Imagino que deve ter algumas pessoas que estão lendo este blog e se perguntando qual o objetivo de tanta mudança sendo proposta. Eu tento deixar claro que estamos vivendo em uma sociedade que, por tentar competir constantemente, acabou se aprisionando em sua própria pista e está fadada a dar voltas eternamente, se não mudarmos. Mas de todos os aspectos que tratei até agora, nenhum falou sobre como podemos se livrar da prisão que mais consome nosso tempo, e que é a que mais temos medo de perder. Ela separa famílias e faz muitas pessoas perderem noites de sono e arriscarem a saúde, e tudo porque não nos unimos para se livrar dela. Já fiz um post sobre o assunto, mas nele eu não deixei claro do porque são um atraso e desperdício de vida, nem de alternativas para eles. Estou falando de empregos.
Em seus primórdios, o homem tentava suprir suas necessidades contando apenas consigo mesmo. Sem ter muito conhecimento, sobrevivia de um jeito simples, mas rudimentar. E antes mesmo de termos descoberto o fogo e a roda, já usávamos clavas e lanças para conseguir alimentos e nos defender. O que muitos não notam, é que este foi o começo da tecnologia. Muito diferente dos apetrechos modernos que temos hoje, aquelas ferramentas já nos libertavam de certas tarefas que eram mais difíceis, ou até impossíveis, de fazermos com as próprias mãos. Desde aquela época, sempre tentamos criar instrumentos para nos auxiliar nos trabalhos que precisávamos fazer, mas raras foram as vezes que usamos estes artifícios para nos libertar de uma forma completa.
Por ainda não termos informações e conhecimento suficientes, ainda víamos o trabalho como uma tarefa obrigatória em nossas vidas, e nossa relação com ele foi ficando cada vez mais estressante, ainda mais depois da criação da agricultura. Naquele momento trocamos a multiplicidade do que fazíamos por trabalhos cada vez mais repetitivos. Stephen King escreveu bem ao dizer que inferno é repetição. Mas ao invés de tentarmos livrar todos deste mal, começamos a nos separar em classes, e passamos a ver escravos como tecnologia. Por estarmos em uma sociedade baseada em dinheiro, aqueles que lucravam ainda incentivavam mais esta mentalidade, plantando as sementes para o sistema de escravidão pago e voluntário conhecido como emprego.
Quando a escravidão foi abolida, pouco suporte foi dado para aqueles agora livres. A ordem da sociedade era de que a pessoa precisava de dinheiro para poder comer, pois as terras pertenciam todas à alguma pessoa, e não poderiam plantar seu próprio sustento. Naquele momento, comida, água e abrigo passaram a ser mercadorias, e não direitos, prendendo as pessoas no mundo financeiro, onde elas precisam produzir algo que gere lucros, mesmo que supérfluo e sem sentido, apenas para sustentar terceiros que ainda vivem do trabalho de outros. Apesar de ser um completo absurdo, isto não é o pior.
A história foi tão bem bolada e contada, que nossa aversão por mudanças se encarregou de nos prender neste sistema de uma forma tão incrível que quando se menciona acabar com empregos, o primeiro sentimento é de revolta. Claro, como ainda vivemos em um mundo onde eles são a única forma de sobrevivência, não é de se admirar que a população se revolte contra máquinas tomando seus lugares. Mas seria mesmo a única forma de sobrevivência? Enquanto vivermos em uma sociedade baseada em dinheiro, onde cada pessoa precisa competir constantemente com seus irmãos, amigos e colegas para que tenha alguma chance de sobrevivência, realmente não existirá outra forma de se viver. Mas e se mudássemos nossa perspectiva, e passássemos à cooperar uns com os outros, ao invés de competir?
Neste caso, iríamos ver novamente a tecnologia com bons olhos, pois a usaríamos para realizar as tarefas básicas e repetitivas que nos prendem. Poderíamos, gradualmente, ir implementando ela em certas áreas onde já temos tecnologia suficiente para isso. E logo, aquele mês de férias que podemos tirar por ano poderia passar para 2 ou 3 meses, ou as 8 horas que trabalhamos diariamente poderiam ser reduzidas para 4 ou 5. E assim se seguiria até que estivéssemos completamente livres de trabalhos mecânicos e braçais, deixando à cargo das pessoas o que fariam com seu tempo livre.
Para aqueles que tem a visão romantizada do cinema, achando que as máquinas iriam se revoltar contra as pessoas e sair matando todo mundo, podem se despreocupar. Máquinas só fazem o que nós, humanos, mandamos elas fazerem. Então, enquanto continuarmos construindo e desenvolvendo armas de destruição, certamente vamos continuar temendo elas. Mas no momento que começarmos a criar mais robôs que produzem alimentos, cuidam de nossa saúde e nos libertam de tarefas infernais, vamos começar a ver eles com outros olhos.
