Continuando com a série sobre nossos vícios sociais (1, 2 e 3), este quarto episódio é sobre relacionamentos. Diferente do posicionamento social, onde o foco é a classe e o poder aquisitivo, este foca em algo mais primitivo, que nossos antepassados aprenderam e usaram por milhões de anos antes mesmo de terem a chance de criar as condições para a desigualdade que conhecemos hoje. Os relacionamentos à que me refiro, e que vamos aprofundar ainda mais hoje, se referem à confiança que temos entre nós. Ou a falta dela.
Quando ainda vagávamos sem rumo definido pelo planeta nossos instintos eram praticamente tudo o que ainda podíamos contar, e as chances eram de que possivelmente estaríamos mais seguros vivendo em grupos conhecidos, repelindo os estranhos que encontrássemos, por mais que eles se parecessem conosco. Ao menos até eles darem provas irrefutáveis de que poderiam ser confiáveis. Por não aceitarmos tão facilmente mudanças ao nosso estilo de vida, ainda mais
Quando ainda vagávamos sem rumo definido pelo planeta nossos instintos eram praticamente tudo o que ainda podíamos contar, e as chances eram de que possivelmente estaríamos mais seguros vivendo em grupos conhecidos, repelindo os estranhos que encontrássemos, por mais que eles se parecessem conosco. Ao menos até eles darem provas irrefutáveis de que poderiam ser confiáveis. Por não aceitarmos tão facilmente mudanças ao nosso estilo de vida, ainda mais
quando não sabemos o que esperar do mundo ao nosso redor, desenvolvemos um senso de confiança onde damos um valor muito grande para poucos pontos em comum. Ao mesmo tempo, criamos uma aversão grande por diferenças, por menor que sejam.
Nossa biologia ajuda a explicar um pouco sobre este aspecto de nosso comportamento, pois da mesma forma que sentimos fome, também sentimos solidão. Nosso cérebro nos recompensa quimicamente quando estamos juntos de quem consideramos iguais, e por isso, o alcool se tornou tão popular em nossa sociedade: ele reduz o funcionamento dos neurônios, diminuindo nossa atenção sobre as diferenças, nos deixando mais à vontade entre estranhos. Mas por se tratar de uma questão de percepção, podemos mudar isto de uma forma simples, saudável e controlada.
Estamos acostumados a criar todos os tipos de segregações, pois passamos a maior parte de nosso tempo no planeta vivendo em grupos pequenos que não se comparam ao que temos hoje. O salto populacional ocorrido nos últimos milênios, principalmente nos últimos séculos, foi rápido demais para nossa estrutura social e por isto ainda estamos presos em muitos conflitos que poderiam ser facilmente resolvidos. Tudo o que precisam não são mais leis ou investimentos, mas uma mudança de mentalidade.
Precisamos nos adaptar para os novos tempos, sair de nossos grupos particulares de algumas milhares de pessoas e passar a notar que pertencemos à um muito maior, com bilhões de indivíduos que tem as mesmas necessidades que todos os outros. Por exemplo, todos queremos ter condições de viver com saúde e de ter acesso à comida de qualidade e água potável. Portanto, é importante que comecemos a focar em pontos e objetivos comuns se quisermos unir a sociedade, ao invés de ficarmos apontando diferenças. Pois essas sempre vão existir, se não notaram. Afinal, são o que nos tornam indivíduos dentro da mesma espécie.
:-)
Nossa biologia ajuda a explicar um pouco sobre este aspecto de nosso comportamento, pois da mesma forma que sentimos fome, também sentimos solidão. Nosso cérebro nos recompensa quimicamente quando estamos juntos de quem consideramos iguais, e por isso, o alcool se tornou tão popular em nossa sociedade: ele reduz o funcionamento dos neurônios, diminuindo nossa atenção sobre as diferenças, nos deixando mais à vontade entre estranhos. Mas por se tratar de uma questão de percepção, podemos mudar isto de uma forma simples, saudável e controlada.
Estamos acostumados a criar todos os tipos de segregações, pois passamos a maior parte de nosso tempo no planeta vivendo em grupos pequenos que não se comparam ao que temos hoje. O salto populacional ocorrido nos últimos milênios, principalmente nos últimos séculos, foi rápido demais para nossa estrutura social e por isto ainda estamos presos em muitos conflitos que poderiam ser facilmente resolvidos. Tudo o que precisam não são mais leis ou investimentos, mas uma mudança de mentalidade.
Precisamos nos adaptar para os novos tempos, sair de nossos grupos particulares de algumas milhares de pessoas e passar a notar que pertencemos à um muito maior, com bilhões de indivíduos que tem as mesmas necessidades que todos os outros. Por exemplo, todos queremos ter condições de viver com saúde e de ter acesso à comida de qualidade e água potável. Portanto, é importante que comecemos a focar em pontos e objetivos comuns se quisermos unir a sociedade, ao invés de ficarmos apontando diferenças. Pois essas sempre vão existir, se não notaram. Afinal, são o que nos tornam indivíduos dentro da mesma espécie.
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