terça-feira, 1 de junho de 2010

Espiritualidade

No sábado (29/05/10) teve um encontro do Zeitgeist onde os criadores do Projeto Vênus, Jacque e Roxanne, apareceram para dar uma folga do tour mundial que estão fazendo. Foi uma tarde muito interessante, e minha primeira oportunidade de vê-los ao vivo. O pub encheu e muitas perguntas apareceram, inclusive sobre religião. E a pergunta sobre este tema que mais me chamou a atenção foi: "O primeiro filme do Zeitgeist foi feito antes do Peter Joseph conhecer o Projeto Vênus, e faz o que pode ser considerado um ataque à algumas religiões. Se o Projeto Vênus tem uma visão diferente do que foi mostrado, porque não se pronunciaram ou colocaram algo sobre o tema no F.A.Q. do site?".
A Roxanne deixou claro que este é um assunto bem polêmico e que é difícil tratar de uma forma suscinta. Eles iriam precisar de mais tempo e espaço para tratar sobre o assunto, coisa que não tem tido ultimamente. E para eles, aqueles que acompanharam o segundo filme (Addendum) e as palestras do Peter e Jacque, podem ver que eles mudaram seus pontos de vista sobre o assunto, chegando ao ponto de nem recomendar mais o primeiro filme para quem quer saber sobre o trabalho deles. Mas para mim, ainda fica a questão de onde a religião se encaixa no mundo futurístico que eles querem alcançar. E por não estarem abordando o assunto, muitas pessoas deixam a idéia do projeto de lado. Bom, eu vou dar o meu parecer por aqui, o que não quer dizer que seja o que o Jacque, Peter ou Roxanne também vejam. Mas depois de conhecer dois deles em pessoa, imagino que tem uma visão não muito diferente disso. Depois de ver alguns documentários sobre o tema, acho que abri mais minha mente e comecei a ver um lado positivo de religião que não via antes. Sempre fui meio teimoso e desconfiado, e acho que alguns dos professores que tive em minha infância não souberam lidar bem com isto, me deixando sempre com dúvidas ou querendo impor pontos de vista que não concordava. Isto fez com que eu deixasse este aspecto de minha vida dormente, com mais dúvidas do que certezas, esperando o momento em que as respostas apareceriam, se existissem. Já descobri muitas coisas novas nestes últimos dias, nenhuma delas conclusiva, e espero conseguir compartilhar o que tenho visto e estudado de uma forma não ofensiva, pois considero a fé de cada pessoa como algo muito pessoal, apesar de muitas "igrejas" se aproveitarem para ter um lucro nisso.
Para começar, estou admirado de que uma idéia de integração sem segregações e impossições não esteja partindo de algum grupo religioso. Como Jacque disse: "Eu acho religiões uma ótima idéia. Quando iremos coloca-las em prática?" Todas as teorias que leio e me familiarizo parecem ser baseadas em princípios de união e tolerância, e não de competição, mas a prática mostra justamente o contrário. Se olharmos a história então, chegamos a ter momentos em que a fé foi a causa do extermínio de populações inteiras. Simplesmente por serem diferentes ou chamarem seus deuses com outros nomes. Claro, isto foram erros passados e não são exclusivos de uma única religião, mas para redimir realmente o que aconteceu, ao invés de ficarmos estagnados sem fazer nada, podemos nos unir e criar um mundo mais parecido com o paraíso.Descobri que aqueles que se mais se entregam à ideologias religiosas são os que mais querem contribuir com a melhoria do mundo, que querem soluções para problemas que o dinheiro não tem como encontrar, e que estão dispostos a dar muito mais do que é pedido delas pela mais nobre das causas. Muitas crenças pregam a ajuda àqueles com menos condições e é inegável a ajuda que deram e dão para comunidades. Inclusive muitas sociedades foram fundadas por elas, e muitas melhorias foram feitas por causa delas. Apesar de não termos meios de medirmos a fé das pessoas, podemos notar sua grandeza no comprometimento que demonstram ao fazer a diferença para milhares de outras pessoas que não necessariamente compartilham de sua visão.
Mas no meu ponto de vista, boas intenções sem informações são o que nos mantém no mesmo lugar. Como mostrado diversas vezes no documentário do pastor Peter Owen Jones, as vezes as pessoas se esquecem do porque realizam seus rituais, deixando-os sem sentido. Ou de quais são suas prioridades na vida. Não dúvido da fé de ninguém, mas questiono a maneira como, às vezes, é colocada em prática, ainda mais em um sistema que representa justamente o lado oposto de tudo que a maioria das religiões prega: o monetário.
Amanhã vou explorar mais meu ponto de vista do que religiões poderiam fazer para transformar nosso próprio mundo em um paraíso.
:-)

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