sexta-feira, 30 de julho de 2010

Propriedade Pública

Ironicamente, nosso conceito sobre propriedade pública não diz respeito ao que pertence ao público, mas ao que pertence ao governo e é disponibilizado para o povo sem uma taxação. Enquanto o cidadão médio se lembra de praças e hospitais, esquece muitas vezes de outros prédios, como prefeituras, senado, e até mesmo bases militares. Quando pensamos em tudo o que engloba o conceito, notamos o quão restrito é o acesso a estes bens.E enquanto mantivermos a visão pré-histórica de que ter propriedade é algo a ser almejado, estaremos cada vez mais nos limitando. Um exemplo que pode ser visto em todas as cidades são os condomínios e casas cheios de grades e seguranças, parecendo prisões enfeitadas. Por mais que aqueles que estejam lá dentro se sintam confortáveis, para aqueles que estão do lado de fora, aquela construção nada mais é do que uma sentença.
Com um mundo inteiro para se conhecer e explorar, ficar preso à um pedaço de terra específico não parece muito convidativo, por mais paradisíaco que seja. O mesmo acontece com bens, que acabam sendo acumulados e virando um peso quando poderiam muito bem ser usados e disponibilizados quando não precisamos mais. Músicas e filmes acabam tendo seu público restrito por estarem se fechando com leis, o que não deve ser o objetivo de verdadeiros artistas.
O comportamento que nos primordios de nossa existência nos salvava, agora que avançamos com informações e tecnologia, está nos separando cada vez mais. Se não prestarmos mais atenção e mudarmos, iremos acabar isolados, transformando nossos castelos em prisões e sepulcros. Todos os dias temos a oportunidade de escolher entre compartilhar ou acumular, depende de cada um escolher o caminho que ache melhor. Por isto a importância de se procurar informações, para que não acabemos tomando uma decisão desinformada.
:-)

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Propriedade Intelectual

Assim como não associamos o conceito de propriedade com seres vivos, dificilmente relacionávamos outros aspectos não materiais à propriedade. Foi durante a revolução tecnológica que passamos a prestar mais atenção em outros campos, saindo do físico. A propriedade intelectual se tornou uma constante cada vez mais presente em nossas vidas, trazendo novas áreas para a exploração do mundo financeiro.Sons e imagens são os mais famosos, curiosamente virando o palco de guerras entre produtoras e clientes. Sejam músicas ou apenas fala, vídeos ou fotos, cada item agora pode ser propriedade de pessoas e instituições, restringindo seu uso para aqueles dispostos a pagarem pelo seu direito de uso. O mesmo se ve a mais tempo em livros e publicações, que podem ser reproduzidos apenas sob certas condições específicas.
E para aqueles que acham que não existem mais campos passivos de serem utilizados da mesma maneira, basta apenas olharem para si mesmos. Algumas empresas estão se especializando em patentear genes, passando a serem donas de espécies inteiras, sejam vegetais ou animais. E enquanto isto representa lucro para alguns, outros passam a ser criminalizados por não terem condições de se manterem atualizados com as taxas, ou por verem um limite nos recursos que podem ser clamados como propriedade.
Um exemplo é o caso da água da chuva, onde alguns governos locais já criaram regras proibindo sua coleta, fazendo com que a população dependa exclusivamente da distribuidora de água local. Imagino que não irá demorar mais tanto tempo para que o ar que respiramos também passe a pertencer à uma instituição, fazendo com que o resto da população precise pagar para seu consumo, ou ache os mais mirabolantes jeitos para suprir sua necessidade. Talvez quando chegar neste ponto, sejamos obrigados a parar e analisar o caminho que estamos trilhando, se não conseguirmos abrir nossas mentes antes.
:-)

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Propriedade Pessoal

Quando se fala em propriedade, é comum se pensar apenas em bens materiais, sejam eles móveis ou imóveis. Deixamos passar outros elementos por não os associarmos com o conceito, embora sejam tratados da mesma forma. Nossos relacionamentos são um exemplo disso, seja com seres de outras espécies ou com a da nossa própria. Por vezes, sem notarmos, tratamos nossos animais de estimação como se fossem um objeto qualquer, desprovido de sentimentos ou de consciência. Consideramos ainda mais grave quando fazemos com outras pessoas, tanto que demos um outro nome para este tipo específico de propriedade: escravidão.
No passado, ser a propriedade de outra pessoa nos deixava fisicamente à merce dela, e apesar de ainda sofrermos abuso agora que somos pagos, poucas são as pessoas que veem esta relação. Passamos da prisão física para a psicologica de uma forma tão suave que mal notamos, e o fizemos tão voluntariamente que até hoje incentivamos para as próximas gerações. Se liberdade está mesmo na independência, nossas ações do dia-a-dia mostram que estamos nos distanciando dela, pois estamos dependendo cada vez mais de governos, bancos e igrejas. Estamos, como uma sociedade, esquecendo como administrar nossa própria vida, recursos e espiritualidade, passando esta responsabilidade para instituições que tem, por sua vez, seus próprios objetivos.
E assim como somos aprisionados, também aprisionamos outros. Alguns relacionamentos viram exemplos quando o sentimento de posse se torna mais forte do que o de empatia. Quando deixamos de ver nosso parceiro como uma extensão de nós mesmos, e o tornamos um objeto a ser mantido, temos a violência doméstica. O mesmo pode acontecer entre pais e filhos, onde um sofre pela obcessão desnecessária do outro, chegando às ações mais extremas.
Mesmo com tratados libertando os corpos das pessoas da escravatura, são diversos os casos onde vemos o mesmo tipo de comportamento se manifestando, sejam eles psicológicos ou sentimentais. Mas assim como foi no passado, assim que algumas pessoas notarem que os malefícios desta prática superam os benefícios, talvez também tenhamos a oportunidade de mudarmos nossos conceitos e modificarmos nosso estilo de vida. O primeiro passo para mudar de direção é saber para onde nos leva o caminho que estamos seguindo: apenas notando que ele não vai para onde queremos é que iremos fazer alguma coisa a respeito.
:-)

