Neste post vou explorar as mudanças que tivemos na agricultura e na revolução industrial, continuando com as informações passadas pelo vídeo Awakening. Desta maneira poderemos ter uma visão melhor do que iremos enfrentar quando passarmos para o quinto estágio da evolução humana: a tecnológica.
Quando nosso conhecimento sobre o mundo chegou ao ponto que compreendemos como plantas crescem, chegamos ao ponto crítico da agricultura. Pela primeira vez tivemos a oportunidade de produzir mais do que se consumia, mas isto significava que teríamos que escolher também entre sermos nômades ou sedentários. Deixar de ser caçador coletor e passar a ser agricultor foi uma decisão que nem todos viram como boa, pois até hoje temos tribos e clãs andando pelo mundo da mesma forma que nosso ancestrais faziam. Seu apego pelos antigos costumes e hábitos se mantém até os dias atuais, mostrando que ambas as formas de sobrevivência tem seus pontos fortes e fracos.
Um dos malefícios da agricultura foi a desigualdade social. Pela primeira vez em milhões de anos tivemos o excesso como parte de nossas vidas, mas talvez por termos passado tanto tempo dependendo de nosso próprio corpo, talvez por ainda termos um apego por bens materiais, começamos a nos ver como seres diferentes, mesmo dentro da própria família. Começamos a nos dividir de acordo com os serviços que deveriam ser realizados, a dar mais importância para alguns e menor para outras. Mas isto não durou muito tempo, pois assim como precisávamos resolver este problema, também precisávamos achar meios de nos comunicar com as cidades que surgiam ao redor, e que aumentavam suas populações constantemente. A solução que encontramos na época foi criarmos um sistema monetário.
No começo eram apenas trocas de materiais, e muitos não veem que mesmo sem utilizar o dinheiro propriamente dito, o conceito dele já existia. Dinheiro nada mais é do que um material de troca, e independente de usarmos bois, trigo, conchas, ouro ou papel, o princípio continua sendo o mesmo. Mas este artifício funcionou no começo, pois apesar de nos separar, ele deu a possibilidade de nos conhecermos melhor, e assim, nos desenvolvermos ainda mais. Ele era necessário naquela época porque ainda dependíamos de nossa própria força para produzirmos. Ainda não tínhamos os meios que nos livrassem daquele trabalho braçal com que estávamos acostumados por milênios.
Esses meios chegaram junto na revolução industrial. Nela descobrimos que podíamos criar máquinas que maximizava nosso trabalho de tal forma que não seria necessário mais passarmos tanto tempo preocupados com nosso sustento. Se antes já tínhamos excessos, agora passamos a ter uma enxurrada de bens e comodidades que antes nem sonhávamos. Produtos passaram a ser exportados e importados mais facilmente, diminuindo as barreiras que criamos durante o período anterior, nos aproximando cada vez mais. Mas também trouxe um problema do passado.
O sistema monetário, antes utilizado para tentar igualar as pessoas, agora tornava o excesso da produção inacessível para aqueles que mais precisavam. Descobrimos ser mais barato jogar comida fora do que mandar para povos passando fome em outro continente, ou até no fim da rua. A falta de recursos não é mais o problema: estamos em guerra por causa de dinheiro apenas. Passamos a ter tanto que criamos meios artificiais de produzir escassez, apenas para nos manter tendo lucros cada vez maiores. Mesmo que isto signifique o genocídio de populações inteiras.
Muitas pessoas não veem este ponto por estarem acostumadas com o estilo de vida apresentado a elas desde crianças, e sabemos que mudanças são difíceis de acontecer. Difíceis, mas não impossíveis. Como Iron Maiden cantou em Wasted Years: “Então entenda, não perca seu tempo procurando por aqueles anos desperdiçados. Enfrente, tome uma posição, e compreenda que estas vivendo nos anos dourados.” Usando a música de exemplo, estaremos sempre vivendo os melhores anos de nossas vidas. Basta apenas deixarmos o que passou para trás e nos adaptarmos para as novidades. Afinal, adaptação foi o que manteve nossa espécie viva até hoje.
