terça-feira, 11 de maio de 2010

Pilares da Sociedade 2

Quando nossos conhecimentos sobre nossos vizinhos aumentaram, começamos a unir pessoas cada vez mais diferentes em um local comum. Na primeira oportunidade que tivemos de resolver os problemas trazidos por esta prática, recorremos aos nossos instintos e mantivemos o padrão de competição, sempre desconfiados do mundo ao nosso redor. Assim oficializamos a lei do mais forte, onde o grupo mais populoso teria domínio sobre o território e sua maior arma.
O teste do tempo também não mostra bons resultados para a democracia, pois ela também necessita de um crescimento infinito em uma realidade finita. Para que cada lado tenha sua chance, é necessário cada vez mais membros, de maneira que sobrepuja o adversário consideravelmente. Apesar do ideal ser o controle populacional e a troca de ideias para se mudar a mentalidade, a cultura discriminatória promove uma maior facilidade na perpetuação de superstições e costumes, pois são baseados nas crenças, apelações para instintos e sentimentos.
A democracia ainda serve também como mais um elemento de segregação, criando um ambiente onde nosso lado competitivo, e não solidário, se destaque. Com o passar do tempo, o que tinha a intenção de ser um exercício de criação de novos temas e ideias para melhorias, tornou-se um campo de guerra, ondes golpes cada vez mais baixos saciam a sede de sangue dos espectadores. Ainda vivemos na época do Coliseu, apenas nos tornamos um pouco mais discretos. Mas como espectadores devotos, raramente notamos que podemos trocar o jogo que olhamos, pois para isto precisamos nos mexer e trocar o canal.
O primeiro passo para que o jogo pare de ser passado em cadeia nacional é se não tiver espectadores suficientes. Parece ser incrivelmente difícil de ser feito, pois não nos damos bem com mudanças, mas os benefícios podem ser vistos tanto no curto quanto no longo prazo. Um deles é de economizarmos, pois não estaremos mais pagando o preço do ingresso. Outro é que teremos mais tempo para nós mesmos e aqueles que realmente importam, ainda mais se pararmos de seguir jogos e competições.
Estes são excelentes como formas de esportes e entretenimento, mas dificilmente se relacionam com nossa estrutura social. Somos criados em famílias, onde aprendemos a compartilhar desde cedo. Nossos corpos vivem em harmonia por não competirem com outros órgãos. Crescemos mais quando vamos atrás de objetivos comuns, não perdendo tempo com diferenças, pois apenas são outros pontos de vistas.
:-)

Nenhum comentário:

Postar um comentário