terça-feira, 27 de julho de 2010

Propriedade Privada

Antes mesmo de descobrirmos a agricultura, já havíamos criado um conceito de propriedade privada. Lanças e peles eram tão valiosas que carregavámos para todo lugar, pois éramos incapazes ainda de saber como criar as condições de criar comida e nos aquecer. Dependíamos muito destes artifícios, e fomos passando isto para as novas gerações, que foram dando sua contribuição para a lista de materiais que precisávamos para sobreviver, aumentando-a. Isto se tornou ainda mais evidente quando descobrimos o fogo e, principalmente, a agricultura.
Quando deixamos de ser nômades e descobrimos como criar nosso próprio alimento, apesar de termos as condições, não abrimos mão do que agora produzíamos mais facilmente. Seja por qual motivo for, continuamos acumulando bens, ainda mais que agora tínhamos uma moradia fixa onde podíamos estocar e defender, se necessário. Assim, o conceito de produção já nasceu sendo relacionado com a propriedade privada, criando problemas que enfrentamos até hoje. Além da desigualdade social, passamos a conhecer um outro tipo de escassez, que não era mais real, mas fabricada. Com recursos escassos valendo mais, aqueles que controlavam estoques de comida e água passaram a ver mais motivos em restringir o acesso do que liberar, em ordem de aumentar o poder que tinham nas comunidades.
Mesmo passando por diversas revoluções e modernizações, raramente paramos para se perguntar se realmente este é a resposta mais adequada para o problema. Por simplesmente aceitar o que nos é passado, não notamos que muito dos aspectos que temos medo ou não gostamos no mundo são frutos de nosso próprio estilo de vida. Acumulação de bens por parte de algumas poucas pessoas não é sábio nem prático, e apesar disto, mantemos esta mentalidade diariamente. Por sermos instruídos e adestrados nesta direção desde nossos primeiros passos, o medo de perder o que levamos anos para acumular se torna mais forte, nos impedindo de nos mexermos.
Esta prática, agora que temos mais tecnologia e informação do que no passado, cria barreiras ainda maiores para o melhoramento de nossa sociedade. Apenas o fato de que precisamos fazer uma troca quando temos alguma necessidade, limita nossas opções, cortando aquelas que poderiam solucionar muitas questões. Além disto, nos sobrecarregamos com utensílios que foram utéis em um curto período de nossa vida, mas que continuam nela mesmo sem ter mais motivo. Ao libertarmos nossas propriedades para o mundo, estaremos fazendo o mesmo conosco, abrindo nossa mente para novas idéias e metodologias. Se quanto menos dependentes, mais livres somos, talvez assim consigamos dar o primeiro passo em direção à uma verdadeira liberdade, começando com o que usamos em nosso dia-a-dia.
:-)

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Propriedade

De toda a herança passada por nossos antepassados, talvez nenhuma outra influencie tanto nossos dias quanto o conceito de propriedade. Dele nasceu muito dos pilares da nossa sociedade, como a democracia e o capitalismo. No entanto, quando a definição foi criada, o conhecimento sobre o mundo em geral era restrito. Naqueles dias, a escassez era uma realidade, principalmente por nossos ancestrais não terem tecnologia e um entendimento de como o mundo natural funcionava. Sem informações básicas de como guardar água e plantar, o apego a certas ferramentas se acentuou, pois elas facilitavam tarefas diárias.
Com o passar do tempo, entretanto, fizemos diversas atualizações nos utensílios que usamos para sobreviver. Deixamos lanças e pedras de lado, preferindo lápis e caneta, e mais tarde trocando-os por computadores. Também deixamos de andar a pé, fazendo uso de animais antes de descobrir como construir máquinas que nos transportassem. Mas no meio de todas estas mudanças, esquecemos de modernizar nossos conceitos, de adapta-los para a nova realidade criada com tantas informações novas.
Já sabemos que o mundo não é plano ou infinito, que a Terra não é o centro do universo e que os únicos monstros que existem são aqueles que nos mesmos criamos. Parece lógico, então, que revisemos o que nos é passado, para que não fiquemos presos à um estilo de vida que não condiz com nossa nova realidade. E ao fazermos esta análise, precisamos procurar principalmente por uma razão de tal comportamento existir, sob pena de nos mantermos presos sem motivo. Se notarmos que tal aspecto não é mais necessário em nossas vidas, poderemos dedicar o tempo que antes utilizávamos para ele em algo mais construtivo ou relaxante. Sem o estresse de tentar manter um estilo de vida de milhares de anos atrás em sincronia com a modernidade tecnológica que temos. Até mesmo nossa sanidade pode melhorar.
:-)

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Recursos Disponiveis

Saber quais recursos existem não faz muita diferença em nossas vidas se não soubermos quais podemos utilizar e quando. Enquanto as materias primas do mundo não forem devidamente catalogadas e colocadas à disposição daqueles que precisam, nossos problemas continuarão os mesmos de quando começamos. Apesar de ter funcionado no passado, a administração feita por instituições baseadas em um sistema monetário não se atualizou com o avanço da tecnologia e do crescimento populacional, deixando cada vez mais pessoas fora do alcance da distribuição destes bens básicos para a sobrevivência.
Por não terem informações suficientes e estarem acostumados e condicionados a recorrer a respostas antigas, nossos antepassados criaram e propagaram o conceito de propriedade, atrelando recursos ao lucro. Isto fez com que resumissemos nossas opções de sobrevivência à apenas uma: dinheiro. A partir daquele momento, foram criadas as condições para que deixássemos de procurar qualidade para ir atrás de quantidade, acreditando que aquele era o caminho que solucionaria nossos problemas. Na antiguidade o conhecimento era menor do que hoje, e por causa disto a escassez era real, fazendo com que a procura por uma maior abundância fosse o objetivo. Mas hoje em dia, quando temos dados e tecnologia suficiente para criar produtos de melhor qualidade e, ao mesmo tempo, reciclar outros, precisamos trocar nosso alvo.
Para tal feito, é necessário que nosso conceito sobre propriedade mude. Enquanto tivermos os recursos do planeta como patrimônio exclusivo, e não inclusivo, continuaremos nos segregando, incapazes de achar as respostas que somente uma cooperação pode dar. Assim como com a informação, precisamos encontrar os meios de deixar à disposição de todos a materia-prima do mundo. Pessoas com acesso à informação e material tem mais oportunidades de resolver problemas do que aquelas que tem apenas um dos itens ou nenhum deles. Assim como nossos antepassados, que começaram sem nada, foram capazes de construir um mundo completamente diferente do que tinham, podemos fazer o mesmo. Precisamos apenas mudar nossa mentalidade para alcançarmos o paraíso que tanto procuramos.
:-)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Recursos Humanos