No post de amanhã, irei falar sobre a nova transição que está começando.
:-)
Quando nosso conhecimento sobre o mundo chegou ao ponto que compreendemos como plantas crescem, chegamos ao ponto crítico da agricultura. Pela primeira vez tivemos a oportunidade de produzir mais do que se consumia, mas isto significava que teríamos que escolher também entre sermos nômades ou sedentários. Deixar de ser caçador coletor e passar a ser agricultor foi uma decisão que nem todos viram como boa, pois até hoje temos tribos e clãs andando pelo mundo da mesma forma que nosso ancestrais faziam. Seu apego pelos antigos costumes e hábitos se mantém até os dias atuais, mostrando que ambas as formas de sobrevivência tem seus pontos fortes e fracos.
Um dos malefícios da agricultura foi a desigualdade social. Pela primeira vez em milhões de anos tivemos o excesso como parte de nossas vidas, mas talvez por termos passado tanto tempo dependendo de nosso próprio corpo, talvez por ainda termos um apego por bens materiais, começamos a nos ver como seres diferentes, mesmo dentro da própria família. Começamos a nos dividir de acordo com os serviços que deveriam ser realizados, a dar mais importância para alguns e menor para outras. Mas isto não durou muito tempo, pois assim como precisávamos resolver este problema, também precisávamos achar meios de nos comunicar com as cidades que surgiam ao redor, e que aumentavam suas populações constantemente. A solução que encontramos na época foi criarmos um sistema monetário.
No começo eram apenas trocas de materiais, e muitos não veem que mesmo sem utilizar o dinheiro propriamente dito, o conceito dele já existia. Dinheiro nada mais é do que um material de troca, e independente de usarmos bois, trigo, conchas, ouro ou papel, o princípio continua sendo o mesmo. Mas este artifício funcionou no começo, pois apesar de nos separar, ele deu a possibilidade de nos conhecermos melhor, e assim, nos desenvolvermos ainda mais. Ele era necessário naquela época porque ainda dependíamos de nossa própria força para produzirmos. Ainda não tínhamos os meios que nos livrassem daquele trabalho braçal com que estávamos acostumados por milênios.
Esses meios chegaram junto na revolução industrial. Nela descobrimos que podíamos criar máquinas que maximizava nosso trabalho de tal forma que não seria necessário mais passarmos tanto tempo preocupados com nosso sustento. Se antes já tínhamos excessos, agora passamos a ter uma enxurrada de bens e comodidades que antes nem sonhávamos. Produtos passaram a ser exportados e importados mais facilmente, diminuindo as barreiras que criamos durante o período anterior, nos aproximando cada vez mais. Mas também trouxe um problema do passado.
O sistema monetário, antes utilizado para tentar igualar as pessoas, agora tornava o excesso da produção inacessível para aqueles que mais precisavam. Descobrimos ser mais barato jogar comida fora do que mandar para povos passando fome em outro continente, ou até no fim da rua. A falta de recursos não é mais o problema: estamos em guerra por causa de dinheiro apenas. Passamos a ter tanto que criamos meios artificiais de produzir escassez, apenas para nos manter tendo lucros cada vez maiores. Mesmo que isto signifique o genocídio de populações inteiras.
Muitas pessoas não veem este ponto por estarem acostumadas com o estilo de vida apresentado a elas desde crianças, e sabemos que mudanças são difíceis de acontecer. Difíceis, mas não impossíveis. Como Iron Maiden cantou em Wasted Years: “Então entenda, não perca seu tempo procurando por aqueles anos desperdiçados. Enfrente, tome uma posição, e compreenda que estas vivendo nos anos dourados.” Usando a música de exemplo, estaremos sempre vivendo os melhores anos de nossas vidas. Basta apenas deixarmos o que passou para trás e nos adaptarmos para as novidades. Afinal, adaptação foi o que manteve nossa espécie viva até hoje.
No post de amanhã, irei falar sobre a nova transição que está começando.
:-)

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