Ao trocar umas ideias no fórum do Zeitgeist brasileiro, um dos participantes me recomendou um filme britânico para dar uma olhada, sobre as mudanças que a sociedade esta fazendo naturalmente, e que alguns políticos já começaram a perceber e se adaptar de acordo. São alternativas trazidas pelas novas tecnologias que muitos usam sem mesmo perceber o que isto representa. Eu, por exemplo, não tinha ideia da dimensão que as redes sociais estão tomando, talvez por serem dependentes ainda do sistema monetário para se manter, em alguns casos.
O nome do filme é Us Now (“Nós Agora” em uma tradução literal), e pode ser visto de graça no próprio site. É feito na forma de um documentário, que mostra como as pessoas estão usando as redes sociais para se aproximarem mais, achando alternativas para especialistas. Um dos enfoques apresentados é justamente em como governos devem se reestruturar para não serem tornados completamente obsoletos nesta nova era tecnológica que nos encontramos. E neste ponto que eu vejo o quanto as pessoas não notam a prisão em que se encontram, pois justamente ajudam a colocar as pedras ao seu redor. Mas deixem-me explicar melhor.
Um dos pontos apresentados é de que as pessoas em pequenas comunidades conseguem os recursos que precisam quando se organizam. Até recentemente isto era meio difícil pois não possuíamos uma tecnologia que permitisse uma comunicação em massa e dinâmica. Mas isto mudou nos últimos anos, com o surgimento de serviços sociais na Internet. Atualmente podemos se organizar de acordo com nossas preferências, sejam elas esportivas, religiosas, políticas, culinárias ou seja qual for nosso interesse. E não precisamos mais de intermediadores, pois as ferramentas estão todas por aí, bastando apenas procurarmos por elas.
Neste contexto, o governo ficaria em segundo plano apenas porque ainda usaríamos um sistema monetário. Seria tarefa dele a produção e distribuição deste recurso da qual se tornamos tão dependentes, mas que na verdade nem precisamos. O próprio filme aponta que uma grande parte destas redes sociais se baseiam apenas na boa vontade das pessoas, não usando dinheiro para resolver seus problemas. Alguns dos exemplos citados mostram pessoas que compartilham um canto em suas casas para estranhos que estão viajando, mães trocando dicas e ideias de como cuidar de suas crianças e até de um time de futebol administrado pelos próprios torcedores.
Pode-se notar quando se observa estas comunidades que em grande parte dos casos, o sistema monetário acaba sendo mais um problema do que solução. Os recursos para a resolução de certas questões existem, mas muitas vezes ficam indisponíveis, presos atrás da barreira monetária, que não possui outra função senão o controle do governo sobre a população. E quando eu digo governo, não estou me referindo apenas às figuras públicas que criam regulamentos, mas principalmente àqueles que investem em leis específicas que acabam adestrando a população.
Uma das coisas que eu mais gostei no documentário foi eles mostrarem o poder que comunidades tem quando se comunicam e vão atrás de soluções para seus problemas, sem esperar que alguém venha levá-las pela mão. Mostra o quanto as pessoas que participam se sentem mais valorizadas por estarem contribuindo para algo que realmente importa para elas. É uma volta da autoestima perdida com o adestramento de milênios. Mas é como dizem por aí: tem coisas que não tem preço, e quando vejo exemplos como os apresentados neste filme, noto que estamos cada vez mais perto de tirarmos esse mal de nossas vidas de uma vez por todas.
:-)
Um dos pontos apresentados é de que as pessoas em pequenas comunidades conseguem os recursos que precisam quando se organizam. Até recentemente isto era meio difícil pois não possuíamos uma tecnologia que permitisse uma comunicação em massa e dinâmica. Mas isto mudou nos últimos anos, com o surgimento de serviços sociais na Internet. Atualmente podemos se organizar de acordo com nossas preferências, sejam elas esportivas, religiosas, políticas, culinárias ou seja qual for nosso interesse. E não precisamos mais de intermediadores, pois as ferramentas estão todas por aí, bastando apenas procurarmos por elas.
Neste contexto, o governo ficaria em segundo plano apenas porque ainda usaríamos um sistema monetário. Seria tarefa dele a produção e distribuição deste recurso da qual se tornamos tão dependentes, mas que na verdade nem precisamos. O próprio filme aponta que uma grande parte destas redes sociais se baseiam apenas na boa vontade das pessoas, não usando dinheiro para resolver seus problemas. Alguns dos exemplos citados mostram pessoas que compartilham um canto em suas casas para estranhos que estão viajando, mães trocando dicas e ideias de como cuidar de suas crianças e até de um time de futebol administrado pelos próprios torcedores.
Pode-se notar quando se observa estas comunidades que em grande parte dos casos, o sistema monetário acaba sendo mais um problema do que solução. Os recursos para a resolução de certas questões existem, mas muitas vezes ficam indisponíveis, presos atrás da barreira monetária, que não possui outra função senão o controle do governo sobre a população. E quando eu digo governo, não estou me referindo apenas às figuras públicas que criam regulamentos, mas principalmente àqueles que investem em leis específicas que acabam adestrando a população.
Uma das coisas que eu mais gostei no documentário foi eles mostrarem o poder que comunidades tem quando se comunicam e vão atrás de soluções para seus problemas, sem esperar que alguém venha levá-las pela mão. Mostra o quanto as pessoas que participam se sentem mais valorizadas por estarem contribuindo para algo que realmente importa para elas. É uma volta da autoestima perdida com o adestramento de milênios. Mas é como dizem por aí: tem coisas que não tem preço, e quando vejo exemplos como os apresentados neste filme, noto que estamos cada vez mais perto de tirarmos esse mal de nossas vidas de uma vez por todas.
:-)

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