Mesmo neste dia e ano, quando se fala de recursos humanos, a primeira imagem que vem à cabeça é de um chefe organizando os empregados como boiadeiros cuidando de um rebanho. Apesar de engraçado, este tipo de comportamento vem trazendo mais problemas do que soluções para nossa sociedade e precisa ser revisto. Com o aumento populacional, estruturas criadas quando ainda erámos poucos tem um outro impacto quando nosso número aumenta exponencialmente. Se antes podíamos deixar o lixo espalhado que a natureza se encarregava de reciclá-lo, agora precisamos cuidar pois estamos sobrecarregando esta habilidade.
Com o conhecimento sobre recuros naturais e tecnológico que temos, é necessário que nos organizemos de formas diferentes para resolver certas situações em que nos encontramos. Para começar, a estrutura competitiva que temos em nossa sociedade precisa mudar para uma solidária. Apenas seremos capazes de resolver nossos problemas quando aqueles que atingem à todas as pessoas forem solucionados. Se uma pessoa passa fome em outro hemisfério, apesar de ser longe, o problema pode chegar à nossa própria porta, justamente por estarmos competindo com ela ao invés de ajudá-la. Ao colaborarmos com outros, praticamos nossas habilidades de resolver questões mais difíceis.
É necessário aprendermos nossas qualidades como recursos, principalmente mais intelectuais, pois assim conseguimos nos comunicar de uma maneira mais eficiente, achando mais soluções para as tarefas que aparecem. Juntos, como uma espécie, podemos superar as dificuldades que separados não conseguimos sobrepujar. Sejam segregações de raça, credo, classe ou qualquer outro tipo, elas tem servido mais como barreiras do que pontes, nos deixando ilhados e longe dos benefícios da prática do compartilhamento.
Muitos profetas, heróis e celebridades tem falado sobre este aspecto de nossas vidas ao longo dos anos, e imagino que não levamos tão a sério este tipo de opção antes por não estarmos tão conscientes do nosso próprio mundo. Apesar de sabermos as dimensões do planeta, e ter fotos de praticamente toda sua superfície, ainda é necessário uma melhoria no nosso entendimento de qual é nosso papel nele. Podemos continuar nos comportando como vírus, consumindo e destruindo o grande organismo que parasitamos; ou podemos começar uma mudança, nos tornando parte de sua vida, contribuindo e aproveitando o que ele tem a nos oferecer. Precisamos aprender mais sobre nossa maior ferramenta: a informação.
:-)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Recursos Tecnológicos

Algumas pessoas não consideram a tecnologia como um recurso, mas sem ela, estaríamos vivendo como animais ainda. Desde peles para nos esquentar em noites frias até as mais avançadas naves espaciais, qualquer coisa que nos ajude a realizar uma tarefa pode ser considerado um passo tecnológico. Nossas ferramentas são tantas, e as usamos com tamanha naturalidade, que nem percebemos o quanto elas nos diferenciam de outras espécies e nos dão vantagens sobre certos aspectos. Graças à elas somos capazes de ver mais longe, se mover mais rapidamente, de saltar mais alto, de carregar mais peso, e de muitas outras proezas que não teríamos condições sem os aparatos de todo dia.
Inclusive, os maiores saltos populacionais em nossa história estão ligados diretamente com o avanço de nossa tecnologia e sua utilização. Sempre que descobrimos novas formas de energia e de comunicação, aumentamos as chances de sobrevivência, pois compreendemos novas maneiras de interação com o mundo. Mas olhando para a sociedade atual, notamos que esta relação que temos com o planeta até agora tem sido uma de aproveitamento, onde apenas tiramos os recursos dele, raramente devolvendo algo de valor que possa ser reaproveitado. A tecnologia para nos auxiliar com este problema existe, mas é necessário uma mudança de mentalidade para coloca-la em prática.
Uma parte da população passa necessidades que são desnecessárias hoje em dia. Temos todas as ferramentas e recursos naturais capazes de solucionar muitos, se não todos, dos problemas básicos que temos, basta procurarmos. Algumas pessoas imaginam que não transformamos ainda este planeta em um paraíso por não termos o conhecimento técnico para tal feito, mas a realidade mostra outro lado. Por ainda termos nossa economia baseada em trocas, criar máquinas em grande escala para resolver esses problemas não é visto como lucrativo, então chega-se a conclusão de que talvez não seja benéfico.
Apenas quando aprendermos a utilizar nossos recursos sabiamente é que teremos chance de mudar nosso estilo de vida para algo melhor. Certas atitudes podem se mostrar destrutivas no longo prazo, mesmo trazendo privilégios no começo. Recursos naturais e tecnológicos não resolvem nada por si. Também é preciso que tenhamos recursos humanos para tal fim.
:-)

terça-feira, 20 de julho de 2010

Recursos Naturais

Ar, água, alimentos, abrigo e agasalho. Estes são os recursos básicos que precisamos para sobreviver em qualquer lugar, e por mais que imaginamos eles sendo infinitos, em um planeta cada vez mais cheio de pessoas, e com elas consumindo produtos que não levam em consideração o ciclo de reciclagem da natureza, essa realidade está mudando. Por termos esquecido o básico do que precisamos, acabamos ficando presos em uma realidade onde apenas consideramos uma forma de sobrevivência, e esta nem sempre serve para horas de necessidade. Neste momento, é preciso que voltemos para nossas raízes, e saibamos como a natureza funciona, para que ela possa nos propiciar com as condições para nossa sobrevivência.
Como uma ameaça ao ar que respiramos ainda não está tão grave quanto para outros tópicos, podemos ver o caso da água. Existem diversas formas de se conseguir água para o próprio sustento, mas não lembramos porque em nosso dia-a-dia, precisamos apenas estender a mão e abrir uma torneira. Raramente pensamos no que aconteceria se a distribuidora sofresse uma pane e não tivesse mais condições de prover o serviço. Em cidades grandes, isto significaria que milhares de pessoas talvez morressem de sede, esperando eternamente pelo problema ser resolvido por um técnico ou administrador. É preciso que planos sejam traçados para suprir essas necessidades, já que a centralização de um sistema é uma forma de dependência dele. Além da chuva, a própria humidade do ar fornece meios de nos mantermos hidratados. Talvez não seja possível bebermos 2 ou 3 litros por dia, mas nos manteremos vivos até acharmos alternativas.
O mesmo acontece com alimentos. Enquanto a utilização constante de derivados de petróleo, como fertilizantes e pesticidas, ajudam a ter uma plantação mais forte e crescendo mais rápido, uma das piores consequências dessa prática são alimentos contendo cancerígenos. Além disto, a saúde do solo onde tais venenos são usados se deteriora a cada aplicação, sendo necessário o constante consumo de um maior número de adubos para manter o terreno com nutrientes. No caso da falta das empresas que fornecem o material para a plantação, me pergunto se teríamos os conhecimentos necessários para alimentar cidades apenas com utensílios disponíveis no local. Saberíamos tirar nosso alimento do meio de uma selva de pedras, ou de seus aredores? Teríamos a oportunidade de dizer que aprendemos algo que nossos antepassados que criaram a agricultura não sabiam?
Abrigo e agasalhos não seriam tão difíceis de se achar em um primeiro momento no meio de tantos prédios e casas. Talvez não sejam para sempre sem uma manutenção adequada, mas talvez nos mantivessem vivos até descobrirmos por nós mesmos como resolver mais esta necessidade. Enquanto a natureza oferece cavernas e peles, conseguimos criar versões mais modernas, capazes de serem achadas em abundância nos centros urbanos, e que praticamente podemos dizer já fazer parte dela. O que algumas pessoas ainda não conseguem perceber é que as naturais são renováveis, podendo ser consideradas eternas, enquanto que as criadas por nós não usufruem desta característica, desaparecendo após algum tempo.
Aliás, a maior vantagem que o ambiente selvagem tem sobre nós é de que ele se renova constantemente. As chances de acabarmos com a vida no planeta é pequena, pois ele tem todo o tempo do mundo, enquanto nossa espécie está por um fio. Sem certos recursos naturais, não teremos como manter nossa presença neste mundo por muito tempo. Mesmo que leve milhares ou milhões de anos para se recuperar de nossa passagem, o ecosistema irá se curar. Portanto, se quisermos continuar andando por aí por mais tempo, precisamos aprender a usar sabiamente os recursos que nos são oferecidos. Ao voltarmos para nossas raízes e aprendermos como manter o básico de uma forma consistente e sustentável, estaremos aumentando nossas chances de sobrevivência, talvez criando oportunidades, ao invés de destruir elas.
:-)