Mas para isto precisamos mudar nossa mentalidade, e parar de se preocupar apenas com nós mesmos. Precisamos nos libertar primeiro em nossas cabeças, de costumes e superstições antigas, que não tem mais função em nossa sociedade. No momento que nos livrarmos do egoísmo estaremos nos livrando também das correntes que prendem nossa vida, e que muitos não conseguem enxergar por estarem muito preocupados com o próprio umbigo. Quando enxergamos que a cenoura em nossa frente só esta lá para nos manter puxando a carroça, vamos acordar para se livrar deste peso.
:-)
Em seus primórdios, o homem tentava suprir suas necessidades contando apenas consigo mesmo. Sem ter muito conhecimento, sobrevivia de um jeito simples, mas rudimentar. E antes mesmo de termos descoberto o fogo e a roda, já usávamos clavas e lanças para conseguir alimentos e nos defender. O que muitos não notam, é que este foi o começo da tecnologia. Muito diferente dos apetrechos modernos que temos hoje, aquelas ferramentas já nos libertavam de certas tarefas que eram mais difíceis, ou até impossíveis, de fazermos com as próprias mãos. Desde aquela época, sempre tentamos criar instrumentos para nos auxiliar nos trabalhos que precisávamos fazer, mas raras foram as vezes que usamos estes artifícios para nos libertar de uma forma completa.
Por ainda não termos informações e conhecimento suficientes, ainda víamos o trabalho como uma tarefa obrigatória em nossas vidas, e nossa relação com ele foi ficando cada vez mais estressante, ainda mais depois da criação da agricultura. Naquele momento trocamos a multiplicidade do que fazíamos por trabalhos cada vez mais repetitivos. Stephen King escreveu bem ao dizer que inferno é repetição. Mas ao invés de tentarmos livrar todos deste mal, começamos a nos separar em classes, e passamos a ver escravos como tecnologia. Por estarmos em uma sociedade baseada em dinheiro, aqueles que lucravam ainda incentivavam mais esta mentalidade, plantando as sementes para o sistema de escravidão pago e voluntário conhecido como emprego.
Quando a escravidão foi abolida, pouco suporte foi dado para aqueles agora livres. A ordem da sociedade era de que a pessoa precisava de dinheiro para poder comer, pois as terras pertenciam todas à alguma pessoa, e não poderiam plantar seu próprio sustento. Naquele momento, comida, água e abrigo passaram a ser mercadorias, e não direitos, prendendo as pessoas no mundo financeiro, onde elas precisam produzir algo que gere lucros, mesmo que supérfluo e sem sentido, apenas para sustentar terceiros que ainda vivem do trabalho de outros. Apesar de ser um completo absurdo, isto não é o pior.
A história foi tão bem bolada e contada, que nossa aversão por mudanças se encarregou de nos prender neste sistema de uma forma tão incrível que quando se menciona acabar com empregos, o primeiro sentimento é de revolta. Claro, como ainda vivemos em um mundo onde eles são a única forma de sobrevivência, não é de se admirar que a população se revolte contra máquinas tomando seus lugares. Mas seria mesmo a única forma de sobrevivência? Enquanto vivermos em uma sociedade baseada em dinheiro, onde cada pessoa precisa competir constantemente com seus irmãos, amigos e colegas para que tenha alguma chance de sobrevivência, realmente não existirá outra forma de se viver. Mas e se mudássemos nossa perspectiva, e passássemos à cooperar uns com os outros, ao invés de competir?
Neste caso, iríamos ver novamente a tecnologia com bons olhos, pois a usaríamos para realizar as tarefas básicas e repetitivas que nos prendem. Poderíamos, gradualmente, ir implementando ela em certas áreas onde já temos tecnologia suficiente para isso. E logo, aquele mês de férias que podemos tirar por ano poderia passar para 2 ou 3 meses, ou as 8 horas que trabalhamos diariamente poderiam ser reduzidas para 4 ou 5. E assim se seguiria até que estivéssemos completamente livres de trabalhos mecânicos e braçais, deixando à cargo das pessoas o que fariam com seu tempo livre.
Para aqueles que tem a visão romantizada do cinema, achando que as máquinas iriam se revoltar contra as pessoas e sair matando todo mundo, podem se despreocupar. Máquinas só fazem o que nós, humanos, mandamos elas fazerem. Então, enquanto continuarmos construindo e desenvolvendo armas de destruição, certamente vamos continuar temendo elas. Mas no momento que começarmos a criar mais robôs que produzem alimentos, cuidam de nossa saúde e nos libertam de tarefas infernais, vamos começar a ver eles com outros olhos.
Mas para isto precisamos mudar nossa mentalidade, e parar de se preocupar apenas com nós mesmos. Precisamos nos libertar primeiro em nossas cabeças, de costumes e superstições antigas, que não tem mais função em nossa sociedade. No momento que nos livrarmos do egoísmo estaremos nos livrando também das correntes que prendem nossa vida, e que muitos não conseguem enxergar por estarem muito preocupados com o próprio umbigo. Quando enxergamos que a cenoura em nossa frente só esta lá para nos manter puxando a carroça, vamos acordar para se livrar deste peso.
:-)

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