto o conceito de propriedade. Dele nasceu muito dos pilares da nossa sociedade, como a democracia e o capitalismo. No entanto, quando a definição foi criada, o conhecimento sobre o mundo em geral era restrito. Naqueles dias, a escassez era uma realidade, principalmente por nossos ancestrais não terem tecnologia e um entendimento de como o mundo natural funcionava. Sem informações básicas de como guardar água e plantar, o apego a certas ferramentas se acentuou, pois elas facilitavam tarefas diárias.
Com o passar do tempo, entretanto, fizemos diversas atualizações nos utensílios que usamos para sobreviver. Deixamos lanças e pedras de lado, preferindo lápis e caneta, e mais tarde trocando-os por computadores. Também deixamos de andar a pé, fazendo uso de animais antes de descobrir como construir máquinas que nos transportassem. Mas no meio de todas estas mudanças, esquecemos de modernizar nossos conceitos, de adapta-los para a nova realidade criada com tantas informações novas.
Já sabemos que o mundo não é plano ou infinito, que a Terra não é o centro do universo e que os únicos monstros que existem são aqueles que nos mesmos criamos. Parece lógico, então, que revisemos o que nos é passado, para que não fiquemos presos à um estilo de vida que não condiz com nossa nova realidade. E ao fazermos esta análise, precisamos procurar principalmente por uma razão de tal comportamento existir, sob pena de nos mantermos presos sem motivo. Se notarmos que tal aspecto não é mais necessário em nossas vidas, poderemos dedicar o tempo que antes utilizávamos para ele em algo mais construtivo ou relaxante. Sem o estresse de tentar manter um estilo de vida de milhares de anos atrás em sincronia com a modernidade tecnológica que temos. Até mesmo nossa sanidade pode melhorar.
:-)

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