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Recursos

De todas as vezes que eu paro para me perguntar o que eu realmente preciso para viver, dinheiro só entra na lista quando dependo das habilidades de outras pessoas. Por ter uma consciência deste tipo de relação que bato tanto na tecla de mudarmos nosso sistema economico. Ele nos impede de ver que a verdadeira barreira entre nós e nosso futuro são nossos próprios preconceitos e medos. Além disto, ele nos induz a pensar que precisamos de apenas um recurso neste planeta para sobrevivermos em quaisquer situações que nos encontremos. Mas não notamos que apenas entre nós, humanos, é que este recurso tem algum tipo de valor, e que apenas nós nos submetemos à ele. Assim sendo, ele é completamente inútil em certos casos que não são tão raros quanto se pensa.
Uma delas, ironicamente, é justamente causado pelo próprio sistema monetário. As bolhas e recessões que tem aparecido por aí não garantem que pessoas que tenham uma conta recheada hoje, estejam da mesma maneira amanhã. Ainda mais se os investimentos forem feitos sobre outras bolhas que estão prestes a estourar. Imóveis e a bolsa de valores são clássicos exemplos, limpando contas que dependem de seu desempenho, tirando o único recurso conhecido por algumas pessoas. E por não conhecerem outros, estão totalmente dependentes do que o sistema monetário estiver disposto a emprestar-lhes.
Mas recursos vão muito além do que apenas números em bancos. São ensinados quando somos pequenos, mas por algumas pessoas passarem os anos dependendo diretamente de apenas um, esquecem-se de que eles existem. Mas por mais que aconteçam ilusões ou induções, quando a necessidade aparece, redescobrimos o que precisamos para sobreviver e voltamos para o que foi ensinado quando pequenos. Nestas horas, o artifício que usamos como intermediário entre nós e nossos recursos parece perder todo seu brilho, pois não pode ser comido, bebido ou usado para criar nova vida. E por termos este atravessador, estamos perdendo parte dos nossos recuros para ele.
Sem eles não temos condições de fazer um caminho mais longo, pois corremos o risco de ficar sem forças no meio do percurso, sem ter de onde tirar energia. Para que isto não aconteça quando estivermos no meio de um deserto, precisamos aprender sobre eles o quanto antes, como podemos criá-los onde for possível, e alternativas para onde não for. Sem um plano de ação, corremos o risco de nos pegar sem nossa maior arma: a informação.
:-)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Economia baseada em Recursos

Estou com um projeto, à praticamente uns cinco anos agora, que eu espero concluir até meados do ano que vem. Este projeto foi o que me fez fazer as perguntas que achava mais pertinentes sobre nosso estilo de vida, e sobre como podemos resolver muitos dos problemas que temos hoje em dia. Mesmo estando à alguns anos procurando por respostas sobre a economia do mundo, e considerando que já havia olhado em todas as saídas possíveis, não desisti quando saiu uma versão nova e renovada de um filme que eu já estava me identificando muito. Quando o Zeitgeist Addendum saiu, e apresentou o Projeto Venus para o mundo, eu vi que finalmente minha busca havia terminado, pois mesmo não oferecendo todas as respostas, a idéia de uma economia baseada em recursos se encaixava perfeitamente para minhas questões.
Para começar, a idéia de compartilhar recursos de acordo com a necessidade já elimina problemas como a pobreza, fome, sede, educação e violência. Ao invés de existirem empresas que distribuam seus recursos à quem pagar mais, aqueles com necessidade e projetos de melhoria para a comunidade tendem a receber estes recursos mais rapidamente. Desta maneira, além de se incentivar uma economia verdadeira na utilização destes bens, eles também tem mais incentivo para serem feitos de forma renovável e sustentável, pois somente assim beneficiam à todos, e não somente alguns. Além disto, alternativas para certos materiais ficam mais livres para serem pesquisadas e liberadas, uma vez que cada uma delas representa novos caminhos de se chegar ao mesmo lugar.
Uma vez que as pessoas não precisem de lucro para viver, a visão que se tem de máquinas fica diferente. Um robô deixa de significar um posto de trabalho a menos e passa a ser visto como um instrumento que nos auxilia. As pessoas terão a oportunidade de trabalharem no que realmente gostam, independente se o setor está tendo lucro ou não. Com mais tempo e tendo nossas necessidades básicas sendo atendidas com qualidade, sem a pressão de que é necessário se ter um emprego ou um saldo positivo no fim do dia, acabamos nos sentindo mais livres e inspirados para ir atrás de nossos reais interesses, que realmente despertam nossa atenção. Uma pessoa mais livre e feliz com a comunidade representa um membro mais ativo, envolvido e interessado com o que se passa ao redor, se tornando mais produtivo e benéfico para toda a região. Sem ficar preso à uma ciência, metodologia ou ponto de vista, as opções do que pode ser realizado se multiplicam exponencialmente, não se restringindo à simples questão do lucro.
Por ser praticamente contrária ao que estamos acostumados até hoje, este tipo de economia não é tão fácil de ser implementada. O mais difícil de tudo não são os recursos naturais ou a tecnologia, mas uma mudança de mentalidade. Além disto, algumas pessoas podem se sentir perdidas quando artifícios forem retirados e que foram criados à milênios, como o dinheiro e governo, que tem a função de guiar a população. Por se tratar de uma mudança estrutural, a parte da concepção acaba impedindo uma aproximação mais rápida e aberta, que dão a impressão de não existir um progresso, pois pouco é feito, sob um ponto de vista material, fazendo com que alguns mais afoitos desistam logo da proposta.
O importante é cada pessoa ir atrás de fontes de informação, tentando se educar e entender sobre assuntos diversos, mas que fazem parte de seu dia-a-dia. As vezes, por simplesmente estarmos indo com a maré, não notamos que ela está no levando para o alto mar ou para o meio de rochas. É preciso abrir os olhos e aprender para onde estamos sendo levados, sob pena de sermos alvos muito mais fáceis do que necessário. Seja de nós mesmos ou de outros.
:-)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Economia baseada em Trocas II

