Semanas atrás na Inglaterra, o antigo debate sobre a proibição de armas voltou a tona quando um taxista fez um massacre na região de Cumbria, antes de tirar sua própria vida. O que mais me chamou a atenção foi a quantidade de pessoas pedindo mais leis e regulamentos para banir as armas da sociedade. Me chamou a atenção porque me parece que estamos tão acostumados com nosso estilo de vida que dificilmente fazemos as perguntas que realmente deveriam ser feitas. Neste caso, será que não deveríamos nos perguntas se leis realmente resolvem algum problema?Muitos dos problemas que nossa sociedade enfrenta hoje em dia são puramente técnicos e, incrivelmente, cada vez mais estamos indo atrás de decisões políticas. Por exemplo, se queremos que carros diminuam a velocidade quando chegam perto de escolas, não deveríamos colocar um sinal e esperar que o motorista o veja. Deveríamos construir uma barreira que levanta toda vez que uma criança aperta um botão para atravessar a rua, parando o carro completamente, independente da velocidade. Ou usar um sistema que corte a corrente elétrica do carro, também fazendo-o parar. Colocar uma placa para deixar ao acaso de outros verem não é solução, é apenas uma desculpa para vingança.
O mesmo acontece com outros exemplos, como a proibição de roubar. De que adianta ter uma lei dizendo que não se pode roubar, se as condições de vida de grande parte da população mostra justamente essa como sendo a única saída? Muitos não entendem porque, mas basta vermos quem hostenta os objetos que mais chamam atenção em comunidades carentes que logo compreendemos qual é o exemplo passados para os mais jovens. E não só para eles, pois imaginem um pai de família que perde o emprego e tem duas crianças para sustentar. Se a sociedade não oferece solução e ajuda, para que lado ele irá virar?
Outro ponto que pode ser feito é sobre o quanto a lei realmente influência as pessoas. Se a pessoa já é pacífica por natureza, a lei não vai fazer nada de útil, podendo até agir contra o cidadão. Exemplos podem ser vistos em casos onde pessoas que tentaram se defender de seus atacantes acabaram em corte. E se a pessoa não for pacífica, não vai ser um pedaço de papel que irá impedir que ela cometa algum crime, ainda mais se estiver necessitada e revoltada com a sociedade que a negligenciou.
É ilusão acharmos que só porque tratados foram assinados, o mundo irá agir de acordo, pois é preciso ação também. Se duvidam, só precisam olhar para o exército e a polícia, que são o lado ativo do governo, e que colocam as leis em prática. Mas para resolvermos definitivamente algum problema, é necessário deixar os punhos e instintos de lado, e usar mais a cabeça. Aí, quem sabe, poderemos reduzir as complexas e infinitas leis que temos, até chegar a apenas uma: respeito.
:-)
O mesmo acontece com outros exemplos, como a proibição de roubar. De que adianta ter uma lei dizendo que não se pode roubar, se as condições de vida de grande parte da população mostra justamente essa como sendo a única saída? Muitos não entendem porque, mas basta vermos quem hostenta os objetos que mais chamam atenção em comunidades carentes que logo compreendemos qual é o exemplo passados para os mais jovens. E não só para eles, pois imaginem um pai de família que perde o emprego e tem duas crianças para sustentar. Se a sociedade não oferece solução e ajuda, para que lado ele irá virar?
Outro ponto que pode ser feito é sobre o quanto a lei realmente influência as pessoas. Se a pessoa já é pacífica por natureza, a lei não vai fazer nada de útil, podendo até agir contra o cidadão. Exemplos podem ser vistos em casos onde pessoas que tentaram se defender de seus atacantes acabaram em corte. E se a pessoa não for pacífica, não vai ser um pedaço de papel que irá impedir que ela cometa algum crime, ainda mais se estiver necessitada e revoltada com a sociedade que a negligenciou.
É ilusão acharmos que só porque tratados foram assinados, o mundo irá agir de acordo, pois é preciso ação também. Se duvidam, só precisam olhar para o exército e a polícia, que são o lado ativo do governo, e que colocam as leis em prática. Mas para resolvermos definitivamente algum problema, é necessário deixar os punhos e instintos de lado, e usar mais a cabeça. Aí, quem sabe, poderemos reduzir as complexas e infinitas leis que temos, até chegar a apenas uma: respeito.
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