quarta-feira, 7 de abril de 2010

Petróleo

Acho que muita gente não tem muita idéia do problema que seria se o petróleo acabasse no mundo hoje em dia. Muitos ainda acham que ele somente é usado para abastecer carros e, enquanto fazem suas compras, não imaginam que estão comendo, bebendo, passando no rosto e até escovando os dentes com uma parte do que se tornou o pilar de nossa sociedade. Os usos são tantos, que muitos não fazem idéia de
quanto petróleo é utilizado em nosso dia-a-dia. Só que como vivemos em um mundo finito, além de petróleo não ser renovável, as estatísticas mostram que ele finalmente está chegando ao fim, com nosso consumo aumentando diariamente.
Apesar de ser meio apocalíptico ,um bom filme pra começar a saber sobre o assunto é o Collapse, e a Internet está cheia de informações sobre o assunto, podendo responder certas dúvidas ou desfazer certos mitos. Só procurar. Meu ponto em fazer este post não é tanto para mostrar os problemas originados pelo petróleo em si, mas principalmente a falta dele. Mesmo que muitos não achem que estamos chegando no final deste recurso, o fato é que cedo ou tarde ele está fadado a terminar, e estamos perdendo mais tempo debatendo o quando do que realmente achando alternativas e mudando. Eu realmente espero que nosso medo de mudança e o conforto com o qual se acomodamos não nos persigam mais tarde para nos atormentar, mas não é bem isso que mostram certos números.
Enquanto ficamos esperando por tratados serem assinados por nossos "representantes", e leis serem criadas para impor essa mundança, ainda continuamos a consumir cada vez mais, maravilhados com as maravilhas da técnologia, sem notar que muitas delas vem diretamente da extração de petróleo, como o cd, dvd e o novo blu-ray, as carcaças de televisões, vídeo-games, celulares e peças de computador, como mouse e teclado, sem falar em certos componentes de tudo isso (de onde acham que vem o plástico que envolve os fios e cabos?). Escovas dentais e sacolas plásticas de supermercado estão fadadas a sumirem da forma como as conhecemos hoje, sem falar nos corantes de refrigerantes, comidas e sucos em pó, ou nos fertilizantes e pesticidas que usamos em plantios. Se ainda convertéssemos todos os carros do mundo para eletricidade ou alguma outra alternativa, novas estradas não poderiam ser criadas, nem novos pneus, pois o asfalto e a borracha do pneu são derivados do petróleo. Ah, também não esqueçam dos painéis e do forro dos bancos. Como podem ver, a lista vai longe de derivados do petróleo que não estamos a par, e que sentiremos muita falta se acabar de uma hora para outra.
Como disse antes, ao invés de ficarmos perdendo tempo debatendo se ele vai acabar em 10, 20 ou 50 anos, acho que deveríamos começar a  mudar nossa mentalidade. Não sei vocês, mas quando eu estiver bem mais velho (não se deixem enganar pela barba e cabelos brancos), quero viver num mundo sossegado, não descobrir em meus 80 ou 90 anos que tudo aquilo que achei que ia durar pra sempre, se foi. Mas muita calma nessa hora. Não adianta simplesmente trocarmos seis por meia-dúzia e continuarmos consumindo desenfreadamente. Primeiro precisamos mudar nossa mentalidade, de uma de constante "crescimento" para uma de crescimento real e sustentável. Idéias para tanto existem aos montes por ai, basta prestarmos atenção e procurarmos. Algumas alternativas são tão simples que podem ser feitas com materiais que temos atirados em casa, e que certamente acabariam em lixos, apenas aumentando as montanhas de entulhos.
Já larguei algumas dicas a alguns dias, e vou fazer mais no futuro, mas não se acanhem, se tiverem alguma idéia, por favor, compartilhem com o resto do mundo. Mesmo as que parecem estranhas e impossíveis no começo, podem se tornar ótimos frutos com o tempo, só precisamos aprender algo que nossos antepassados tinham de sobra, mas que parece que esgotamos com o tempo: a paciência.
:-)

Um comentário:

  1. Lendo os links dos derivados do petróleo fiquei imaginando a situação de q tais derivados são consumidos pelos humanos, empresas só querendo seus lucros e aumentar suas vendas, farmácias e hospitais investindo em curar 'doenças' e por fim, um documentário q vi falando q funcionário morto gera mais lucro pras empresas do q quando vivo...dura realidade!!!

    Em relação a estarmos preocupados só com o quando, gera dois argumentos: a ideia de q no geral não nos preocupamos com o amanha; e o controle gerado pelo petróleo, gerando conflitos com empresas focadas em alternativas.

    E como vc mesmo disse, já tem muitas informações por ai, só basta colocar muitos dos planos em ação e em massa!

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