Alguns fariam referência aos valores religiosos, enquanto outros iriam para o lado das leis dos homens, e possivelmente todos iriam fazer fazer referências à nossa conduta, citando a moral e fazendo referências ao bem e ao mal. Mas se todos estes valores/leis/comportamentos mudam com o tempo e local, como podemos definir para este alienígena o que consideramos certo e errado de uma maneira planetária? Se ele decidir voltar em outro tempo e local, provavelmente se sentiria completamente perdido com o que passamos para ele nesse momento. Assim como se conseguíssemos criar viagens temporais, ficaríamos loucos tentando "consertar" certos comportamentos do passado, ou ser castigados severamente no futuro. Mas nem precisamos ir tão longe assim: muitas coisas que são normais em um lugar do mundo, são aberrações passíveis de punições em outro. Por ter essa variação, concordo com o pessoal do Zeitgeist e Projeto
Venus quando eles dizem que nossas noções de certo e errado são definidas pelo que a sociedade aceita ou não em determinado local e tempo. Mas o que isso realmente quer dizer para nós e como influência nossas vidas?
Para mim, basicamente quer dizer que nossos conceitos estão sempre evoluindo, e que os motivos de guerras e brigas hoje em dia muito provavelmente irão parecer completas besteiras em outro período . Para mim, quer dizer que com um pouco de pesquisa e experimentos podemos mudar completamente nossa cabeça e vermos o mundo com outros olhos, evitando destruições desnecessárias. Para mim, quer dizer principalmente, que estar errado é é mais versátil do que certo, porque é onde descobrimos que podemos crescer mais, e não ficar estagnados no mesmo lugar. Mas observem que não estou incentivando a saírem por aí fazendo coisas erradas de propósito, pois isto não é estar errado, é insistir no erro mesmo. O que estou incentivando é nada mais nada menos do que perder a vergonha e termos a humildade de assumirmos que por um motivo ou outro, tenhamos talvez, tomado um caminho duvidoso e chego na conclusão errada. Esse é um ponto que eu vejo fazer muita falta no mundo hoje em dia, onde as pessoas praticamente se acostumaram a estarem certas.
Se considerássemos mais os conceitos de certo e errado como relativos ao tempo e local, observaríamos também que muitos dos comportamentos que consideramos errados são, do ponto de vista do perpetuante, certos. Novamente, não estou incentivando ninguém a sair por ai assaltando ou fazendo coisa pior, apenas estou tentando mostrar que muitas vezes somos rápidos demais para julgar, pois apenas observamos nosso ponto de vista. E por apenas vermos nosso próprio lado, ficamos sem as ferramentas para analisar o porque certas coisas acontecem, e assim continuamos a sofrer os mesmos males. É mais ou menos como ir contra uma parede e bater com a cara nela na esperança de passar para o outro lado: enquanto não virarmos nossa cabeça e procurarmos a porta, vamos continuar perdendo os dentes em tentativas frustradas.
Isto sem falar de gostos, opiniões e crenças. Por querermos aplicar os conceitos de certo e errado nestes tipos de assunto, acabamos nos segregando por coisas simples que, por serem de cunho pessoal, são completamente irrelevantes para o desenvolver da sociedade como um todo, criando hipóteses absurdas que raramente são possíveis de serem criadas. E o que é ainda pior: não fariam a menor diferença se fossem. Mais ou menos como discutir que música é a mais gostosa, que time é o melhor, ou a existência do Saci-Pererê: esses assuntos dizem respeito apenas à indivíduos, não à espécie, e não fazem (ou deveriam fazer, em um mundo ideal) uma real diferença em como nos relacionamos, pois só realçam a individualidade de cada um. Mas infelizmente, enquanto prestarmos mais atenção em nossas diferenças do que no que temos em comum, vamos continuar dando mais importância ao certo e errado do que para o conhecimento.
Claro, se soubéssemos o porquê somos tão viciados nesses dois conceitos, talvez entendêssemos melhor a nós mesmos e pudêssemos mudar mais tranquilamente. Mas esse vai ser um assunto para o próximo post, esse já está de bom tamanho. Certo?
:-)
Para mim, basicamente quer dizer que nossos conceitos estão sempre evoluindo, e que os motivos de guerras e brigas hoje em dia muito provavelmente irão parecer completas besteiras em outro período . Para mim, quer dizer que com um pouco de pesquisa e experimentos podemos mudar completamente nossa cabeça e vermos o mundo com outros olhos, evitando destruições desnecessárias. Para mim, quer dizer principalmente, que estar errado é é mais versátil do que certo, porque é onde descobrimos que podemos crescer mais, e não ficar estagnados no mesmo lugar. Mas observem que não estou incentivando a saírem por aí fazendo coisas erradas de propósito, pois isto não é estar errado, é insistir no erro mesmo. O que estou incentivando é nada mais nada menos do que perder a vergonha e termos a humildade de assumirmos que por um motivo ou outro, tenhamos talvez, tomado um caminho duvidoso e chego na conclusão errada. Esse é um ponto que eu vejo fazer muita falta no mundo hoje em dia, onde as pessoas praticamente se acostumaram a estarem certas.
Se considerássemos mais os conceitos de certo e errado como relativos ao tempo e local, observaríamos também que muitos dos comportamentos que consideramos errados são, do ponto de vista do perpetuante, certos. Novamente, não estou incentivando ninguém a sair por ai assaltando ou fazendo coisa pior, apenas estou tentando mostrar que muitas vezes somos rápidos demais para julgar, pois apenas observamos nosso ponto de vista. E por apenas vermos nosso próprio lado, ficamos sem as ferramentas para analisar o porque certas coisas acontecem, e assim continuamos a sofrer os mesmos males. É mais ou menos como ir contra uma parede e bater com a cara nela na esperança de passar para o outro lado: enquanto não virarmos nossa cabeça e procurarmos a porta, vamos continuar perdendo os dentes em tentativas frustradas.
Isto sem falar de gostos, opiniões e crenças. Por querermos aplicar os conceitos de certo e errado nestes tipos de assunto, acabamos nos segregando por coisas simples que, por serem de cunho pessoal, são completamente irrelevantes para o desenvolver da sociedade como um todo, criando hipóteses absurdas que raramente são possíveis de serem criadas. E o que é ainda pior: não fariam a menor diferença se fossem. Mais ou menos como discutir que música é a mais gostosa, que time é o melhor, ou a existência do Saci-Pererê: esses assuntos dizem respeito apenas à indivíduos, não à espécie, e não fazem (ou deveriam fazer, em um mundo ideal) uma real diferença em como nos relacionamos, pois só realçam a individualidade de cada um. Mas infelizmente, enquanto prestarmos mais atenção em nossas diferenças do que no que temos em comum, vamos continuar dando mais importância ao certo e errado do que para o conhecimento.
Claro, se soubéssemos o porquê somos tão viciados nesses dois conceitos, talvez entendêssemos melhor a nós mesmos e pudêssemos mudar mais tranquilamente. Mas esse vai ser um assunto para o próximo post, esse já está de bom tamanho. Certo?
:-)

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