Quando pensamos em um novo estágio para a metologia de trocas, muitas pessoas pensam em um sistema que diminua as diferenças entre os trabalhadores, dando a todos as mesmas oportunidades. Mas raramente nos perguntamos quais são os prós e contras de continuarmos utilizando esta base para regulamentar nossa vida. E por não nos fazermos este tipo de pergunta, possivelmente também esta escolha será feita por nós, nos deixando presos à ela por mais alguns milênios.
Para começar a lista de prós, podemos colocar o conhecimento que temos sobre o assunto. Por passarmos nossas vidas utilizando um sistema destes, seria muito mais simples, rápido e fácil apenas mudarmos nossa comodidade de troca. Seja ela por tempo, papel, plástico ou DNA, o utensílio hoje em dia já é indiferente, ainda mais para a geração mais nova, que está mais acostumada de ver notas sendo trocadas por cartões, e estes por chips implantados nas pessoas. Mesmo os mais velhos iriam se acostumar mais rapidamente, pois a mentalidade continuaria a mesma. E com certas crises aparecendo no horizonte, talvez não exista melhor hora para esta mudança acontecer, enriquecendo ainda mais aqueles que estão preparados para ela.
E justamente no enriquecimento de alguns que começa a lista de pontos contra manter este sistema, pois para alguém enriquecer, outra pessoa precisa necessaria empobrecer. Isto quando é apenas uma, já que a topografia piramidal desta metodologia representa um empobrecimento de muitas mais. Além disto, manter um sistema competitivo tem separado e segregado cada vez mais durante o passar dos anos, apenas colocando pedras no caminho do desenvolvimento. A resistência à mudança é grande, e compartilhar o que temos vai contra tudo o que aprendemos e nos apegamos por milhões de anos, fazendo com que a dúvida para realizar tamanho feito seja amplificada. É um caminho mais difícil, mas também com mais novidades e recursos. Afinal, estaremos tirando um obstáculo de nosso meio, que canalisa tudo para um mesmo objetivo: o lucro.
Com uma boa pesquisada no assunto, mais pessoas podem chegar a decisões que reflitam o que realmente querem em suas vidas. Assim que fizerem perguntas mais difíceis de serem respondidas, tentando esclarecer os pontos mais obscuros sobre o assunto, estarão dando o primeiro passo em direção à um verdadeiro entendimento sobre economia e seus sistemas. Podem explorar e se aventurar mais no sistema que já conhecemos e estamos acostumados, ou podem descobrir novas metodologias. Derrepente alguma destas novas possa ser a resposta para muitos problemas que temos hoje em dia. Alguns que nem são associados à isto, inclusive.
:-)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Economia baseada em Dinheiro

No começo eram conchas ou sal. Logo, materiais mais leves que pudessem servir de padrão para o antigo sistema de trocas surgiram de todos os lados, e eram os mais variados. Mas como muitos deles eram comuns, e qualquer um poderia se tornar um milionário facilmente, o consenso geral foi de dificultar a vida para todos e utilizar um material raro. Assim, o ouro e a prata logo se tornaram a primeira forma de dinheiro conhecida no mundo. Mas ainda assim eram materiais pesados para ficarmos levando de um lado para o outro. Pela necessidade de ter algo mais leve, surgiu os banqueiros.
Banqueiros nada mais eram do que guardiões da fortuna das pessoas, responsáveis por manter seus preciosos pertences seguros em troca de uma quantia. Com as pessoas preferindo seus "vales" para realizar as transações, o dinheiro real acabou ficando nos bancos, parado. A necessidade de ter constantes lucros para melhorar o padrão de vida, junto com a oportunidade de todo aquele montante sem utilização acabou criando os empréstimos, onde banqueiros cediam um montante, tendo como garantia a devolução total mais uma taxa pelos seus serviços. A regra se tornou, então, realizar um máximo de empréstimos com uma pequena porcentagem do ouro existente nos cofres, para o caso de muitas pessoas resolverem tirar tudo o que tinham de uma vez.
Quando, no século 20, o papel foi desatrelado do metal, não era mais necessário ter ouro, ou prata, para se fazer empréstimo de dinheiro. Desde então, tem-se imprimido cada vez mais notas para suprir a demanda. Algumas pessoas começaram a atribuir o desenvolvimento ao crescimento da "economia", mas raros virão que os recursos que antes eram proibidos ou difíceis de se conseguir, agora estavam se tornando mais acessíveis. Por ser uma evolução do sistema de trocas, o monetário ajudava nesta questão, mas não tardou para que ele passasse a ser parte do problema, ao invés da solução.
Com o crescimento tecnológico, passamos a produzir cada vez mais com cada vez menos horas trabalhadas. Em um sistema onde é necessário criar bens constantemente para que se possa sobreviver, a massa de pessoas que está perdendo o emprego por causa de máquinas aumenta constantemente. E sem o único método de sobrevivência que conheceram desde que nasceram, quando a necessidade aparecer, irão procurar as alternativas que são anunciadas diariamente na mídia. Além disto, outros problemas sociais criados pelo sistema, como destruição do ambiente e guerras, irão crescer proporcionalmente.
Se está realmente chegando a hora de uma nova atualização do sistema, ou de uma alternativa à ele, dependerá do que aprendemos até hoje. Apesar de termos inúmeros caminhos para seguir, dois lados estão se destacando cada vez mais. Ou tentamos novamente concertar a antiga metologia, e continuar com uma base de trocas, ou tentamos algo completamente novo, e mudamos radicalmente a maneira como nos relacionamos com nossa produção. Depende de cada pessoa escolher o que melhor lhe serve, com as informações que tem disponível.
:-)

terça-feira, 13 de julho de 2010

Economia baseada em Trocas

Para entender como chegamos aonde estamos, precisamos saber de onde viemos, principalmente para o caso de decidirmos voltar atrás, se descobrirmos estar em um beco sem saída. Precisamos, portanto, pesquisar nossa história desde o início, observando como nossos antepassados se relacionavam com seu ambiente e entre eles, para entendermos melhor o sistema atual. Apesar de termos passado a maior parte de nosso tempo como caçadores-coletores, apenas compartilhavámos os recursos encontrados na natureza entre nossa tribo. Por não sabermos naquela época como produzir, parte do ciclo econômico estava faltando. Mas isto mudou a alguns milhares de anos atrás.
A agricultura foi onde aprendemos a produzir, e onde tivemos nossa primeira tentativa de criar uma metodologia que pudesse ser usada por todos e para todos. Nossa idéia de igualdade naquele tempo passou a ser que deveríamos receber um bem útil (necessidade) para dar um inútil (excesso). Esta linha de pensamento teve suas consequências, sendo uma delas o aumento da questão da posse. Naqueles tempos, terrenos eram o bem mais precioso, pois poderia ser utilizado para o cultivo, seja de vegetais ou animais, fazendo com que o dono do maior pedaço de terra fosse considerado o mais rico.
Assim, outros sistemas surgiram e se fortificaram, resultantes da necessidade de se conseguir um espaço cada vez maior e produzir cada vez mais. Alguns foram benéficos, como escoamento de esgotos e distribuição de água, melhorando a higiene e acabando com as doenças. Mas alguns foram maléficos, como escravatura e guerra, que se tornaram mais comuns para conseguir pessoas capazes de gerar novos recursos, se não os recursos em si, levados de outras aldeias. Com as pessoas sendo influenciadas de um jeito ou de outro, esse tipo de economia foi tomando conta do planeta, pois cada adepto levava a idéia adiante.
Por existir necessidade, sempre se encontrou algo para troca, e quando não era serviço, o bem tendia a ser pesado para ficar levando por aí, houve a necessidade de se criar um novo modelo. A mentalidade ainda era de se trocar algo útil por algo inútil, pois ninguém queria sair perdendo nas trocas, e a evolução deste sistema foi o início do que temos hoje: um sistema monetário.
:-)

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Economia ou gasto?

