Pra quem está olhando os vídeos do pessoal do Zeitgeist e do Projeto Vênus, já devem ter visto essa pergunta em um ou outro vídeo, ou em algum fórum. Pros que não conhecem, vou plagiar Peter Joseph e, principalmente, Jacque Fresco em algumas frases e exemplos, pra tentar passar esse conceito que é fundamental para entender melhor quem somos, pois somente assim podemos deixar certas manias de lado e seguir em frente com mais confiança. O que eu vou tentar explicar neste post é como o ambiente molda nosso comportamento, em muitos casos mais do que pensamos.
Muitos povos se separam de outros por se fixarem nas diferenças, e não em pontos em comum, mas raramente pensam realmente no que estão fazendo por um simples motivo: costume. Por sermos criados de tal forma, com foco na competição, nos condicionamos a ver o diferente como algo a ser evitado, pois não fazem parte do que consideramos seguro para. Claro, este não é um comportamento novo, e no passado era necessário, pois nossos antepassados não conheciam a extensão do planeta nem quem o habitava. E por terem se encontrado algumas vezes com seres parecidos com eles, mas que os atacavam para roubar comida ou até mesmo fogo e ferramentas, ficaram desconfiados daqueles que não pertenciam à seus clãs. Mas isso foi a milhares de anos atrás, e apesar de nosso conhecimento sobre o planeta ter aumentado com o tempo, nossas relações sociais continuaram as mesmas.
Algumas pessoas hoje discriminam outros por vários motivos, mas sempre observam apenas seu lado, sem analisar como o outro grupo foi criado, e por isso as definições de certo e errado sempre irão conflitar. O que é certo para um grupo não é necessariamente correto para outro, mas em vez de procurar o ponto em comum estão enclausurados no padrão da diferença. E existe um jeito simples de se notar isto, que Jacque Fresco vive repetindo em suas palestras e eu acho fenomenal: se você pegar um bebê recém nascido na China e levar ele para o Brasil, ele vai crescer com todos os costumes e manias de um brasileiro, inclusive o sotaque. Se você pegar o filho de uma pessoa do nordeste e levar para ser criado no sul, ele vai crescer do com os mesmo hábitos do pessoal do sul. Assim, se você pega qualquer bebê e o coloca para ser criado em um ambiente de racismo, discriminação e competição, adivinhem o que ele vai fazer? E o mesmo pode ser visto com assassinos e outros comportamentos mais extremistas da sociedade: tudo depende da formação e do ambiente que a pessoa tem. Por exemplo, filhos mais velhos tem comportamento parecido entre si porque tiveram irmãos menores; ou então uma residência com muitas proibições pode criar uma pessoa extremista e revoltada.
Pode. Não quer dizer necessariamente que vá se tornar, pois aí entra a complexidade dos nossos genes. São eles que definem todas nossas características, mas diferente do que muitos pensam, eles não são os únicos responsáveis por nossa vida. Eles se comportam basicamente como um sistema de alarmes: se as condições aparecem, eles são disparados. Assim, uma pessoa geneticamente propensa a ter diabetes, problemas cardíacos ou outras doenças só vai desenvolvê-las se sua alimentação, exercícios físicos e mentais forem feitos de uma maneira a acionar esses genes. Se uma situação estressante aparecer, uma pessoa com propensão para o nervosismo pode ficar louca, enquanto outra mais calma não muda tanto o comportamento. Mas se a situação continuar por um longo período de tempo, essa pessoa calma pode começar a mudar seu humor e ações frente à constante repetição, que certamente começara a influenciar sua vida de alguma maneira.
Mas ainda temos mais uma ferramenta que muda e afeta nosso comportamento, e que cada vez mais usamos ela conscientemente. É o famoso livre-arbítrio: nossa cabeça. Quando sabemos sobre a influência que uma situação tem sobre nós, e como nosso corpo automaticamente reagiria à ela, temos um maior controle de nossas ações, nos dando a opção de mudar nossa reação. É difícil no começo porque, em certos casos, não estamos acostumados a pegar as rédeas, e o trabalho chega a parecer impossível. E quando o fazemos, se formos realmente tentar aprender a "dirigir" nosso comportamento, podemos nos perder nesse fantástico e hipnótico ciclo de influências: o ambiente molda nosso comportamento, que à princípio reage automaticamente por causa dos genes, mas que pode ser mudado por nossa cabeça que é um fruto do próprio ambiente. Entenderam? Se não, deixem eu dar um exemplo: um racista é assim por causa do ambiente em que foi criado, podendo ser mais raivoso ou pacífico, dependendo de seus genes. No momento que ele toma consciência de seus atos e tenta mudar, as respostas que ele vai achar para suas perguntas virão primeiro do ambiente da qual ele tenta fugir, pois foi a única coisa que conheceu até então. Para dar um exemplo mais claro ainda, podemos pegar os nazistas da segunda guerra, onde alguns que entenderam o que estava acontecendo no meio da guerra até tentaram mudar e fugir. Mas por estarem no exército e aquela ser a única forma de sobrevivência que conheceram, além da crise que estava acontecendo, se obrigaram a continuar seguindo ordens sob pena de perecerem nas mãos dos próprios conhecidos.
Obviamente isto não justifica nada do que fizeram, mas mostra que, enquanto não tentarmos mudar nosso ambiente de competição para união, podemos continuar criando leis, criando taxas, colocando policiais nas ruas, e até o exército: crimes vão continuar a acontecer, sejam eles simples furtos ou o extermínio de populações inteiras, seja por guerra, fome, sede ou doenças. Todos problemas que podem ser facilmente resolvidos a partir do momento que conhecermos a nós mesmos e agirmos com mais consciência. Como o Jacque disse: colocamos o homem num pedestal, como se ele fosse a criatura mais inteligente do planeta, enquanto nada está mais longe da verdade. Mas pode ser, depende apenas de cada um de nós.
