sexta-feira, 25 de junho de 2010

Afinal, quem é você?

Esta é uma pergunta que raramente nos fazemos, mas que tem um peso tremendo em nossas vidas quando começamos a trilhar o caminho para achar sua resposta. Certos aspectos que pensamos definir quem somos, mostram que, sob certas perspectivas, são apenas reações ao meio em que nos encontramos. Desde que nascemos somos influênciados a nos tornarmos parte de uma cultura, e por nossos corpos terem uma espécie de piloto automático, as vezes sentamos descansados no banco do carona, sem notar que podemos pegar a direção à qualquer momento. E não o fazemos por não termos idéia de quem somos e de nossa real capacidade.
No momento que conseguimos parar para analisar nossa própria pessoa e descascar as camadas que temos nos cobrindo, vemos que não somos uma instituição, uma escolha, um instante ou uma cultura. Essas são camadas colocadas sobre nós por pessoas com menos informações do que temos hoje, e que as criaram como uma forma de facilitar a interação entre elas. Mas com os dados que temos hoje em dia, notamos que, além de não ser nada disto, também não somos nem nossos próprios corpos, pois podemos modelá-los à nosso bel prazer para se tornar o que queremos. Eles são mais uma ferramenta que temos nesta realidade para nos ajudar a investigar este universo, e nos definir baseados neles é o mesmo que querer adivinhar quem é o motorista de um automóvel apenas olhando para a carroceria e o modo como dirige. Pode ser um humano, uma animal bem treinado ou um computador sofisticado. Mas não saberemos com certeza até abrirmos a porta e olharmos para dentro do veículo.
Existem muitas teorias sobre quem somos na realidade, e cada um tem a oportunidade de formular sua própria, baseada nas informações que tem. Talvez somos criaturas diferentes por trás de todas estas camadas, talvez somos as mesmas. Ou talvez, somos apenas sentidos diferentes de uma mesma consciência, tentando utilizar toda sua percepção para entender melhor esta realidade. Seja qual for o caso, temos mais chances de descobrir as respostas trabalhando juntos e nos respeitando do que competindo e guerreando. Caso contrário, iremos apenas acabar com as peças deste incrível quebra-cabeças que é o universo. Tanto fora quanto dentro de nós.
:-)

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