Algumas pessoas falam sobre economia sem ter muito conhecimento sobre o assunto. Associam, por exemplo, o termo com o sistema monetário como se fosse um só, e que não pudesse ser separado. Mas em seu próprio conceito, notamos que nada é dito sobre dinheiro. E mais, nada é dito sobre nenhuma espécie de troca. Tirando da definição da Wikipédia, podemos ver que economia inclusive lembra um sistema de compartilhamento, pois ela "estuda a produção, distribuição e consumo de bens e serviços." Obstáculos entre estas etapas, como a necessidade do lucro, deveriam ser o alvo dos "economistas", e não uma ferramenta.
Apesar de existirem outros tipos de economia, não temos muito conhecimento deles por irem contra os ideais com que estamos acostumados. Certas pessoas que cresceram sendo doutrinadas a ver apenas seu lado como o certo e único a ser seguido, tem uma maior dificuldade em separar a ciência do objeto de estudo, mas é preciso ser feito para que tenhamos um melhor entendimento sobre o assunto. É mais ou menos o mesmo que algumas pessoas pensam quando leem a palavra botânica: normalmente flores são a primeira coisa que vem à sua mente, mas que na verdade compreende todas as plantas, incluindo algas. Ou ainda a palavra automóvel, que raramente trás caminhões ou ônibus à nossa atenção.
O fato do sistema monetário estar chegando ao fim ser verdade, ou não, é indiferente perante os estragos que vemos todos os dias em nossa vida causados por ele. É evidente que este método de controle de bens e serviços não funciona plenamente, e os problemas acumulados por ele ao longo de milênios tornam ainda mais claras as necessidades por mudanças. Alternativas existem, e assim como passamos de um sistema de trocas para um monetário, é apenas uma questão das pessoas tornarem um hábito um sistema alternativo para as diferenças apareçam. Quanto mais pessoas escolherem um estilo diferente, mais rápido essa mudança pode ser feita. Apenas assim saíremos de uma economia que gasta recursos por lucro e prega a escassez, para outra que renove esses recursos e comporte o número de pessoas que temos no planeta, sem precisar matar cada vez mais de fome ou sede.
:-)

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Nossas Posses

Apesar de todas as diferenças, uma das coisas que todas religiões, e até ateístas, concordam, é que desta vida nada se leva, ao menos na parte material. É irônico vermos, então, o aumento no acumulo de bens durante nossas vidas. Começamos juntando aqueles que nos fazem sentir melhor, até chegarmos ao ponto culminante, onde o ato de adquirir, em si, se torna uma obcessão. Inclusive mudamos certas nomenclaturas para que elas possam ser passíveis de coleta, forçando algumas pessoas que antes aproveitavam um recurso da natureza de graça, à agora comprarem um bem processado.
Assim como os senhores feudais fizerem com terrenos, proclamando sua posse até onde conseguiam ver, banindo os nativos que antes viviam livremente por lá, agora grandes empresas fazem o mesmo com a água. Em algumas regiões do planeta, o simples ato de coletar a água da chuva para seu próprio sustento passou a ser visto como um ato criminoso, assim como construir cisternas e lagos artificiais para o mesmo fim. Essas pessoas, que antes tinham a liberdade de ver a natureza como um recurso e direito de todos, estão sendo forçadas a tomar uma nova postura, passando a pagar por um produto que nem sempre é mais saudável.
Além disto, acumulamos bens materiais pelo simples motivo de tê-los. Assim, transformamos nossas próprias casas em armazéns, cheios de objetos que nem sempre utilizamos, e que poderiam muito bem estar em algum centro público, disponível para todos, economizando recursos do planeta. Mas nossa mentalidade de posse mostra que nos importamos mais com objetos em si do que com as relações que ele pode trazer ao compartilharmos. Nossa visão é tão curta que, além de não ver muito para frente no futuro, não conseguimos observar nem os nossos aredores. Preferimos deixar nosso vizinho passando fome do que compartilhar com ele nossos bens.
Enquanto mantivermos essa mentalidade de um senhor feudal, vamos continuar vivendo como um: dentro de um monte de pedras, chamando de castelo, com medo de sair sem cavaleiros, suspeitos de que vamos ser roubados a todo momento, tendo desafetos por todos os lados, e vivendo a ilusão de que somos livres, e pior, deuses. Apenas alcançaremos nossa verdadeira divindade quando soubermos compartilhar, pois somente assim seremos capazes de criar as condições para que vida floresça ao nosso redor.
:-)

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Nossa Segurança

Não é curioso como as vezes nossas soluções vão exatamente contra o que queremos fazer? Talvez por não termos informações suficientes, talvez por não percebermos isto no momento, o fato de que, às vezes, pioramos nossa situação ao tentar resolvê-la, permanece. Em alguns destes casos, entretanto, conseguimos nos recuperar ao perceber o erro e mudar. Em outros, infelizmente, seguimos o conceito de insanidade dado por Einstein. Um exemplo perfeito é justamente no que diz respeito à segurança.
Sem informação como temos hoje, nossos antepassados viam o que era diferente como algo ruim e perigoso, e preferiam se distanciar do que tentar conhecer. Por isso exploradores, durante nossa história, foram sempre celebrados. Eles tinham a consciência de se integrar com o que não conheciam, até conseguirem traduzir para nossa linguagem o que era, fazendo com que nosso medo sumisse. Mas incrivelmente, apesar de sempre aplaudir esse tipo de pessoa, dificilmente seguimos seu estilo de vida. Podemos ver isto na quantidade de cercas e grades que colocamos ao redor de nossas casas, e da quantidade de seguranças, policiais e soldados que temos em nosso meio.
Continuar na roda da competição, onde vemos outras pessoas como rivais, nos melhores casos, é insustentável, pois causa atritos desnecessários em nossos relacionamentos. As pessoas ao nosso redor, desde nossa casa, até o emprego, passando por taxistas e motoristas, cozinheiros e caixas, estão todos ligados à nós, em maior ou menor nível. Se podemos aprender algo com a natureza, é que tudo precisa se completar para existir equilíbrio. Em nossa ânsia para acabar com os predadores e tornarmos o mundo mais justo e seguro, estamos fazendo justamente o contrário, nos tornando os predadores e destruidores. Até mesmo o centro de segurança com que nos acostumamos, nossos empregos, nada mais são do que locais de abate, onde somos iludidos pelo sistema de que somos necessários, até termos nossa vida sugada e não precisarem mais de nós.
Enquanto continuarmos nos segregando de outros, afastando-os e tomando o que tem de valor, não podemos esperar outro tipo de comportamento além de retaliação. É necessário parar de correr na roda da competição e notar que, ao ajudar outras pessoas a fazer o mesmo, iremos muito mais longe cooperando uns com os outros. Podemos deixar a competição para quadras, campos, pistas e locais do genero, que é o lugar à que pertencem.
:-)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Nosso Crescimento