:-)
Muitos povos se separam de outros por se fixarem nas diferenças, e não em pontos em comum, mas raramente pensam realmente no que estão fazendo por um simples motivo: costume. Por sermos criados de tal forma, com foco na competição, nos condicionamos a ver o diferente como algo a ser evitado, pois não fazem parte do que consideramos seguro para. Claro, este não é um comportamento novo, e no passado era necessário, pois nossos antepassados não conheciam a extensão do planeta nem quem o habitava. E por terem se encontrado algumas vezes com seres parecidos com eles, mas que os atacavam para roubar comida ou até mesmo fogo e ferramentas, ficaram desconfiados daqueles que não pertenciam à seus clãs. Mas isso foi a milhares de anos atrás, e apesar de nosso conhecimento sobre o planeta ter aumentado com o tempo, nossas relações sociais continuaram as mesmas.
Algumas pessoas hoje discriminam outros por vários motivos, mas sempre observam apenas seu lado, sem analisar como o outro grupo foi criado, e por isso as definições de certo e errado sempre irão conflitar. O que é certo para um grupo não é necessariamente correto para outro, mas em vez de procurar o ponto em comum estão enclausurados no padrão da diferença. E existe um jeito simples de se notar isto, que Jacque Fresco vive repetindo em suas palestras e eu acho fenomenal: se você pegar um bebê recém nascido na China e levar ele para o Brasil, ele vai crescer com todos os costumes e manias de um brasileiro, inclusive o sotaque. Se você pegar o filho de uma pessoa do nordeste e levar para ser criado no sul, ele vai crescer do com os mesmo hábitos do pessoal do sul. Assim, se você pega qualquer bebê e o coloca para ser criado em um ambiente de racismo, discriminação e competição, adivinhem o que ele vai fazer? E o mesmo pode ser visto com assassinos e outros comportamentos mais extremistas da sociedade: tudo depende da formação e do ambiente que a pessoa tem. Por exemplo, filhos mais velhos tem comportamento parecido entre si porque tiveram irmãos menores; ou então uma residência com muitas proibições pode criar uma pessoa extremista e revoltada.
Pode. Não quer dizer necessariamente que vá se tornar, pois aí entra a complexidade dos nossos genes. São eles que definem todas nossas características, mas diferente do que muitos pensam, eles não são os únicos responsáveis por nossa vida. Eles se comportam basicamente como um sistema de alarmes: se as condições aparecem, eles são disparados. Assim, uma pessoa geneticamente propensa a ter diabetes, problemas cardíacos ou outras doenças só vai desenvolvê-las se sua alimentação, exercícios físicos e mentais forem feitos de uma maneira a acionar esses genes. Se uma situação estressante aparecer, uma pessoa com propensão para o nervosismo pode ficar louca, enquanto outra mais calma não muda tanto o comportamento. Mas se a situação continuar por um longo período de tempo, essa pessoa calma pode começar a mudar seu humor e ações frente à constante repetição, que certamente começara a influenciar sua vida de alguma maneira.
Mas ainda temos mais uma ferramenta que muda e afeta nosso comportamento, e que cada vez mais usamos ela conscientemente. É o famoso livre-arbítrio: nossa cabeça. Quando sabemos sobre a influência que uma situação tem sobre nós, e como nosso corpo automaticamente reagiria à ela, temos um maior controle de nossas ações, nos dando a opção de mudar nossa reação. É difícil no começo porque, em certos casos, não estamos acostumados a pegar as rédeas, e o trabalho chega a parecer impossível. E quando o fazemos, se formos realmente tentar aprender a "dirigir" nosso comportamento, podemos nos perder nesse fantástico e hipnótico ciclo de influências: o ambiente molda nosso comportamento, que à princípio reage automaticamente por causa dos genes, mas que pode ser mudado por nossa cabeça que é um fruto do próprio ambiente. Entenderam? Se não, deixem eu dar um exemplo: um racista é assim por causa do ambiente em que foi criado, podendo ser mais raivoso ou pacífico, dependendo de seus genes. No momento que ele toma consciência de seus atos e tenta mudar, as respostas que ele vai achar para suas perguntas virão primeiro do ambiente da qual ele tenta fugir, pois foi a única coisa que conheceu até então. Para dar um exemplo mais claro ainda, podemos pegar os nazistas da segunda guerra, onde alguns que entenderam o que estava acontecendo no meio da guerra até tentaram mudar e fugir. Mas por estarem no exército e aquela ser a única forma de sobrevivência que conheceram, além da crise que estava acontecendo, se obrigaram a continuar seguindo ordens sob pena de perecerem nas mãos dos próprios conhecidos.
Obviamente isto não justifica nada do que fizeram, mas mostra que, enquanto não tentarmos mudar nosso ambiente de competição para união, podemos continuar criando leis, criando taxas, colocando policiais nas ruas, e até o exército: crimes vão continuar a acontecer, sejam eles simples furtos ou o extermínio de populações inteiras, seja por guerra, fome, sede ou doenças. Todos problemas que podem ser facilmente resolvidos a partir do momento que conhecermos a nós mesmos e agirmos com mais consciência. Como o Jacque disse: colocamos o homem num pedestal, como se ele fosse a criatura mais inteligente do planeta, enquanto nada está mais longe da verdade. Mas pode ser, depende apenas de cada um de nós.
:-)

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