Esse fim de semana fui no cinema olhar a nova versão da história do Robin Hood, e o que mais me chamou a atenção no filme foi, pra variar, as semelhanças entre a vida feudal de uns mil anos atrás e a de hoje. Por mais máscaras que nos acostumamos a usar em nosso dia a dia, ainda temos a mesma mentalidade servil do povo apresentado na tela. Ainda estamos esperando um salvador místico e poderoso que nos tire do inferno que vivemos e nos leve para o paraíso prometido e idealizado por gerações passadas.
A estrutura da vida social mostrada no filme chama atenção por ser praticamente igual a que temos hoje em dia, apenas com uma tecnologia um pouco mais avançada. Logo no início do filme pode-se ver, por exemplo, que muito dos soldados que vão para a guerra o fazem sem ter muita ideia do que encontrarão por lá. O que quero dizer é que alguns, mesmo sabendo que irão ver sangue e cenas horrendas, não estão preparados para ver isto como sendo um resultado de seus próprios atos. As promessas de glória ofuscam tanto, ainda mais quando é a única alternativa de sustento para alguns, que existem aqueles que não conseguem se recuperar das consequências do que são ordenados a fazer.
Este fenômeno não se observa apenas no exército, mas na sociedade como um todo. Desde os tempos feudais tentamos, como pavões, usar uma plumagem diferente para impressionar outros, mesmo ainda sendo basicamente frangos por debaixo de tanta produção. Os motivos para agirmos desta maneira são tão variados quanto existem psicólogos por aí, pois dependem de qual ou quais pessoas queremos chamar mais a atenção. Naquela época ao menos, tínhamos a desculpa de não saber que este é um vício do nosso cérebro, uma defesa natural contra o isolamento para perpetuar a espécie. Mas atualmente, com a informação correndo mais livremente por aí, podemos começar a prestar mais atenção em como nos comportamos, e restringir nossos instintos, deixando de agir como simples animais.
Um desses comportamentos podemos ver claramente na maneira como nossa sociedade ainda é estruturada. Uma estrutura defendida com unhas e dentes por falta de conhecimento de que só mantemos um líder por não termos confiança em nós mesmos. Existe o argumento da organização, mas esse problema desaparece quando as pessoas são realmente civilizadas, ao contrário do faz-de-conta que vivemos. No início concordo que precisávamos de tal estrutura, mas atualmente o que precisamos mesmo é de autoestima e sabedoria, que parecem ter desaparecido de nosso meio. E ter alguém constantemente nos lembrando o quão serviçais somos, não ajuda nem um pouco neste quesito. O filme ilustra bem essa parte, mostrando um lado do Robin Hood que é pouco conhecido, mais baseado em história do que em lendas.
Se não assistiram ainda recomendo darem uma olhada, ainda mais para se lembrarem da história. Não sei se existiu mesmo um Robin, ou se é muito mais mito do que realidade, mas podemos notar que desde tempos antigos temos esperado como ovelhas pelo pastor que irá nos levar para a pastagem mais verde. Com informação, todos temos a oportunidade de nos tornarmos leões. É uma grande mudança, necessária se quisermos parar de ser guiados de um pasto para outro apenas para termos nossa lã cortada de tempos em tempos e servirmos de alimento para outros quando necessário para eles.
:-)
A estrutura da vida social mostrada no filme chama atenção por ser praticamente igual a que temos hoje em dia, apenas com uma tecnologia um pouco mais avançada. Logo no início do filme pode-se ver, por exemplo, que muito dos soldados que vão para a guerra o fazem sem ter muita ideia do que encontrarão por lá. O que quero dizer é que alguns, mesmo sabendo que irão ver sangue e cenas horrendas, não estão preparados para ver isto como sendo um resultado de seus próprios atos. As promessas de glória ofuscam tanto, ainda mais quando é a única alternativa de sustento para alguns, que existem aqueles que não conseguem se recuperar das consequências do que são ordenados a fazer.
Este fenômeno não se observa apenas no exército, mas na sociedade como um todo. Desde os tempos feudais tentamos, como pavões, usar uma plumagem diferente para impressionar outros, mesmo ainda sendo basicamente frangos por debaixo de tanta produção. Os motivos para agirmos desta maneira são tão variados quanto existem psicólogos por aí, pois dependem de qual ou quais pessoas queremos chamar mais a atenção. Naquela época ao menos, tínhamos a desculpa de não saber que este é um vício do nosso cérebro, uma defesa natural contra o isolamento para perpetuar a espécie. Mas atualmente, com a informação correndo mais livremente por aí, podemos começar a prestar mais atenção em como nos comportamos, e restringir nossos instintos, deixando de agir como simples animais.
Um desses comportamentos podemos ver claramente na maneira como nossa sociedade ainda é estruturada. Uma estrutura defendida com unhas e dentes por falta de conhecimento de que só mantemos um líder por não termos confiança em nós mesmos. Existe o argumento da organização, mas esse problema desaparece quando as pessoas são realmente civilizadas, ao contrário do faz-de-conta que vivemos. No início concordo que precisávamos de tal estrutura, mas atualmente o que precisamos mesmo é de autoestima e sabedoria, que parecem ter desaparecido de nosso meio. E ter alguém constantemente nos lembrando o quão serviçais somos, não ajuda nem um pouco neste quesito. O filme ilustra bem essa parte, mostrando um lado do Robin Hood que é pouco conhecido, mais baseado em história do que em lendas.
Se não assistiram ainda recomendo darem uma olhada, ainda mais para se lembrarem da história. Não sei se existiu mesmo um Robin, ou se é muito mais mito do que realidade, mas podemos notar que desde tempos antigos temos esperado como ovelhas pelo pastor que irá nos levar para a pastagem mais verde. Com informação, todos temos a oportunidade de nos tornarmos leões. É uma grande mudança, necessária se quisermos parar de ser guiados de um pasto para outro apenas para termos nossa lã cortada de tempos em tempos e servirmos de alimento para outros quando necessário para eles.
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