Um dos ciclos que mais nos prendem nos dias atuais é o da escola-emprego. Forçados nos tempos feudais a produzir bens para garantir a nossa própria sobrevivência, ainda mantemos o mesmo padrão desde aqueles tempos. Apesar de hoje sermos pagos e termos uma gama maior de bens para consumo, o fato de trocarmos nosso tempo de vida por benevolência de uma organização mais forte ainda continua. A solução, desde aquele tempo, foi a de ir para a escola e se educar, para ter a chance de ganhar mais e trabalhar menos. Mas isto não significa sair do ciclo, apenas diminuir o ritmo dele.
Desde cedo somos instruídos de que devemos adquirir o maior número de diplomas e certificações possíveis para termos maiores chances de mantermos um emprego, sem considerar se este é realmente nosso objetivo de vida, ou se é a melhor solução para nosso problema. Nossos antepassados não tinham o conhecimento e a tecnologia que temos hoje, e para eles, criar algo que os libertasse de trabalhos braçais para que perseguissem seus sonhos de crescimento pessoal significavam apenas pilhar outras cidades e escravizar sua população. Mas hoje sabemos que temos a capacidade de construir rôbos e mâquinas para suprir a maioria de nossas necessidades, se tivermos uma consciência mais responsável.
As tarefas que realizamos e que ainda não temos a tecnologia necessária para automatizar, podem ser realizadas por uma porcentagem pequena da população. Com a quantidade de voluntários que existem pelo mundo, estas posições seriam supridas facilmente. Mas para isto precisamos entender que crescimento pessoal não está relacionado com uma escola ou um emprego, mas com educação e trabalho. Quanto mais condições uma pessoa tiver de perseguir seus objetivos de vida, mais produtiva ela vai se tornar para a sociedade, independente de professores e chefes. Quanto mais abrirmos nossa cabeça para alternativas, mais facilmente poderemos resolver um problema que não fomos capazes usando a mesma mentalidade de quando ele foi criado.
Libertando as pessoas deste ciclo de perseguição de escola para conseguir um emprego melhor para conseguir mais condições de estudar para alcançar mais uma promoção, vai, no longo prazo, acabar nos libertando também. Talvez assim iremos ver algumas profissões e cursos que hoje são perseguidos como respostas fundamentais, mas sendo completos artifícios, inúteis para um desenvolvimento verdadeiro. Assim como olhamos para trás e nos perguntamos como certos trabalhos existiam, as pessoas no futuro irão nos olhar com os mesmos olhos. E para eles, a sociedade que temos hoje não passará de uma experiência de laboratório.
:-)

terça-feira, 6 de julho de 2010

Nossa Saúde

O primeiro tópico com a qual nos preocupamos é a saúde. Sem um corpo que funcione em sua plena capacidade, fica difícil termos as condições, ou até mesmo a vontade, de querer cuidar de alguma outra coisa. Ele influência diretamente nossas ações, e é o que nos mantêm neste planeta, seja qual for nosso destino depois, se algum. Portanto, problemas em nosso organismo tem uma prioridade maior do que outros, pois se falharmos com o nosso, não teremos condições de fazer mais nada.
O ditado de que é melhor prevenir do que remediar parece contradizer o que vemos em prateleiras de supermercado e na explosão de restaurantes de comida rápida e altamente processada. As propagandas os associam com imagens alegres e coloridas, fazendo com que produtos sem qualidade, que apenas servem para encher o estômago, tendo poucos ou nenhum valor nutritivo, se multipliquem demasiadamente. Um consumidor sem oportunidade de ter acesso à algo natural, seja por quais motivos forem, corre o risco de desenvolver malefícios que podem ser fatais se a dieta continuar seguindo o mesmo padrão. Um regime alimentar com valor nutricional baixo ou inexistente não deveria surpreender as pessoas com doenças das mais variadas aparecendo, mas curiosamente o fazem.Ao procurar um tratamento, entretanto, temos a mania de observar apenas a consequência, e não a causa. Procuramos métodos de nos livrar das doenças, sem analisar as condições que as criaram ao longo do tempo. Enfermidades são respostas de nosso corpo para situações que ele não vê como partes naturais de si. Existem respostas mais rápidas, como vômitos e inflamações, e outras mais demoradas, como febres e cânceres. Tudo depende do sistema imunolôgico da pessoa e da gravidade do dano causado no corpo. Por isso que danos pequenos causados ao longo do tempo podem não mostrar seus efeitos logo, e podem levar décadas para se apresentar. Mas quando acontecem, é porque as defesas do corpo da pessoa já estão sobrecarregadas, e se uma mudança de hábitos não ocorrem, o processo de deteriorização não é interrompido, apenas adiado.
Algumas pessoas não acreditam, mas muitos remédios são naturais e baratos, para não dizer de graça. Mas por vivermos em uma sociedade voltada para o lucro, não existe um interesse em promover este tipo de solução, pois raros são os que distribuem informações sem cobrar algo em troca, e fomos doutrinados a desconfiar dos que fazem isto. Mas nada que uma pesquisa não resolva o dilema, restando apenas à própria pessoa julgar o que achar melhor para si mesma na procura de uma solução para os malefícios que sofre. Em alguns casos, essas pesquisas e mudanças de consciência podem ser a diferença entre uma vida plena e a falta dela.
:-)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O que realmente importa?

