sexta-feira, 4 de junho de 2010

Energia Viva

A primeira citação que coloquei aqui no blog foi do filme Matrix, onde Merovingian fala sobre o que ele considera ser escolhas. Aquele filme tem inspirado muitas pessoas ao redor do mundo porque, na minha opinião, conseguiu utilizar uma metáfora fenomenal para explicar o que acontece em nossas vidas. E não apenas em um lado político, mas praticamente todos os aspectos de nossas vidas podem ser analisados como se estivéssemos ligados em um computador central que controla nossas vidas. Mas como algumas pessoas estão descobrindo, ele controla apenas se o deixarmos fazer isto. Só somos controlados se formos gananciosos, ou preguiçosos (depende do ponto de vista), o suficiente para delegar a experiência de vida para outras pessoas ou máquinas. E por mais que eu tenha batido muito na tecla material, o mesmo pode acontecer em um nível espiritual.
Raramente vemos as ideologias que trabalham com energia em um mesmo nível que religiões teístas, mas para muitos dos participantes, é exatamente isto que são. Curiosamente, quando paramos para analisar nosso mundo e nossa vida, notamos que estamos constantemente envoltos em uma espécie de malha que não sabemos como definir. Nomes para isto não faltam, e por termos tantos, as vezes podemos fazer referência à mesma coisa sem notar que apenas usamos tarjas diferentes. E por algumas pessoas preferirem ficar apontando as diferenças ao invés de achar pontos em comum, perdemos preciosas informações neste processo, que poderiam nos ajudar a entender o todo. E quando digo todo, não me refiro apenas ao universo em que vivemos, mas à todos os outros que possivelmente estão em contanto conosco, mas estão em uma frequência que nossos sentidos não conseguem captar. É mais ou menos como o espectro luminoso: existe uma imensa gama conhecida que vai do ultra-violeta ao infra-vermelho, mas nossos olhos captam apenas uma fração desta diversidade. E como eu disse, isto é apenas a gama conhecida, existe a possibilidade de existir muito mais por aí, mas que nem sonhamos ou imaginamos.
Por isso vejo que precisamos mudar nossa perspectiva de observar o mundo e abrir mais a mente. Como Morpheus disse no primeiro filme: "Se real é o que você pode sentir, cheirar, experimentar e ver, então real é simplesmente sinais elétricos interpretados pelo seu cérebro". Isso pode ser provado por hipnotizadores e por drogas alucinógenas, que alteram nossa percepção facilmente. Por isto precisamos ter uma mente mais aberta, pois estas podem ser partes da resposta para perguntas como "quem somos nós", "onde estamos", "porque estamos aqui", e principalmente, "para onde vamos". Diversos aspectos do universo podem ter maneiras diferentes de se manifestar para cada um, pois as variáveis são incalculáveis, tendo em vista que nossos corpos com seus sentidos podem ser considerados apenas instrumentos de medição de um tipo de realidade.Abrir a mente para conversar com pessoas de outros credos, partidos e estilos de vida podem trazer respostas para nossa própria vida de maneira que nem sempre esperamos. Podem ser como vemos o cheiro, como ouvimos o gosto, como sentimos o som. Também podem ser o bote salva-vidas em momentos de crise e confusão, quando o que tínhamos como certo não parece funcionar mais tão bem. Pois como dizem, a única constante é que tudo muda.
:-)

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