segunda-feira, 24 de maio de 2010

Acordando


Ando aproveitando os fins de semana para dar uma atualizada no que sei e  aprendi sobre vida sustentável e os motivos de deixarmos o dinheiro para trás, e me deparei com uma nova perspectiva sobre o assunto. No site do Projeto Vênus tem duas séries de filmes que explicam bem esses pontos de vista, mas como eles estão em inglês pode ficar complicado para o público brasileiro entender os vídeos. O primeiro deles chama-se Awakening (Acordando), e trata do que está acontecendo no mundo ultimamente, da história que nos trouxe até aqui e o que pode ser feito daqui para frente. Para aqueles que viram e sabem inglês, vão ver que em muitos casos vou usar as exatas palavras apresentadas no vídeo. Considero ótimos exemplos e seria um desperdício não passar adiante.

O documentário apresenta a história da humanidade baseada em quatro pontos críticos de mudanças culturais. Cada um destes pontos foi um período de transição, onde nossa espécie teve oportunidade de crescer e se desenvolver mais do que o período anterior. Começamos como nômades, capazes apenas de sustentar a nós mesmos, nosso companheiro e poucos filhos. Foi preciso mudarmos para ir para o segundo estágio, onde descobrimos como utilizar algumas ferramentas para sobrevivermos em grupos um pouco maiores. O terceiro estágio começou quando descobrimos a agricultura, e fomos capazes de alimentar cidades. O quarto estágio chegou com a revolução industrial, onde começamos a sustentar nações. Entre cada um destes estágios, existiu uma transformação, muitas vezes cheias de conflitos por não querermos abandonar os antigos costumes e hábitos. E agora que estamos chegando em nosso quinto estágio, podemos aprender com o passado e fazer esta quarta transição ser a mais fácil de todas até agora, ou podemos ignorar tudo o que sabemos e aprendemos como nossos ancestrais e nos deixar à mercê do destino.
O que mais difere a transformação que iremos passar agora das antigas, é que temos mais consciência de onde estamos, de onde viemos, e podemos, pela primeira vez, escolher para onde vamos. Mas para selecionarmos o que queremos com mais sabedoria, é preciso ter o máximo de informação possível. E um destes dados que as pessoas não notam, mas que certamente sabem, é no que se refere à produção de bens, e é aonde o nosso sistema monetário tem se apresentado cada vez mais falho. Vejo que não deixei claro em posts passado que eu sempre vi alternativas para ele, mas que ele teve sua função até entrarmos na era industrial. Uma das coisas que o vídeo me mostrou que eu não apontei até agora é que, apesar de considerar que poderíamos ter feito outro caminho menos conflitante para chegarmos até aqui, não foi isto que nossos ancestrais consideraram. Eles escolheram usar o dinheiro por vários motivos e, sejam eles quais fossem, esses motivos foram sumindo do meio de nossa sociedade, invalidando cada vez mais o motivo de se ter o artifício em nossas vidas. Mas deixem eu explicar melhor.
No início, nossos antepassados cresceram num mundo sem um décimo das ferramentas e informações que temos hoje, um mundo de escassez, onde era necessário se apegar a qualquer material disponível para conseguir sobreviver um pouco mais. Contando apenas com a força de seus braços e pernas, o trabalho manual era a única fonte de vida que conheciam, pois se não se mexessem, não teriam alimentos para se sustentarem. Passamos milhões de anos dependendo unicamente de nosso corpo, ainda agindo como animais irracionais para conseguir se manter em um mundo que conhecíamos pouco. Mal tínhamos condições de nos cuidar, portanto os grupos daquela época eram constituídos de pouquíssimos membros, e cada um precisava cuidar de si, sob pena de perecer.
Quando descobrimos o fogo, a pedra lascada e a roda, descobrimos também as vantagens da tecnologia, pois nossa produção aumentou consideravelmente, assim como nosso conforto. Começamos a ter alimentos mais saborosos, não precisávamos fazer tanto esforço nas caças e não nos cansávamos tanto ao transportar nossos pertences. Tivemos a oportunidade de aumentar nosso grupo e passar a ter tribos e clãs, assim como melhoramos nossa comunicação, e passamos inclusive a utilizar peles para nos proteger do frio. Nosso conceito de propriedade foi intensificado nesse período, já que a alternativa de não ter nossos próprios utensílios era mais árdua e complicada. Ainda existia uma escassez real de recursos, pois ainda não tínhamos informação suficiente sobre o planeta, nem sobre seus habitantes e recursos. Mas isto estava para mudar com a chegada do terceiro estágio: a agricultura.
Continuo o texto amanhã, pois ele já está de bom tamanho. Se tiverem tempo para olhar o vídeo, imagino que irão se adiantar bastante no que vou falar. Ele completo da menos de 40 minutos e vale muito a pena. Infelizmente não achei uma versão legendada ou em português.
:-)

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