Assim como dificilmente nos perguntamos quem e quão livres somos, fazemos o mesmo com outro tipo de pergunta, que curiosamente é mais diretamente responsável por guiar o rumo de nossa vida. Por sermos bombardeados por respostas padrões desde que aprendemos a falar, não é de se admirar que nossos valores tenham se mantidos os mesmos por várias gerações. Ao pararmos para nos perguntarmos o que realmente importa em nossas vidas, notamos que muitas das respostas entram em conflito com o que nos é apresentado e que consideramos senso comum.
Temos todos vários aspectos de nossas vidas para cuidarmos, mas ao abrir qualquer revista ou ligar a televisão, sofremos uma enxurrada de propagandas que são propositalmente criadas para amplificar nossos temores e induzirem nossas ações para o consumo de determinado produto. Apesar de precisarmos consumir para sobreviver, esta sobrecarga causa, em certos casos, problemas ainda maiores do que tínhamos antes. O ciclo gerado por este ato nos prende em uma espécie de roda de exercício para roedores, pois ficamos infinitamente correndo atrás do mesmo tipo de solução que causam mais dificuldades, nos fazendo ir atrás do mesmo tipo de resposta... Imagino que entenderam o que tentei passar.
Ao entrarmos nessas rodas, é muito complicado sairmos delas. E não por ter um guarda do lado com uma arma, mas principalmente por nos apegarmos à esperança de que aquelas soluções irão resolver nosso problema. Elas passam esta ilusão enquanto seu real propósito é nos manter correndo na roda, sem olhar o que existe do lado. E nós, como ratos de laboratório, nos comportamos exatamente deste jeito, em certos casos. O mais irônico é que por vezes existem pessoas que mostram as alternativas existentes, mas por estarmos tão hipnotizados pelo brilho do que foi nos passado, descartamos estas informações sem ao menos dar uma pesquisada sobre elas.
Algumas vezes durante nossa vida precisamos parar para ponderar sobre o que estamos fazendo e porque estamos realizando tais feitos. Talvez estejamos seguindo respostas que serviriam para outros, mas não para nós. E por perseguir os ideias de outros, às vezes acabamos andando em círculos, seja em uma roda para ratos, ou perseguindo nosso próprio rabo.
:-)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Liberdade da cabeça

Uma das últimas barreiras que vejo para uma completa libertação de nossas vidas é a da nossa própria cabeça. Mesmo que tivéssemos uma vida solitária desde nossa primeira respiração, estaríamos criando teorias de como sobreviver no mundo, tentando entendê-lo para dominá-lo. Nossa mente tem dois lados: o lógico e o caótico. Um coloca em ordem nossos pensamentos e suposições, enquanto o outro se contenta em vivenciar os sentimentos e sensações que correm pelo nosso corpo, sem nem tentar entendê-los. Se deixamos apenas um lado comandar viramos animais irracionais, e se pendemos para o outro nos tornamos robôs sem vida. Mas talvez exista uma terceira opção que não ouvimos falar muito, que pode nos ajudar a encontrar uma total liberdade em nossas vidas.
Uma vez que descobrimos quem somos, e notamos que apesar de todas as influências que temos na vida, somos capazes de ser muito mais do que as opções que nos são apresentadas, aprendemos que não temos realmente um limite do que podemos ser ou fazer. Nossas limitações são, na verdade, todas físicas, partes do mundo que nos é apresentado, e que desde cedo nos associamos com ele. Podemos comparar com um jogo de vídeo-game moderno, daqueles que a pessoa pode controlar uma cópia sua em um mundo virtual. Existem aqueles que o jogam da maneira como é apresentada pelo fabricante, aceitando-o como sendo a única realidade. Apesar de chegarem no final, eles estão apenas seguindo o roteiro estipulado antes mesmo do jogo ter sido fabricado. Mas existem outros que, talvez por terem visto um vídeo do final em alguma página, ou por verem milhares de jogadores seguindo o mesmo caminho, ou mesmo por simples diversão, preferem não seguir o mesmo itinerário criado pelos fabricantes. Estes são os que mais arriscam seus personagens, e que de vez em quando acham um God Mode que os dá poderes incríveis e inimagináveis.
Imagino que para nos livrarmos dos grilhões de nossa própria lógica, precisamos nos arriscar mais. E não estou falando de pular de prédios, ou tentar atravessar paredes, parar balas ou levantar carros. Nada do gênero, na verdade, mas de tentar achar alternativas para o roteiro que temos seguido por milhares de anos. Mudar nossos hábitos alimentares e consumidores é o primeiro passo, dai podemos tentar mudar nossa economia e estrutura social, para então começarmos a tirar as preocupações temporais de nosso caminho. Sem todas estas amarras, já teremos alternativas que nossa própria lógica atual não compreende, elevando nosso padrão no jogo da vida na qual nos inserimos. Se realmente mudarmos nossa mentalidade e continuarmos mudando de acordo com as novas informações que vamos adquirindo, não iria me admirar se realmente chegássemos à um nível de deuses.
:-)

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Liberdade do tempo

Assim como podemos dar um salto enorme quando nos libertarmos de nosso ambiente, seremos ainda mais livres quando nos livrarmos das amarras do tempo. O meio onde estamos inseridos atualmente acentua isto, dando mais atenção para mantermos uma estrutura antiga na tentativa de salvarmos o futuro, esquecendo muitas vezes de alternativas que existem no presente. E por estarmos ainda presos à idéias antiquadas, utilizando a mesma mentalidade de quando os problemas foram criados, não conseguimos ver a corrente em nossa perna nos segurando em uma era que já deveria ter passado à um bom tempo.
Ao prestarmos atenção somente no passado, perdemos o controle do presente e deixamos nosso futuro desgovernado. Mas se fixamos nossos olhares apenas no destino, temos as chances de repetir certos erros, sendo um deles o de ficarmos parados. Algumas pessoas não veem isso, mas quanto mais nos preocupamos com o que está por vir, menos vivemos os momentos atuais, chegando ao ponto de ficar estagnado no mesmo lugar, esquecendo-se de viver o presente. O contrário também acontece, e se vivemos apenas para o agora, aumentamos o risco de não ter um depois. O equilibrio entre estes segmentos temporais em nossas vidas é difícil, e se complica ainda mais quando não temos noção de suas amarras.Nossa preocupação com algum ponto específico do tempo pode nos prender completamente se não sabemos como tratar com ela. Seja passado, presente ou futuro, precisamos analisar as ferramentas que temos à nossa disposição para resolver a tarefa. Se preocupar com ela se ainda não aconteceu, ou ficar se remoendo de remorso por ter tomado uma decisão que agora se mostra errada não são produtivos e apenas impedem que se continue com uma vida plena. A bagagem que recebemos de ansiedade e culpa por causa do que vai vir e do que já passou tem um peso muito grande sobre nós, impedindo nossos movimentos em alguns casos.
Mas precisamos cuidar para não cair nos extremos de descartar completamente o passado e o futuro. Nossa maior diferença de outras espécies é nossa capacidade de utilizar conhecimentos adquiridos ao longo da vida para modelar nosso próprio destino. Por isto, achar um ponto de equilíbrio é importante, e requer uma boa prática que nos é negada em certos casos, quando nos forçamos a manter estruturas antigas de cuidado demasiado com o que está por vir. Portanto, é necessário uma libertação do ambiente primeiro, para que tenhamos as chances de nos livrar de outros grilhões que nos prendem.
:-)